Rio Preto lidera lançamentos de loteamentos no interior de São Paulo

Estrutura de cidade grande com jeito de interior. Essa é a fórmula dos loteamentos lançados em municípios como São José do Rio Preto, a cidade campeã em lançamentos desse tipo de empreendimento no Estado. Segundo o Secovi (sindicato da habitação), só em 2012 foram 6.161 lotes, em 13 projetos espalhados pelo município.

O volume de lançamentos não está ligado apenas à grande oferta de terrenos e ao valor do metro quadrado, que custa de R$ 400 a R$ 1.000, de acordo com o padrão de cada condomínio.

Rio Preto, como é chamada pelos moradores, ocupa a quinta posição no ranking nacional de saúde pública. A cidade também é a segunda colocada em desenvolvimento econômico no país, entre os municípios classificados como mais ricos.

No IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o município ainda perde para outras do interior, como Ribeirão Preto e Araçatuba, mas figura como a 11ª cidade em potencial de consumo.

Gabo Morales/Folhapress
O empresário Claudio Antonio Ribeiro, nunca pensou em deixar São José do Rio Preto; as filhas moram na Grande SP
O empresário Claudio Antonio Ribeiro, nunca pensou em deixar São José do Rio Preto; as filhas moram na Grande SP

SEGURANÇA

A procura por empreendimentos fechados reflete uma mudança de perfil da cidade. “Com a expansão, a criminalidade aumenta, e as pessoas buscam diminuir os riscos de morar em uma casa”, diz Flávio Amary, vice-presidente do Secovi do interior.

Em nome da qualidade de vida, o empresário Cláudio Antonio Ribeiro, 40, nunca deixou São José do Rio Preto. Suas filhas moram em Guarulhos (na Grande São Paulo) e ele precisa viajar com frequência à capital por causa dos negócios. Ele diz, no entanto, que as horas de estrada não diminuem sua paixão pelo interior, e que os voos regulares de Congonhas para São José do Rio Preto reduzem a distância.

“Moro em um loteamento fechado. Minha casa tem espaço para receber os amigos e aproveitar a folga. Sempre que vou a São Paulo fico até atordoado e não vejo a hora de voltar”, afirma ele, que divide com a mãe uma casa em um condomínio residencial.

FACILIDADES

Novos shoppings, mais hospitais, médicos e escolas compõem o “campo de força” do interior. A localização estratégica de muitas cidades –com acesso fácil para a capital e outros Estados– também ajuda a projetar São José do Rio Preto, Marília, Ourinhos e Ribeirão Preto como opções no mercado imobiliário. Segundo Joaquim Ribeiro, diretor do Secovi de São José do Rio Preto, elas deverão se manter no topo do ranking de novos projetos.

Ele diz que o preço médio do metro quadrado nessas cidades pode chegar a R$ 1.500, mas “é possível comprar um lote de alto padrão pagando de R$ 400 a R$ 500”.

O representante comercial Joaquim Junio Gonçalves Duarte, 36, comprou um terreno em Rio Preto, no ano passado, de olho na valorização. Ele não pretende se mudar para lá. Tem planos de vender o imóvel após ficar pronto e calcula pedir três vezes o valor investido.

Fonte : Folha de  São Paulo  em 26 /04 /2013.

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Crédito imobiliário deve crescer até 25%, prevê Caixa

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SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal espera obter um crescimento de 20% a 25% no crédito imobiliário em 2013. No primeiro trimestre do ano, os financiamentos atingiram R$ 36 bilhões, crescimento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado, afirmou o vice-presidente de Governo e Habitação da instituição José Urbano Duarte.

O executivo também antecipou que os compradores de imóveis que fecharem negócio durante os meses de maio e junho nas agências da Caixa ou no Feirão do banco que ocorrerá nesse período poderão fazer o pagamento da primeira parcela do financiamento só em janeiro de 2014.

Fonte : Estado de  São Paulo  29 /04 /2013.

Quais são as perspectivas do crédito imobiliário?

