Retrospectiva 2013: Confira as notícias que abalaram o mercado imobiliário

O mercado imobiliário em 2013 surpreendeu as expectativas e mostrou que ainda tem muito fôlego para crescer no Brasil, ao contrário da estabilização que apontavam os especialistas do setor no final do ano passado.

Com o mercado aquecido, os imóveis com um dormitório ganharam a preferência entre os compradores e se tornaram a vedete com a maior alta nas vendas em São Paulo.

No entanto, nem tudo pesou a favor dos lançamentos, vendas ou alugueis dos imóveis.

A onda de manifestações que o país vivenciou no meio do ano derrubou os negócios do setor de materiais de construção, assim como a máfia do ISS, que envolveu mais de 40 incorporadoras, além do aumento do IPTU, negado pelo STF na última semana, abalaram o mercado de forma negativa.

Confira abaixo as notícias que movimentaram o mercado imobiliário de janeiro a dezembro:

1 – Caixa reduz juros para financiamentos acima de R$ 500 mil
Em janeiro, a Caixa Econômica Federal reduzia os juros para financiamento de imóveis acima de R$ 500 mil; taxas chegaram a 8,3% ao ano.

2 – Aluguel residencial tem menor alta em quatro anos
Ainda no começo do ano, o aluguel residencial em São Paulo subia 7,96% e registrava o menor reajuste nos últimos anos.

3 – Novas regras para construção devem acabar com conflitos em condomínios
Em março, era aprovada um norma técnica da ABNT que fará todos os empreendimentos atenderem novas exigências de construção. Medida deverá contribuir para o fim dos conflitos em edifícios.

4 – Crédito imobiliário da Caixa bate recorde já no primeiro trimestre
Em abril, o crédito imobiliário já mostrava que teria mais um ano de forte demanda no país com o recorde de contratações da Caixa nos primeiros meses de 2013.

5 – Lançamentos e vendas de imóveis têm melhor alta desde 2010
Em maio, os lançamentos e vendas de imóveis já demonstravam o ano aquecido que seria 2013 e registravam a melhor alta desde 2010 em São Paulo.

6 – Financiamento de imóveis de luxo cresce quase 700%
O financiamento de imóveis acima de R$ 1 milhão crescia muito no meio do ano; juros baixos eram a principal razão para a alta.

7 – Protestos derrubam vendas de material de construção em junho
Em julho, o segmento de material de construção colhia os maus resultados nas vendas devido à onda de protestos que ocorreu no país um mês antes.

8 – Imóveis com um dormitório têm maior alta nas vendas em SP
Em agosto, os imóveis com um dormitório se tornavam a vedete do mercado e tiveram a maior demanda em São Paulo.

9 – Com novo Plano Diretor, preços dos imóveis devem cair em SP
Com novo Plano Diretor em aprovação, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, esperava que os preços dos imóveis fossem cair.

10 – Aumento do IPTU pode impactar mercado imobiliário
Em setembro, a prefeitura de São Paulo propunha um aumento significativo do IPTU para imóveis residenciais e comerciais; STF vetaria mais tarde.

11 – Governo sobe para R$ 750 mil teto para comprar imóvel com FGTS
Logo no começo de outubro, o governo federal subiu o teto para comprar imóvel com recursos do Fundo de Garantia.

12 – Para sindicato, máfia do ISS não refletirá no mercado imobiliário
No fim do ano, o Ministério Público Estadual investiga incorporadoras e fiscais da prefeitura na chamada máfia do ISS; sindicato descarta reflexo.

 Fonte:  Revista Zap Imóveis (27/12/2013)

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Entrega de empreendimentos torna imóvel novo e pronto mais uma opção de compra


Quase pronto. Empresa colocou imóveis à venda apenas quando construção atingiu fase de acabamento  (Imagem: Hélvio Romero/Estadão)

GUSTAVO COLTRI

Com o aumento do número de lançamentos nos últimos anos, as entregas de edifícios também se intensificaram em São Paulo e, juntamente com elas, as oportunidades de compra de unidades prontas, mas ainda não habitadas – imóveis com algumas das maiores vantagens e dificuldades dos outros dois tipos de bens disponíveis no mercado: os adquiridos na planta e os já com anos de uso.

