Veja qual a melhor opção para financiar um imóvel

Dependendo do caso, o tipo de financiamento escolhido para a amortização da dívida pode evitar um maior gasto na compra da casa própria.

Devido aos altos preços dos imóveis, o financiamento em longo prazo tornou-se a grande válvula de escape para as pessoas conquistaram o grande sonho da casa própria.

No entanto, dependendo do caso, o tipo de financiamento escolhido para a amortização da dívida pode evitar ou contribuir para um maior gasto financeiro ao término da compra do imóvel.

Isso porque, com o aumento da Selic, a taxa básica de juros da economia nacional, as parcelas de financiamentos em até 35 anos, os mais utilizados no país atualmente, sofreram um impacto e qualquer decisão errada pode fazer com que o consumidor pague um valor a mais pelo mesmo bem no fim do prazo.

Hoje em dia, os consumidores têm algumas alternativas que são as mais praticadas pelos bancos privados e estatais. O SAC (Sistema de Amortização Constante) e a Tabela Price são as duas principais formas de amortização de dívida em financiamentos imobiliários no Brasil.

O primeiro modelo consiste na opção de se pagar um preço total menor, com as primeiras parcelas mais caras, porém decrescentes (ficam mais baratas com o decorrer do tempo). Já pela segunda maneira, paga-se um valor total maior, mas, com parcelas menores e constantes ao longo do prazo financiado.

“Geralmente, as pessoas escolhem a tabela SAC porque querem ver no seu orçamento mensal as prestações reduzindo ao longo do tempo. Mas, como as primeiras parcelas pelo SAC são maiores que na Price, pode ser que o comprador opte pela Price por precisar de fôlego no momento da compra do imóvel”, comparou Xênia Andrade, sócia-diretora da OBC Negócios e Consultoria, em entrevista ao ZAP Imóveis.

No SAC, as primeiras parcelas são mais caras, porém decrescentes ao longo do prazo (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)

Segundo a especialista, existe um efeito “psicológico” sobre a tabela SAC, onde as pessoas acreditam que vão pagar menos porque a prestação vai diminuindo, mas em ambas, Price e SAC, a dívida é amortizada continuamente. Além disso, a taxa de juros e a correção da TR (Taxa Referencial) serão as mesmas para ambas as modalidades.

Há ainda um terceiro modelo de financiamento: o Sacre (Sistema de Amortização Crescente), usado basicamente apenas pela Caixa Econômica Federal (CEF) nos últimos anos.

Neste modo, a quitação do dinheiro emprestado é crescente ao longo do prazo, com as parcelas fixas (porém, mais altas do que os demais) e os juros decrescentes. Além disso, a prestação inicial pode comprometer até 30% da renda familiar e o prazo máximo de financiamento é somente de 25 anos.

“Considerando o limite de comprometimento da renda familiar em 30%, o comprador com menor poder aquisitivo consegue maior valor de financiamento pela Tabela Price já que as primeiras prestações são menores que da tabela SAC. Já um comprador que consegue o valor de financiamento desejado em ambos os sistemas, irá escolher se quer fôlego no momento da compra ou se prefere se apertar um pouco neste momento, mas ter suas prestações reduzidas ao longo do financiamento”, finalizou.

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