Foto: Felipe Arruda

Diante de uma plateia interessada e participativa, o superintendente técnico da ABECIP Associação Brasileira das Entidades de Crédito e Poupança José da Silva Aguiar, traçou um importante panorama a respeito da evolução do crédito imobiliário no País. O evento ocorreu na sede do CRECISP e foi transmitido ao vivo pela TV CRECI.

Aguiar falou sobre as mudanças ocorridas no cenário do financiamento de imóveis, especialmente de 2004 até hoje, ressaltando a figura do corretor de imóveis como a de um dos principais agentes responsáveis por esse desenvolvimento.

“Em 2004, o total de crédito imobiliário concedido somou R$ 6,9 bilhões, com 325 mil unidades financiadas. E em 2012, fechamos o ano com R$ 120 bilhões e 1 milhão de unidades financiadas. Foi, sem dúvida, um avanço excepcional.“

O superintendente ressaltou que a estabilidade econômica aliada à conquista de marcos regulatórios para o setor como a alienação fiduciária e a ampliação das facilidades na obtenção do crédito foram fatores essenciais para esse crescimento.

O palestrante concluiu sua apresentação, afirmando que há boas perspectivas para o segmento, por conta de não haver possibilidade de bolha imobiliária e da tendência de o crédito e o preços dos imóveis atravessarem certa estabilidade nos próximos anos.

“Até 2015, teremos recursos para a concessão de financiamentos, sem dúvida. As demandas e as oportunidades também continuarão aquecidas. Contamos com 9,2 milhões de famílias que pagam aluguel no País e que desejam adquirir suas moradias. Esse é um mercado que ainda tem muito a crescer.“

 Fonte : Jornal do Estado de São Paulo em 27 /04 /2013.

Os prós e os contras de comprar um imóvel novo

Antes de comprar um imóvel na planta ou um novo pronto para morar veja quais são as suas vantagens e desvantagens.

Área comum de um condomínio da Tecnica

Imóvel novo é mais compacto e mais caro, mas pode ter maior área de lazer e ser mais adequado às necessidades atuais.

São Paulo – O preço de um imóvel corresponde ao tamanho da dor de cabeça que ele pode trazer caso o comprador faça uma má escolha. Por isso, o cheirinho de tinta fresca e o piso intacto não devem ser os únicos critérios para a escolha de um imóvel novo em detrimento de um usado. Alguns prós e contras devem ser pesados para que o comprador avalie se realmente vale a pena comprar um apartamento novo, seja pronto para morar ou na planta. Veja a seguir algumas vantagens e desvantagens da compra de imóveis novos:

Vantagens

Adequação do imóvel às necessidades atuais

Carlos de Azevedo Antunes, sócio-diretor do escritório MCAA Arquitetos explica que os imóveis novos são projetados levando em consideração algumas das principais exigências dos compradores na atualidade. “Os projetos novos são mais bem equacionados, aproveitam melhor o espaço e se adequaram às mudanças sócio-culturais dos últimos anos. Eles têm uma varanda grande, por exemplo, não têm mais quarto de empregada – já que eles não são mais tão necessários -, e alguns chegam a ter três vagas de garagem, enquanto alguns antigos não têm nenhuma ”, afirma.

Ele acrescenta que os imóveis novos também possuem uma estrutura elétrica mais adequada, com mais tomadas e uma capacidade de carga elétrica maior do que os antigos, que não foram projetados para suportar a quantidade de equipamentos eletrônicos que costumam ser usados hoje. Além disso, os imóveis novos também possuem fiação mais adaptada e condições que facilitam a instalação de ar condicionado, enquanto alguns imóveis mais velhos não permitem nem mesmo que o equipamento seja instalado.

Imóveis novos podem ter mais dormitórios, ainda que sejam mais compactos

Segundo Antunes, ainda que pelo preço de um imóvel novo seja possível comprar um imóvel usado com uma área maior, os imóveis novos possuem uma distribuição mais adequada, por exemplo, para quem busca um imóvel com mais dormitórios. “Os imóveis antigos têm compartimentos muito amplos, mas um apartamento usado de 90 m², por exemplo, terá só dois dormitórios. Hoje, um apartamento novo com essa área chega a ter quatro dormitórios”, afirma Antunes.

