Mercado imobiliário deve se manter aquecido em 2014

Risco de bolha deve continuar longe do País, afirmam especialista do setor.

Quem planeja adquirir uma casa própria neste ano de 2014 pelo financiamento pode comemorar. O mercado de crédito imobiliário com recursos da poupança deve crescer entre 15% e 20%  é a  estimativa de Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

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Além das condições favoráveis de emprego e de aumento de renda, que geram mais confiança no consumidor, a disposição dos bancos em liberar mais recursos para esse segmento também justifica as previsões do executivo. Afinal, segundo Lazari, o setor bancário considera o cliente do crédito imobiliário três vezes mais rentável que os demais (os do cheque especial, por exemplo), já que a inadimplência dele é ainda menor. “Finalmente todos os bancos conseguiram enxergar que o crédito imobiliário não é um produto de prateleira, mas alça de mira”, afirma o presidente da Abecip.

Ainda segundo Lazari, o risco de bolha imobiliária no Brasil também deve continuar longe do País em 2014, já que por aqui 97% das pessoas compram imóvel para moradia e juntam uma boa quantia em dinheiro para oferecer como entrada.

Ritmo de vendas – O grande volume de lançamentos residenciais contabilizado na cidade de São Paulo até o quarto trimestre deste ano pode reduzir a velocidade de vendas no início de 2014. A previsão é de Carlos Eduardo Terepins, diretor-presidente da Even Construtora e Incorporadora.

Plano diretor – O presidente da Even considera também que os preços dos terrenos em áreas que serão impactadas pelo Plano Diretor podem seguir em alta. Contudo, ele ressalta que o mercado é resiliente e os agentes encontrarão novas fronteiras, assim como o comprador, que deverá se adaptar.

Imóveis comerciais – Perspectivas cautelosas são percebidas no segmento comercial em relação ao próximo ano. Celina Antunes, CEO da Cushman & Wakefield para a América do Sul, crê que os estoques deste segmento devem crescer em 2014, devido ao aumento da vacância e da queda da taxa de ocupação de 2013.

Os dados apresentados por ela mostram que, em geral, as empresas levam oito meses para tomar uma decisão pela mudança de local e, por esse e outros motivos, hoje os prédios estão demorando um pouco mais para serem ocupados.

Na opinião de Celina, isso não quer dizer que o mercado de imóveis comerciais entrará em 2014 vivenciando uma crise. Para ela, a palavra correta seria desaceleração. Com isso, os preços devem subir um pouco no próximo ano devido à qualidade superior dos estoques.

Ele acredita que a capital deve atingir recorde de lançamentos neste ano, puxado pelos resultados do quarto trimestre. De acordo Terepins, a quantidade de novos imóveis disponibilizados só nos nove primeiros meses de 2013 superou o volume de todo acumulado de 2012 (que gerou negócios na faixa dos R$ 14,5 bilhões).

Fonte: ZAP IMÓVEIS

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