Os apartamentos “virgens” podem ser comprados diretamente dos incorporadores ou de proprietários interessados na revenda de bens negociados nos estandes. No primeiro caso, o relacionamento com o vendedor é equivalente ao verificado nos lançamentos; no segundo, é igual às transações no mercado de bens usados.

De acordo com a coordenadora de marketing do portal Imovelweb, Viviane Macedo, os imóveis de estoque – nunca vendidos pelas empresas ou devolvidos pelos primeiros adquirentes – oferecem menos opções de escolha para os consumidores com relação ao andar e à posição da unidade. Além disso, não contam com a possibilidade de personalização. “Mas, dependendo do caso, podem ser uma oportunidade de compra quando o incorporador dá descontos para liquidar a oferta.”

De maneira geral, no entanto, os valores tendem a ser maiores nas unidades prontas e recém- entregues. De acordo com a diretora de marketing da Abyara Brasil Brokers, Paola Alambert, os valores das unidades sofrem correção pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) durante o período de construção e ainda contam com a valorização do edifício e da região. “Quando se compra na planta, o risco do negócio é dividido com o incorporador.”

No empreendimento Place Santana, da incorporadora Brookfield, o metro quadrado de apartamentos vendidos no lançamento, em novembro de 2010, partia dos R$ 6.050. Hoje, após a conclusão do projeto, vale ao menos R$ 8.150, elevação de 34,71% no período.

Principalmente nas negociações de revenda, os preços variam de acordo com os sabores do mercado, inclusive com possíveis altas especulativas. Em regiões com grande oferta, no entanto, essa também pode oferecer boas condições para os consumidores com vontade ou necessidade de rápida ocupação.

O gestor de revenda da incorporadora Stan, Jairo Ferreira da Silva, diz que, em regiões com muitos imóveis à venda, os chamados investidores especulativos podem abrir mão dos ganhos se estiverem com pressa de repassar os bens, que passam a apresentar custos de condomínio após a implantação do empreendimento. Ele lembra que os bancos ampliaram nos últimos anos as condições de crédito para os bens imobiliários prontos – hoje, os compradores podem financiar até 90% dos imóveis em segmentos mais populares.

Tangibilidade. A possibilidade de avaliar de fato as condições e características da unidade pretendida é uma das principais vantagens das unidades novas e finalizadas sobre as vendidas na planta, uma característica também presente nos bens usados em comercialização. Já um diferencial sobre os velhinhos é a maior liberdade dada aos proprietários no que se refere aos acabamentos internos da unidade após o recebimento das chaves. É praxe no mercado a entrega de empreendimentos sem revestimentos nas chamadas áreas secas dos imóveis.

Pensando na exigência do público de luxo, a incorporadora Aurinova esperou até a fase de acabamento do Edifício Celebration Itaim para vender a primeira das 17 unidades do residencial. “Nossa intenção é oferecer um produto que a pessoa compre com toda a confiança. Se ela quiser visitar um apartamento, ela pode”, diz Guilherme Auriemo, sócio da companhia. Os apartamentos-tipo têm 274 m² e valem a partir dos R$ 4,5 milhões. A conclusão do prédio deve ocorrer em março.

Fonte: Estado de São Paulo (16/12/2013).

Plantas flexíveis são as novas apostas das construtoras

Estratégia permite ao cliente personalizar o imóvel, adequando os ambientes conforme as necessidades dos novos moradores

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Rio – Antes, para mudar a planta de um apartamento o morador precisava enfrentar barulho, sujeira e meses de obra. Agora, no mercado imobiliário, a tendência adotada pelas construtoras no caso da venda ainda na planta é a flexibilização do imóvel, permitindo ao morador a oportunidade de ter uma residência do seu jeito. É possível tanto optar por materiais usados no acabamento quanto à disposição de paredes, criando um imóvel que atenda às necessidades de cada perfil familiar.