Maior segurança

Pelo fato de se adequarem mais à realidade atual, os projetos de imóveis novos também costumam ser feitos com uma preocupação maior em relação a questões de segurança. “Hoje um projeto já é feito pensando nas cidades violentas que temos. O posicionamento da guarita costuma ser mais seguro, há um maior controle de acesso ao prédio, dois portões, a altura dos muros é diferente e a visibilidade de fora para dentro é menor”, explica o sócio do MCAA Arquitetos.

Possibilidade de personalização do imóvel

Algumas construtoras e incorporadoras têm investido na personalização de imóveis desde as plantas. Elas oferecem ao comprador, por exemplo, a possibilidade de optar na fase de projeto por diferentes tipos de acabamento e também por diferentes desenhos de planta. Alguns empreendimentos de alto padrão, inclusive, oferecem uma personalização mais completa, permitindo ao proprietário decidir todos os detalhes da obra e ainda designar um arquiteto para acompanhar o processo.

Menos gastos com manutenção

Despesas com manutenção sempre podem ocorrer, mas um imóvel novo, por ter menos tempo de uso, tem menos chances de gerar algum tipo de despesa mais alta. Além disso, mesmo que algum problema apareça, o proprietário conta com algumas garantias que cobrem eventuais prejuízos nos primeiros anos do imóvel.

Conforme explica o assessor jurídico da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA), João Bosco Brito, existem três tipos de garantia da construtora na compra de imóveis novos, que são previstas pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Código Civil. “A primeira garantia é válida por 90 dias e cobre gastos com pequenos defeitos, como problemas em uma válvula sanitária, torneira, porta, janela, piso e outros pequenos defeitos que podem ser consertados de imediato, diz.

A segunda garantia, válida por um ano a partir da entrega das chaves, cobre prejuízos com defeitos ocultos, como vazamentos, problemas de encanamento e outros que não tenham sido gerados pelo mau uso do morador. E a terceira garantia, válida por cinco anos, cobre problemas que afetam a solidez e a segurança do imóvel. São falhas graves, como comprometimento da estrutura, alagamento do subsolo e risco de queda do elevador.

Maiores áreas de lazer

Os imóveis novos costumam ter áreas de lazer mais equipadas que os imóveis antigos, o que pode ser muito interessante para quem tem filhos. Esses condomínios trazem não só piscinas e salões de festas, como alguns prédios mais antigos, mas também espaços como playground, academia, salão de jogos, sala de informática, piscina aquecida e, em alguns casos, até mesmo salão de beleza, padarias e lojas.

Mas, dependendo do perfil do comprador, a área de lazer pode não ser um diferencial. “É preciso avaliar até que ponto isso é importante. Para um casal com filhos pode ser, mas para um homem solteiro não. E em muitos casos a área é insuficiente para quem faz um uso pesado e não substitui a academia ou o clube”, afirma Luiz Calado, autor do livro “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”.

Condomínio pode ser mais barato, mesmo com maior área de lazer

Apesar da maior área de lazer, os condomínios de prédios novos tendem a ser mais baratos porque costumam ter mais unidades do que prédios antigos, o que aumenta o rateio das despesas. “Um apartamento mais antigo tem muitas vezes apenas 12, 13 andares e poucas unidades por andar”, afirma Omar Anauate, diretor de condomínio da Associação Administradora de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic).

Segundo Anauate, nos prédios antigos, a menor divisão das despesas, os maiores custos de manutenção e a folha de pagamento carregada, pelo maior tempo de casa dos funcionários, pesam mais na taxa condominial do que a manutenção de uma área de lazer mais equipada. A área de lazer só causa um aumento significativo  nos gastos nos casos de condomínios-clube, que têm um quadro grande de funcionários.

No entanto, os condomínios de prédios novos podem ter um alto custo nos primeiros meses após o lançamento, ou em alguns casos, podem começar com custos baixos e sofrer aumentos gradativos. “A taxa condominial do imóvel novo é formada por uma estimativa dos custos. Por isso, às vezes o custo inicial pode ser mais baixo e depois ter um aumento. E em outros casos, o condomínio pode ser mais caro incialmente porque algumas construtoras incorporam no rateio coisas que ela não pagou”, afirma Anauate.

