Num momento em que a cidade de São Paulo apresenta queda nos lançamentos residenciais, alguns distritos vão contra a corrente e se destacam no volume de novos imóveis à venda.

O Tatuapé, na zona leste, é o novo líder em lançamentos no acumulado de 12 meses até março, com 1.426 unidades no período, segundo levantamento da Folha com base em dados da Geoimovel Tecnologia Imobiliária. Em seguida, vêm Saúde e Vila Andrade, ambos na zona sul, com 1.248 e 1.101 unidades, respectivamente.

Zé Carlos Barreta/Folhapress
Operarios descansam em obra do Edificio Josephine Baker, no Tatuapé
Operarios descansam em obra do edificio Josephine Baker, no Tatuapé, que será um dos mais altos da cidade de São Paulo

Dos 18 distritos com mais apartamentos lançados de abril de 2011 a março de 2012, o Tatuapé foi o único a apresentar crescimento. Entre os que perderam espaço, estão alguns dos mais valorizados da cidade, como Itaim Bibi, Pinheiros e Bela Vista.

A perspectiva do mercado é que o Tatuapé, que tem duas estações de metrô e três shoppings, continue a receber empreendimentos -inclusive corporativos, algo inédito na região. Os imóveis residenciais vão de médio a altíssimo padrão.

Uma das explicações para a expansão do Tatuapé é que lá há estoque de outorga onerosa disponível. Isso permite que as construtoras ergam edifícios acima do limite básico autorizado pela prefeitura, o que não ocorre mais em boa parte dos distritos mais disputados da cidade.

Outro ponto é a facilidade de formar terreno, pois o distrito ainda tem muitas casas. E há espaço para crescer -sua área é mais de três vezes maior do que a da Bela Vista, por exemplo.

Na zona leste, Sapopemba e Vila Curuçá marcam presença no segmento econômico, com metro quadrado custando de R$ 3.500 a R$ 6.000. Com pequena participação nos lançamentos até então, já aparecem entre os dez distritos com mais unidades.

Na região central, as opções se diversificam. Santa Cecília e Brás tiveram alta no volume de unidades (veja quadro abaixo).

Em Santa Cecília, uma boa rede de serviços e o metrô são aspectos favoráveis. No Brás, as estações de metrô e trem e o fácil acesso a outras regiões são chamarizes. Alguns pontos desses distritos, porém, têm aparência degradada. No Brás, galpões são comuns e há poucas opções de lazer.

“Os bairros mais centrais são as novas fronteiras. Têm terrenos e boa localização”, diz João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de mercado imobiliário da Poli-USP.

Editoria de Arte/Folhapress

 

Fonte:  Folha uol  em 14 /04/2013.

Publicado por:caiovital

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