A construtora MDL, por exemplo, oferece no empreendimento Bourgogne, na Freguesia, as opções de integração de ambientes e o aumento da boca de sala para promover maior convivência entre os espaços do imóvel. São duas opções de planta. “Temos a opção de abrir ou não cozinha para a sala de estar, integrando além da varanda estes dois cômodos”, explica a arquiteta da MDL Realty, Niceli Maini.

A Life Construtora também oferece aos clientes a possibilidade de modificações. Miguel Gorgulho, diretor da empresa, cita o caso do comprador de uma das coberturas do edifício Varandas da Genaro, no Recreio, que solicitou a alteração da posição da piscina. Mas, de acordo com Gorgulho, a mudança do piso a ser instalado, como o porcelanato, por exemplo, é o pedido mais comum.

Já no condomínio RG Personal Residences, da Even, no Recreio, o cliente pode escolher entre 50 tipos diferentes de plantas, para personalizar o imóvel como desejar. O empreendimento terá seis blocos de 12 andares, com apartamentos de um, dois e três quartos, e coberturas duplex. O projeto foi desenvolvido seguindo a tendência de customização, que permite tornar único algo criado para muitas pessoas, como no caso de um prédio.

decoraçao

Modificações sem custo

A construtora Calçada aposta na possibilidade de flexibilização na planta em todos os empreendimentos, sem custo adicional para os clientes. No Illimitato Residenziale, em Jacarepaguá, os quartos podem ser revertidos, para aumentar a sala ou uma das suítes. A dependência de empregada pode ser usada na ampliação de um dos quartos, ou ainda como closet, escritório ou dispensa. Além disso, os compradores também podem optar entre cozinha tradicional ou americana.

“A oferta de empreendimento que permite ao comprador modificar a planta é cada vez maior. A flexibilidade beneficia os clientes, que têm à disposição uma planta praticamente livre”, diz Marcelo Fróes, diretor da Percepttiva.

Cozinha e salas maiores

No condomínio Damai Residences & Lifestyle, da Brookfield, no Recreio, é possível escolher entre cinco opções de plantas. No residencial Grand Village, da Fmac, na Freguesia, as unidades de três quartos têm a opção de sala ampliada, e nas plantas de dois quartos a opção de cozinha americana unida à varanda.

A construtora Santa Cecília oferece a opção de mudança nos empreendimentos, e o uso de porcelanato nos quartos e bancada de inox na cozinha. Já no Bella Vita, da Vitale em Madureira, há a opção de cozinha americana em todos os apartamentos.

Fonte:  O DIA imóveis /ig (17/12/2013).

Quer investir em imóveis?

Confira 5 pontos aos quais é importante ficar atento na hora de investir no mercado imobiliário.

Saiba como investir em imóveis
A localização, o tipo de planta e as instalações são bastante relevantes na compra de imóvel para investimento

O mercado imobiliário brasileiro mantém sua fase de crescimento, ainda que tenha reduzido o ritmo de expansão, e oferece uma série de oportunidades para quem deseja investir. “O imóvel é uma propriedade, um bem de raiz que não está sujeito a confiscos devido às turbulências do mercado financeiro. Pode sofrer problemas de liquidez, mas não em sua essência como patrimônio seguro”, afirmam Gilberto Benevides e Wang Chi Hsin, autores do livro “Investir em imóveis – Entenda os segredos práticos do mercado”. Veja a seguir a opinião dos especialistas sobre os principais aspectos que se deve prestar de atenção no momento de investir.