Dependendo do contrato, o imóvel novo pode já vir com as áreas comuns decoradas e equipadas. Mas, alguns podem repassar o valor desses gastos para o morador. Por isso, é importante ler atentamente o memorial descritivo do imóvel para entender se essas despesas poderão ser incluídas ou não na taxa condominial.

Ainda que essas despesas elevem a taxa, no longo prazo, de forma geral, o condomínio novo é mais barato. “Ainda que o condomínio novo tenha mais área de lazer, grosso modo o prédio antigo tem custos mais elevados por ter poucas unidades, funcionários antigos, que possuem salários maiores, e obra de manutenção caras, como de recuperação de fachada ou de revisão de instalações elétricas, diz o diretor da Aabic.

Desvantagens

Riscos de atraso na entrega das chaves

Atrasos são bastante comuns para quem compra imóveis na planta, e podem ser extremamente prejudiciais. “O atraso pode ser desesperador, como quando a pessoa vive de aluguel e precisa desocupar o imóvel pois seu contrato está acabando. O imóvel novo é uma grande incerteza”, afirma Luiz Calado.

Uma pesquisa realizada pela AMSPA no ano de 2012 mostrou que na cidade de São Paulo foram registradas 2.748 reclamações de mutuários em relação às construtoras, sendo que 46% dos reclamantes deram entrada na Justiça, totalizando 1.264 processos. Um aumento de 25% nas queixas e um crescimento de 32,4% nos processos em relação a 2011. Dessas reclamações 70% foram relacionadas a atrasos.

Segundo João Brito, assessor jurídico da entidade, a melhor maneira de evitar os atrasos é verificar os precedentes da construtora. “O ideal é que o comprador verifique se a construtora já fez outros prédios na cidade e visite esses prédios para checar com moradores se a construtora entregou a chave no prazo”. Ele também sugere que seja verificado no site do Tribunal de Justiça se existem processos contra a empresa.

Risco de entrega do imóvel com características diferentes do que fora previsto

A entrega de cômodos com áreas menores do que o previsto, a falta de alguns itens do acabamento, ou o uso de materiais com qualidade inferior ao que fora previsto no memorial descritivo do imóvel são alguns dos problemas que compradores de imóveis na planta encontram.

Por isso, segundo João Brito, antes de comprar o imóvel, além de se informar sobre a procedência da construtora, o comprador deve avaliar profundamente o memorial. E na hora de visitar o apartamento, ele recomenta que o comprador faça a visita acompanhado de alguém que tenha conhecimento técnico sobre imóveis para checar se as medidas dos cômodos do decorado condizem com o memorial, para observar se a disposição da planta é boa e se a unidade a ser comprada ficará bem localizada.

Gastos com acabamento

Segundo especialistas, desconsiderando os móveis, os gastos com o acabamento do imóvel – que incluem a instalação de pisos, iluminação, aquecedores, armários, etc. – chegam a custar, no mínimo, 20% do valor do imóvel.

Por isso, é crucial avaliar quais serão os gastos com o acabamento antes de fechar o negócio. Mais uma vez, a orientação é ler atentamente o memorial descritivo, que mostrará o que estará incluído no imóvel na entrega. E o comprador também não deve se influenciar pelo apartamento decorado, que possui muitos itens que não são são incluídos no contrato e é montado com o que há de melhor para impressionar os visitantes.

Maior custo de aquisição

Especialistas em imóveis afirmam que o imóvel novo, via de regra, possui um custo maior do que o imóvel usado. “A diferença de preço é muito grande e o imóvel usado sempre é bem mais barato. Um apartamento vendido por 600 mil reais tem o mesmo tamanho e as mesmas acomodações de um de 400 mil reais usado no bairro do Paraíso, em São Paulo, por exemplo”, afirma Brito.

Guilherme Torres, sócio-fundador do escritório de arquitetura Studio Guilherme Torres, afirma que prefere os imóveis usados e sempre recomenda a clientes e amigos a compra de um usado em vez de um novo, sobretudo pela maior área e menor preço. “Um imóvel novo tem um alto valor com uma área menor. Traçando um paralelo econômico entre os dois, o antigo quase sempre sai ganhando”, diz.

