Saques do FGTS para casa própria aumentam 21% no ano; veja regras

Os saques de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra da casa própria subiram 21% no primeiro semestre no confronto com o mesmo período em 2012, chegando a 732,5 mil, segundo dados da Caixa Econômica Federal, agente operadora do fundo.

Em valor, o aumento (16,6%) foi um pouco menor, atingindo R$ 4,853 bilhões.

As facilidades no acesso ao financiamento habitacional contribuíram para esse acréscimo, com redução na taxa de juros e alargamento dos prazos para pagamento.

O dinheiro pode ser usado na compra do imóvel, para reduzir as prestações do financiamento, para amortizar ou liquidar o saldo devedor, mas é preciso ficar atento aos períodos de carência. O montante só é liberado em intervalos de dois em dois anos.

Quem já teve uma moradia financiada pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que engloba os empréstimos para a compra de unidades até R$ 500 mil, pode usar o FGTS para adquirir um segundo imóvel desde que não esteja na mesma localidade: município ou região metropolitana (se houver).

Bancos e construtoras continuam pressionando o governo federal pela elevação desse teto para R$ 750 mil.

O principal argumento é permitir aos potenciais clientes da classe média acompanhar a disparada no preço das moradias, principalmente nas capitais.

O valor atual está congelado desde março de 2009. Até então, o limite era R$ 350 mil.

ACOMPANHAMENTO

O trabalhador pode acompanhar o saldo da conta pela internet, pelo celular, em uma das agências da Caixa ou receber em casa o extrato dos lançamentos realizados.

O dinheiro depositado todos os meses pelo empregador na conta do funcionário rende só 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Portanto, é muito comum ficar abaixo da inflação (6,7% no acumulado dos últimos 12 meses), o que significa que o montante perde poder de compra ao longo do tempo.

Por isso, a dica de especialistas é que o dinheiro deve ser sacado na primeira oportunidade, o que pode ser feito também na demissão sem justa causa e na aposentadoria, por exemplo.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha  de São Paulo em 14 /07/2013.

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Compra da casa própria está cada vez mais fácil e rápida

Juros menores, prazo maior e flexibilidade para usar o saldo do FGTS são aliados.

Rio – A casa própria é um dos principais sonhos dos brasileiros. E de uns anos para cá está se tornando casa vez mais fácil concretizá-lo. Vários fatores têm contribuído para fazer com seja possível trocar o aluguel pela moradia própria. O cenário é favorável com a melhora no emprego e na renda, além de juros mais baixos no financiamento imobiliário e prazo alongado para pagar, chegando a 35 anos.

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Por conta disso, na hora de assinar o financiamento é necessário fazer as contas para verificar se a prestação caberá no orçamento familiar, já que a dívida será de longo prazo. Mas não é necessário ficar assustado com o período, pois os bancos permitem que o mutuário faça amortizações para abater a dívida durante o contrato. Neste caso, a operação mais recomendada é abater o saldo devedor e manter o valor da prestação, pois assim será reduzido o tempo de contrato.

É importante sempre separar um recurso extra como 13º salário ou qualquer outra economia para fazer as amortizações.

Agora, quem tiver com dificuldades em bancar o valor integral da prestação durante o contrato pode recorrer ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar até 80% da parcela da casa própria e diminuir o valor da despesa mensal. Porém, o prazo do contrato será o mesmo acordado no início.

Fonte :  Site O dia imóveis  e ig  em 02/07/13.