1. Analise os prós e contras dos imóveis novos e usados. Um empreendimento novo, além de permitir mais opções para escolha das instalações e da localização do apartamento na planta do edifício, costuma sempre agregar novas tecnologias e especificações que adicionam valor ao produto. “E comprar um imóvel usado exige mais poupança, seja para pagamento à vista, em curto prazo ou por meio de um financiamento bancário. Normalmente esse tipo de unidade requer alguma reforma, o que demanda uma certa experiência nesse quesito para obter um bom custo-benefício”, diz Wang Chi Hsin. Ele ainda ressalta que é preciso ter cuidado, pois apartamentos usados já têm despesas de condomínio, imposto predial, manutenção e limpeza, por exemplo, que poderão ser repassadas somente após a venda para terceiros. Para tomar a decisão certa, é fundamental ponderar em qual momento de vida você se encontra, qual quantia de dinheiro pode dispor e durante quanto tempo.

2. Busque localizações consolidadas, imóveis de bom padrão e de empresas que tenham experiência e qualidade. “As oportunidades de lançamentos novos permitem a escolha do imóvel, sua localização na torre [no caso dos apartamentos], face de insolação, avaliação das opções de lazer etc. E lembre-se de que os imóveis menores tendem a ter melhor porcentagem de renda no momento da locação”, avalia Chi Hsin.

3. Pesquise sobre o comportamento dos bairros da sua cidade. As regiões mais valorizadas são as que apresentam melhor infraestrutura, contando com transporte de qualidade, boa rede de comércio local (padarias, farmácias, supermercados etc.) e também shoppings centers, por exemplo. “Em São Paulo, bairros como Jardins, Itaim, Higienópolis, Perdizes, Vila Madalena, Vila Mariana, Brooklin, Campo Belo e Moema são regiões já consagradas. Outro dos pontos que vejo com potencial de valorização é a área compreendida entre a Ponte Morumbi e a Ponte João Dias, que deve receber vários empreendimentos novos, além de melhorias significativas no transporte, com novas pontes, estações de metrô e avenidas”, lista Gilberto Benevides.

4. Avalie bem as oportunidades. Quando se trata de comprar um imóvel como investimento, os dois especialistas recomendam optar por apartamentos ou então casas em condomínios fechados. “Os apartamentos mais procurados são os modelos com dois dormitórios. Porém, unidades com localizações privilegiadas também contam com uma alta demanda de versões com um dormitório ou studio. Hoje, há mais pessoas morando sozinhas ou casais sem filhos que preferem apartamentos menores em locais mais nobres”, observa Benevides. E ele acredita que empreendimentos com excesso de unidades são pouco interessantes para investimento, já que há uma grande possibilidade de sempre existir uma concorrência na revenda ou locação dentro do próprio condomínio.

Aperto de mão
5. Saiba esperar os rendimentos. 
“Ter um imóvel pode proporcionar renda e rentabilidade. Mas o prazo médio é muito variável. Em geral, um imóvel adquirido na planta terá uma boa valorização após dois ou três anos, quando estiver pronto. Dependerá da localização, da evolução da sua infraestrutura, do momento econômico do País e da demanda”, pontua Benevides.

Fonte: Revista WebCasas

Algumas precauções facilitam que seu crédito imobiliário seja liberado

Verifique se você preenche alguns pré-requisitos para dar entrada em um financiamento

Sugestão18

1. Se você é registrado, lembre-se de que é necessário estar vinculado ao emprego há pelo menos três meses.

2. Saiba que não é preciso ter um emprego fixo para conseguir um crédito imobiliário. Existem algumas formas de comprovar renda e quem não possui registro em carteira pode apresentar os seis últimos extratos bancários, por exemplo.

3. Caso seja autônomo ou um profissional liberal, será exigido o extrato dos três últimos meses e o imposto de renda dos dois exercícios mais recentes.

4. No crédito imobiliário dos bancos, o valor máximo da prestação deve comprometer  de 30% até 35% da sua renda bruta, conforme a análise de crédito de cada pessoa.

5.  A renda bruta mínima necessária para obter o crédito pode ser composta por até duas pessoas, seja parente, amigo, namorado etc.

6. É importante regularizar pendências financeiras vinculadas ao seu CPF, antes de solicitar a avaliação de crédito.

7. Ainda que você já pague o financiamento de um veículo ou outra prestação, isso não impedirá a liberação de um crédito imobiliário. No entanto, pode reduzir o montante oferecido durante sua análise de renda.