Menores áreas

Segundo Guilherme Torres, os imóveis antigos costumavam ser concebidos a partir de projetos mais espaçosos. “Os imóveis novos sofreram diminuição de área, diminuição de pé direito, diminuição da insolação, porque têm janelas menores, seus corredores são mais enxutos e algumas vezes seu acabamento tem qualidade inferior porque as construtoras querem vender mais e mais”, diz.

Mesmo com menos banheiros e varandas menores, Torres afirma que de certa forma os imóveis antigos têm a mesma “planta burguesa” dos novos, com sala de estar, sala de jantar, dormitórios e área de serviço. “Algumas invenções dos imóveis novos não foram feitas pensando no cliente. A varanda, por exemplo, é uma área inventada para que a empresa venda parte do imóvel como área aberta, o que faz o prédio ficar maior, com custos menores para a construtora. Mas nem sempre a varanda é importante”, diz.

Localização

O sócio da MCAA Arquitetos é entusiasta dos imóveis novos, mas admite que em termos de localização muitas vezes eles perdem para os antigos. “Em bairros muito bem localizados, como Higienópolis e Jardins, em São Paulo, a grande maioria dos apartamento é usada. Localizações boas geralmente já estão bem adensadas”, diz.

Ele acrescenta que antes havia uma competição grande entre o mercado de imóveis novos e usados, o que já não existe mais. “Hoje é uma questão de escolha. Existem tantas ofertas que a escolha depende do modo de vida do comprador. Se ele quer morar em um bairro central e ter mais espaço, ele vai morar em um antigo, mas se ele tem criança pequena, pode preferir a área de lazer maior do imóvel novo”, conclui.

Fonte:  Revista  Exame  em 20/03/2013.

Vendas de imóveis usados crescem 0,96% em São Paulo no mês de janeiro

Imóveis com valor superior a R$ 200 mil foram os mais vendidos no período.

SÃO PAULO – A venda de imóveis usados no Estado de São Paulo teve um aumento de 0,96% em janeiro, frente a dezembro de 2012, segundo dados de pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).

Para o presidente do Conselho, José Augusto Viana, o comportamento do setor foi diferente do esperado, pois janeiro é mês de férias e por isso as vendas costumam diminuir. “Não foi um resultado excepcional, mas o que importa é que foi positivo e representativo de um comportamento até atípico no caso do mercado de imóveis usados”, afirma.

Preferências
No primeiro mês deste ano, as casas e apartamentos superiores a R$ 200 mil foram os mais vendidos, representando 52,66% dos contratos. Foram vendidos mais apartamentos (53,57%) do que casas (46,43%).

Apartamentos foram preferência entre os compradores do estado (Getty Images)
Apartamentos foram preferência entre os compradores do estado (Getty Images)

Na divisão por regiões, imóveis com preço médio de R$ 200 mil foram também os mais vendidos na Capital (86,07%) e nas cidades do ABCD, Guarulhos e Osasco (58,62%). No Interior, predominaram os de preço médio de até R$ 200 mil (57,03% das vendas) e, no Litoral, os de preço médio de até R$ 180 mil (53,61%).

 Fonte: site  Infomoney  em   22/04/2013.

Metade dos lançamentos residenciais ocorrem em São Paulo e Rio

O preço mediano do metro quadrado de um apartamento lançado em 2012 no país ficou em R$ 5.110, segundo o estudo Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro, divulgado pela imobiliária Lopes.

O número representa alta de 10% em relação a 2011, quase cinco pontos percentuais acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no período, que fechou o ano com um crescimento de 5,84%. Com o resultado, o preço médio de uma unidade residencial vertical foi de R$ 375 mil.

Victor Moriyama/Folhapress
Grande São Paulo é líder em lançamentos residenciais no país
Grande São Paulo foi a líder em unidades verticais residenciais lançadas no Brasil no ano passado

Em relação ao número de unidades verticais lançadas, considerando empreendimentos residenciais e comerciais verticais, flats e hotéis, houve queda de 15% em relação a 2011 –para 182.803.