8. Quando a intenção é comprar um imóvel em construção, espere sair o Habite-se da obra. A carta de crédito vale 120 dias e esse é o prazo máximo para apresentar toda a documentação para o financiamento.

Cuidados com a casa antes de viajar

criança feliz de férias

Feriado, férias ou mesmo um fim de semana longe de casa é sempre bom para renovar as energias. Você e sua família vão curtir um merecido descanso longe de casa? Malas prontas, revisão do carro feita, tudo ok, certo? Mas a maioria das pessoas geralmente não se lembram é de ter um cuidado com a segurança da própria casa.

Veja nossas dicas e vá descansar tranquilo, sem surpresas na volta:

1- Feche o registro de água e a válvula do gás. Isso evitará possíveis acidentes.

2- Se a viagem for durar mais de uma semana, não se esqueça de checar a validade dos alimentos, além de esvaziar a geladeira e desligá-la.

3- Desligue todos os eletrodomésticos e, se possível, a chave geral da casa. Essa atitude protege os aparelhos de possíveis quedas de energia que podem queimá-los.

4- Coloque desinfetante nos vasos sanitários e deixe-os tampados. Isso evitará o aparecimento de insetos.

5- Não comente sobre a sua viagem com estranhos. Comunique apenas um vizinho de confiança e combine ligações semanais para saber se está tudo bem.

6- Peça a um parente que visite a casa de uma a duas vezes por semana para demonstrar que há circulação de pessoas no local.

7- Suspenda a entrega de jornais e revistas durante o período em que estará fora e peça ao vizinho que recolha as correspondências. Se elas se acumularem na caixa de correios, será um sinal de que não há ninguém na residência.

8- Não deixe jóias e dinheiro em casa. Guardá-los em cofres ou mesmo em um banco é sempre mais seguro.

9- Faça uma boa faxina! Lave as roupas, as vasilhas, retire todo o lixo e limpe bem a casa. A sujeira deixada atrai “visitantes” indesejáveis.

10- Reforce as trancas de todas as portas, mas evite colocar cadeado do lado de fora de casa. Isso dirá de cara que não há ninguém por lá.

11- Desligue a campainha. Deixe possíveis visitas na dúvida se ela está quebrada ou se não há ninguém na casa.

Agora é só pegar a estrada e boa viagem! :)

Fonte: Blog de OMO

Os telhados claros são uma eficiente estratégia contra o aquecimento global

Não estranhe se, em um futuro bem próximo, a maior parte dos telhados das residências situadas nas metrópoles tiver a cor branca. Não que essa seja uma tendência de design das construções modernas. Trate-se, na verdade, de uma estratégia contra o aquecimento global. À primeira vista, pode parecer conversa fiada, mas, de acordo com pesquisa do Lawrence Berkeley National Laboratory, laboratório ligado à Secretaria de Energia dos Estados Unidos, as coberturas brancas refletem até 90% dos raios solares. Com isso, reduzem em até seis graus centígrados a temperatura no ambiente interior. Um ganho que  se traduz não apenas em bem-estar, mas também no bolso, já que o gasto de energia elétrica reduz-se em até 70%.
casa classica

Os estudos conduzidos nessa área vêm influenciando políticas públicas, no Brasil e nos Estados Unidos,  e mexendo com a linha de produtos das empresas. Uma das que saíram na frente e viram nesse filão uma oportunidade de ganhos foi a americana Dow Chemical, que fatura US$ 53,7 bilhões globalmente e conta com 50 mil funcionários. A companhia química desenvolveu um revestimento branco específico para telhados. Trata-se de uma camada elástica cinco vezes mais grossa que a tinta branca convencional. Além de cumprir o papel de manter a superfície mais fria, a substância protege e faz o telhado durar mais tempo. Produtos com esse perfil deverão ganhar cada vez mais as gôndolas de lojas de materiais de construção do País, impulsionados, principalmente, por eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada  de 2016, que têm como uma de suas diretrizes a sustentabilidade.

Para conquistar seu espaço no mercado, os dirigentes da subsidiária brasileira da Dow negociam com fabricantes locais de tintas para que  adotem o insumo na sua linha de produção. “Esperamos que esse revestimento represente 20% do faturamento da nossa divisão de construção nos próximos cinco anos”, disse à DINHEIRO Christianne Canavero, diretora de sustentabilidade da Dow Brasil. Nos EUA, onde o produto está disponível  desde 2009, o preço do litro varia de US$ 5 a US$ 15, dependendo da fabricante. No Brasil, o sucesso do insumo, para variar, dependerá da aceitação do consumidor final.
casa telhado branco com carro na garagem
    
Um empurrãozinho nesse sentido poderá ser dado pela Prefeitura de São Paulo. Já foi aprovado, em primeira votação,  um projeto de lei que torna obrigatória a pintura de todos os telhados da cidade. A  medida ainda passará por mais uma votação na Câmara Municipal. Se novamente for aprovada, caberá ao prefeito Gilberto Kassab sancioná-la. Nos Estados Unidos, onde a chamada construção sustentável cresce de importância a cada ano, não existe nenhuma legislação com igual teor, mas há incentivos fiscais, oferecidos pelo programa Energy Star, da Agência de Proteção Ambiental.
A popularização de produtos sustentáveis, no entanto, ainda esbarra em questões práticas, como a redução do preço. Afinal, a tinta branca chega a ser 70% mais cara do que a convencional,  nos Estados Unidos. “Isso acaba sendo uma barreira para o consumidor brasileiro”, diz Otávio Carvalho, diretor da consultoria MaxiQuim. “O mais viável é se concentrar no mercado corporativo, focando em empresas que têm uma política ativa de sustentabilidade.” É exatamente isso que a Dow pretende fazer. A principal vitrine será a edição 2011 do Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo, que acontece em agosto, em São Paulo.
De acordo com Maria Clara Coracini, diretora executiva da Green Building Council Brasil (GBCB), o País é a quinta nação com maior quantidade de empreendimentos certificados. Serão 335 edificações até o fim do ano. “Ter instalações sustentáveis virou mais um diferencial nos portfólios das empresas”, afirma Maria Clara. “No fim das contas, o custo/benefício compensa.” Para se ter uma ideia, o setor de produtos sustentáveis de material de construção movimentou R$ 120 milhões em 2010. Segundo dados da GBCB, uma construção totalmente sustentável custa, em média,  7% a mais do que uma convencional. Em contrapartida, a economia de água e energia desses prédios atinge 30%.
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Fonte : Istoédinheiro

Áreas comuns dos empreendimentos são atrativas para público jovem

A tendência dos empreendimentos é garantir o lazer sem sair de casa.

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E neste cenário, a figura do salão de festas já não é mais a única em grandes empreendimentos. Tanto que algumas construtoras investem em salão de jogos nos prédios.

O portal Ecofinanças aponta que atualmente as construtoras apostam em áreas alternativas dentro dos condomínios para aumentar a área útil. “Os pais ficam mais tranquilos em saber que as crianças e os jovens estão perto deles e não em uma lan house do bairro, por exemplo – explica o analista de marketing da Álamo Construtora, Marco Antônio Berto.

Boate também é um item que vem sendo incluso nas áreas comuns. As construtoras entregam mobiliados e equipados, prontos para uso. As lan houses também são oferecidas com  computadores instalados.

mesa de jogos

– A tendência é que as áreas comuns tenham cada vez mais equipamentos e espaços para garantir o lazer sem sair de casa – explica a especialista em arquitetura, Suelen Artuso.

Fonte: Redimob (11/12/2013 ).