A maior fatia coube à Grande São Paulo, com 66.204 unidades. Na Grande Rio, foi de 29.160. As duas regiões respondem por 52% do total.

Separando por segmento, o mercado residencial respondeu pela maior parte dos lançamentos no Brasil, com 80% das unidades. Imóveis comerciais ficaram com 16%. Hotéis e flats compõem o restante.

O levantamento, segundo a Lopes, abrange 92 municípios e 19 cidades-satélite e representa 86% de todo o VGV (Valor Geral de Vendas), que no ano passado ficou em R$ 80 bilhões.

Entre as cidades, chama a atenção a crescente valorização dos imóveis em municípios ou regiões administrativas que não são capitais.

Considerando as dez cidades mais caras, encontram-se Santos (2ª), Niterói (5ª), Águas Claras (6ª), no Distrito Federal, Campinas (7ª), Petrópolis (8ª) e Guarujá (10ª).

Todas elas melhoraram de posição de 2011 para o ano passado, com exceção de Campinas, que ficou estável. A liderança é ocupada por Brasília, onde o metro quadrado custa R$ 11.030. São Paulo está na terceira posição e o Rio de Janeiro fica no 9º lugar.

Mais do que perda de espaço das principais cidades, os dados indicam uma expansão de sua zona de influência para municípios vizinhos.

No Estado de São Paulo, por exemplo, a Grande São Paulo cada vez mais se une à região de Campinas, formando uma única mancha urbana. Além disso, Santos e Guarujá contam com a expectativa de exploração do pré-sal e de investimentos na região, o que vem atraindo empreendimentos residenciais e comerciais.

Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha uol  em  20/04/2013.

Imóveis estão cada vez menores

O mercado imobiliário continua em alta, já o tamanho dos imóveis novos… está cada vez menor. Levantamento inédito da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ) mostra que, nos últimos dez anos, a redução da metragem chega a 29% nos apartamentos de um e de quatro quartos. Nos outros tipos, as reduções são menores, vão de 17,9%, no caso de dois dormitórios, a 8,5%, para os de três quartos. Em todos, a consequência é a criação de plantas mais enxutas recheadas de truques para dar a sensação de maior amplitude. Como instalação de portas mais largas, retirada dos corredores e integração de sala e cozinha.

No caso dos imóveis de quatro quartos, voltados para uma classe mais abastada, por exemplo, o que se vê é a compactação dos quartos e a integração de ambientes. Com isso, em média, os imóveis que em 2002 chegavam a quase 200 metros quadrados têm hoje cerca de 123,30 metros quadrados. Espaço que até pouco tempo era destinado a imóveis de três dormitórios. Na outra ponta, os imóveis de apenas um quarto também sofreram reduções expressivas: de 55,77 metros quadrados há dez anos para 39,38.

Tudo em nome da viabilidade econômica dos empreendimentos, como argumentam os atores do mercado.

— Com a valorização do metro quadrado, se as construtoras não diminuíssem o tamanho dos imóveis, eles não caberiam no bolso dos compradores — sustenta Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel.

novas Plantas, novos hábitos.

Internamente, essas novas plantas acabam por facilitar mudanças nos hábitos de seus moradores. Nos imóveis de dois, três e quatro quartos, a cozinha — que na casa brasileira sempre foi central — passa agora a integrar a área social acoplada à sala de estar, o que é justificado pela vontade de receber amigos em casa. Já os corredores, que em imóveis antigos eram enormes e marcavam claramente a divisão entre áreas social e íntima, desaparecem, e sua função acaba sendo, muitas vezes, assumida pelas varandas.

— É comum ver plantas em que a varanda vai da área ao quarto. É ela que faz essa ligação, já que os quartos se abrem quase dentro da sala — diz a professora da UFRJ, Helena Lacé.

Já os imóveis menores têm seu aliado no avanço da tecnologia: surgem móveis multifuncionais e aparelhagens menores (como as TVs sem tubo), que passam o ocupar menos espaço.

Serviços de residencial e áreas comuns ampliadas são usados para compensar redução

A valorização do metro quadrado não é a única justificativa para a redução das áreas internas dos apartamentos. A escassez de terrenos em áreas nobres e a mudança na dinâmica das famílias também ajudam a aumentar a oferta de imóveis mais compactos. No Rio, eles não são ainda menores porque a legislação só permite a construção de unidades com menos de 55 metros quadrados em áreas do Recreio, Zona Norte e na área do Porto. Considerando-se que a média de tamanho dos novos apartamentos de um quarto é de 39,38 metros quadrados, observa-se que as unidades nessa tipologia estão concentrados nessas regiões. O Minha Casa Minha Vida também contribui para a redução do tamanho.

O novo presidente da Ademi/RJ, João Paulo de Matos, tem outra justificativa: há uma fatia do mercado, diz, que procura mesmo imóveis menores.

— As pessoas casam mais tarde, têm menos filhos: a demanda por imóvel menor está crescendo. Há enorme carência de sala-quarto, por exemplo, no Rio. Mas a legislação não viabiliza sua construção.

Já o vice-presidente do Secovi-Rio, Antônio Paulo Monnerat, lembra que a escassez de terrenos, principalmente na Zona Sul, é fundamental para entender a questão na cidade:

— Quando aparece um terreno na Zona Sul, é preciso aproveitar cada milímetro.

Para compensar as unidades menores, as construtoras investem cada vez mais nas áreas comuns dos condomínios, que acabam por se tornar extensões dos apartamentos. Crescem o número de facilidades que vão de brinquedoteca a varandas gourmet, passando por estúdio, adega e spa.

O número de serviços agregados também aumenta. Há condomínios que oferecem serviços como os dos apart-hotéis. E em alguns casos, apenas sob demanda, ou seja, só paga pelo serviço quem usá-lo, evitando aumento excessivo da taxa. É o caso do Bourgogne Résidences, que a MDL Realty constrói em Jacarepaguá. O prédio vai oferecer serviços como lavagem de carros, babá, arrumação e limpeza, passeador de cachorros e entrega de supermercados. Todos feitos por funcionários terceirizados.

— Essa é uma evolução natural do mercado imobiliário. Os condomínios estão se transformando em centros de serviços — acredita Fábio Lopes, presidente da MDL. — Com a vida mais agitada e a redução de empregados domésticos, que já vem acontecendo, as pessoas precisam de mais infraestrutura nos condomínios.

Fonte: Extra globo  em 14/04/2013.

Vendas de casas novas em São Paulo mais que dobram em fevereiro

No entanto, no primeiro bimestre, foram vendidas 2.775 unidades na capital paulista, 12,7% inferior a um ano antes. A previsão do Secovi para 2013 é de alta entre 3,5% e 5%.

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo tiveram queda de 8,6% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando 1.927 unidades, informou nesta terça-feira o sindicato da habitação na capital paulista, Secovi-SP.

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O Secovi estima crescimento de 10% para os lançamentos na cidade neste ano, chegando a 31 mil unidades.

Já em relação a janeiro, quando foram comercializados 848 imóveis, as vendas mais que dobraram. Nos dois primeiros meses do ano, foram vendidas 2.775 unidades na capital paulista, 12,7% inferior a um ano antes. A previsão do Secovi para 2013 é de alta entre 3,5% e 5% nas vendas.

Em termos de Valor Geral de Vendas (VGV), houve queda anual de 12,9% em fevereiro, para R$ 875,5 milhões.

O nível de velocidade de vendas em 12 meses, medido pela relação de venda sobre oferta, foi de 56,7% em fevereiro.

“Os resultados de vendas de janeiro e fevereiro permitem traçar tendência de fechamento do primeiro trimestre na proporção de 15% do total a ser comercializado durante o ano, como ocorre tradicionalmente. A evolução das vendas este ano está dentro da normalidade”, afirmou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em nota.

Os lançamentos, enquanto isso, somaram 1.816 unidades na cidade de São Paulo no segundo mês do ano, 25,7% maiores sobre um ano antes e quase três vezes superiores a janeiro. No bimestre, foram lançados 16,8% mais imóveis na capital paulista, totalizando 2.476 unidades.

O Secovi estima crescimento de 10% para os lançamentos na cidade neste ano, chegando a 31 mil unidades.