Imóvel usado requer mais cuidados com estrutura; veja dicas de especialistas

Ana Moraes Coelho comprou um apartamento no meio do ano em um predio da década de 1970 e trocou as partes elétrica e hidráulica
Ana Moraes Coelho comprou um apartamento em um prédio da década de 1970 e trocou as partes elétrica e hidráulica

Imóveis antigos têm a vantagem de serem maiores do que os lançamentos recentes e custarem menos em comparação com novos do mesmo tamanho, mas é preciso prestar atenção à estrutura do apartamento e ao estado de conservação do prédio antes de fechar o negócio.

A pesquisadora Ana Moraes Coelho, 28, conta que visitou mais de 30 imóveis antes de optar por um apartamento na Consolação, no centro da capital paulista, da década de 1970.

A planta bateu com tudo o que ela queria em sua casa: janelas amplas, quartos espaçosos e uma cozinha que permitisse receber os amigos em casa.

Por isso, não hesitou em gastar R$ 120 mil para reformar o apartamento de 112 m² que comprou por R$ 610 mil. “Troquei toda a parte elétrica e hidráulica, que era a mesma desde que o prédio foi construído”, conta.

O engenheiro Victor Ventura, da Ventura Consultoria, destaca que a fiação é um dos principais pontos a se ficar atento, por isso recomenda checar se não há fios expostos e como está a situação do quadro de luz –se não há sinais de curto-circuito, por exemplo.

A idade da fiação também deve ser levada em conta. “Depois de um tempo, o plástico que protege os fios começa a ficar quebradiço.”

Verificar a situação das madeiras também é importante, pois podem ter infestação de cupins. “O comprador consegue ter uma ideia apenas batendo, para ver se está oca.”

Os apartamentos de último andar merecem atenção redobrada, já que as infiltrações são mais comuns. É necessário desconfiar mesmo quando não há manchas aparentes.

“Para vender, a pessoa dá um banho de loja, faz uma pintura, e isso disfarça as infiltrações”, alerta.

Por conta de questões como essa, é recomendável contratar um especialista para fazer uma vistoria.

“Não é um serviço caro e, muitas vezes, é o negócio da vida da pessoa, então é importante que ela tenha esse cuidado”, diz Marco Dal Maso, diretor da Aabic (Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo). O serviço custa cerca de R$ 200 por hora.

Fonte: Folha de São Paulo (15/12/2013).

Casas antigas merecem atenção redobrada do comprador

Young Couple Looking at House
As casas antigas merecem ainda mais atenção do que os apartamentos, pois podem ter sido construídas sem a supervisão de um especialista.

“Em geral, as construtoras de edifícios trabalham com engenheiros. Já as casas podem ter sido erguidas sem esse suporte”, afirma o engenheiro Victor Ventura. Por isso, a recomendação é fazer uma pesquisa para saber quem construiu o imóvel.

Nas casas, o principal problema a ser observado pelo comprador são as rachaduras, segundo o engenheiro. “Trincas grandes e compridas são mais preocupantes. Se estiverem perto de uma viga, podem ser muito comprometedoras”, diz, ressaltando que o risco de uma fissura só pode ser dimensionado por um especialista.

Outro ponto que merece atenção é o telhado. “Às vezes, há infestação de cupins no madeiramento, o que pode levar ao desabamento da estrutura.”

Essa foi a principal reforma que o administrador Marcelo Cernuschi fez em sua casa. O imóvel, comprado em 2009, fica na Lapa, na zona oeste de São Paulo, próximo à linha férrea.

“Mudei o madeiramento do telhado e também troquei as telhas, pois havia infiltração”, conta. Além disso, foi necessário fazer a troca da fiação elétrica. Cernuschi afirma que não se sabe ao certo a idade da casa, mas diz acreditar que é dos anos 1940.

Para ele, a escolha valeu a pena. A compra do imóvel ficou em R$ 230 mil, e as reformas saíram por R$ 15 mil. “Comprei de um casal que se mudou para o interior. Paguei uma pechincha”, afirma.

Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, essa é mais uma vantagem do imóvel usado: fazer negócio com pessoas comuns. “É diferente de lidar com uma incorporadora, inflexível na negociação.”

Fonte : Folha de  São Paulo (15/12/2013).