Segundo o sindicato, tem sido observado aumento no volume de aprovação de novos projetos, com licenciamento de 6.450 unidades em janeiro deste ano. “O volume é considerável, comparado à média de 3,2 mil unidades em 2012 e 4 mil unidades em 2011”, disse o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes. “A expectativa é de que essas aprovações se tornem lançamentos no curto prazo.”

Fonte: Site ig/ economia/ casa própria em 16/04/2013

Brasil só perde para três países em lista de prédios verdes

Ao mesmo tempo em que os imóveis construídos no Brasil estão cada vez menores, os novos empreendimentos também têm ganhado aspectos mais modernos, como a sustentabilidade.

Segundo o último ranking promovido pela Green Building Council Brasil, entidade responsável por difundir o selo Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental) no país, obtido com antecedência pelo ZAP Imóveis, o mercado de prédios verdes no Brasil continuou como o quarto maior do mundo no primeiro trimestre do ano. Em 2012, o país estava na mesma posição.

Com 682 construções com esta certificação de sustentabilidade, o país ficou em 4º lugar na nova pesquisa, com 2.089.195,20 m² certificados, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos.

Desde o início do ano, cinco empreendimentos brasileiros receberam o selo Leed e 15 edifícios entraram com pedido de certificação, números que levaram o Brasil à marca de 88 empreendimentos certificados e 682 pleiteando a aprovação.

“A região Sudeste é a mais avançada hoje [no Brasil], mas temos visto o Nordeste despontar no número de edificações que buscam os diferenciais da certificação Leed, com destaque para Pernambuco e Ceará”, apontou Marcos Casado, diretor técnico e educacional do GBC Brasil.

Em 2011, eram 577.617 m² registrados buscando o selo naquela região. No ano passado, este número saltou para 4.006.556 m².

“Só o MBA em construção sustentável tem oito turmas em cinco capitais do Nordeste, o que mostra o interesse pela capacitação”, complementou.

A expectativa da entidade é que, até o final de 2013, sejam 900 empreendimentos registrados e 120 certificados em todo o território nacional.

Ainda segundo o estudo, os Estados Unidos, líderes do ranking, contam com 44.702 prédios registrados e 15.130 certificados, a segunda colocada China tem 1.219 e 338, enquanto os Emirados Árabes, 811 e 70, respectivamente.

Para receber o selo, o empreendimento deve atender critérios dentro de sete categorias: eficiência energética; uso racional de água; materiais e recursos; qualidade ambiental interna; espaço sustentável; inovações e tecnologias e créditos regionais.

Confira o ranking mundial baseado no número de empreendimentos registrados (certificados + em processo de certificação) pelo selo Leed:

1º EUA
2º China
3º Emirados Árabes Unidos
4º Brasil 
5º Índia
6º Canadá
7º México
8º Alemanha
9º Coreia do Sul
10º Qatar

Fonte:  Revista Zap Imóveis em  10/04/2013.

Casa que lembra Lego será vendida por R$ 103 milhões

Imóvel possui salão de festas de 250 metros quadrados.

SÃO PAULO – Para o adulto que nunca superou o amor de infância pelos blocos de montar da Lego, uma casa localizada no norte de Londres pode ser a sua propriedade dos sonhos. O local parece ter sido construído com os tijolinhos de plástico do brinquedo, mas o mais impressionante na casa não é a semelhança com o Lego, mas sim o seu preço de £ 34 milhões (R$ 103,3 milhões, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil no dia 11 de abril de 2013).

Segundo o jornal britânico Daily Mail, a casa é uma das mais sofisticadas e luxuosas. O local foi construído em 1925 em uma rua conhecida como a “Linha dos Bilionários”, pois os imóveis mais caros e impressionantes se encontram na região.

A casa
O local possui nove quartos, oito banheiros, cinco salas de recepção, sauna, salão de festa de 2.700 pés quadrados (250 metros quadrados), sala de almoço, sala de jantar, cinema, adega, sala de entretenimento, piscina e ginásio.

Casa parece ter sido montada com Lego (Reprodução/Glentree Estates)
Casa parece ter sido montada com Lego (Reprodução/Glentree Estates)
Fonte: Site Infomoney em  15/04/2013