Conheça projetos de lei que podem impactar o mercado imobiliário

Uma das propostas pretende proibir que as construtoras estabeleçam nos contratos atraso superior a 60 dias na entrega do imóvel.

Construtoras podem passar a ser proibidas de prever nos contratos atraso superior a 60 dias para entregar do imóvel (Fotos: ThinkStock)

Debates relevantes e polêmicos do mercado imobiliário viraram temas de projetos de lei que tramitam atualmente na Câmara dos Deputados. Um deles, por exemplo, pretende proibir que as construtoras estabeleçam nos contratos atraso superior a 60 dias na entrega do imóvel.

Ou seja, após a data firmada, o comprador só poderá aguardar mais dois meses para entrar na casa (ou outro empreendimento). Caso contrário, o incorporador terá que pagar ao proprietário multa correspondente a cinco milésimos do valor total pago pelo bem adquirido.

O objetivo dessa proposta, segundo o seu relator, é impedir algumas práticas comuns entre as construtoras, tais como estipular uma tolerância de, normalmente, seis meses para o atraso na entrega do imóvel ou colocar cláusulas de contrato com indenizações baixas para os compradores lesados. “As construtoras, às vezes, não conseguem cumprir o prazo, não fazem um plano para ver se o investimento delas são compatíveis com o mercado, e quem tem pago isso é o consumidor”, afirmou o deputado Paulo Foletto.

O advogado Rubens Carmo Elias Filho, que também preside a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), comenta que os atuais contratos firmados entre construtoras e proprietários já estabelecem cláusulas com multas e indenizações para eventuais descumprimentos de prazos. Ou seja, o projeto de lei, se aprovado, fará uma interferência desnecessária nesses procedimentos. Para ele, a entrega da moradia dentro do prazo firmado entre as partes poderia se tornar um diferencial de mercado para as construtoras.

Existem ainda outros projetos de lei que, se aprovados e sancionados, poderão causar certo impacto no mercado. Confira o que mais anda sendo discutido na Câmara dos Deputados em assunto de imóvel.

Abatimento para imóvel alugado em reforma – A proposta desse projeto de lei é conceder desconto no aluguel durante o período em que forem feitos reparos e reformas consideradas urgentes na residência. Hoje, o inquilino só tem direito ao abatimento do aluguel se os reparos durarem mais de dez dias, conforme prevê o artigo 26 da Lei do Inquilinato.

O mínimo a se exigir do locador é a garantia de que o imóvel estará em condições apropriadas para uso, sob pena de não poder cobrar o aluguel durante o período em que a residência estiver em reparos”, afirmou o relator do projeto, deputado Vanderlei Siraque.

O presidente da AABIC concorda que seria justo o locatário efetuar o pagamento do aluguel a partir do momento em que a casa estivesse apta para ser habitada, salvo os casos de pequenos reparos, que não impedem a utilização da propriedade.

Isenção de IPTU para quem preservar mata nativa – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é não cobrar IPTU de quem vive em uma residência onde há vegetação nativa e realiza a preservação da área. A proposta também estabelece o reaproveitamento de águas da chuva, a utilização de energia renovável e outras atitudes por parte do morador como critérios para diminuir a alíquota do IPTU. Atualmente, a Constituição utiliza apenas a localização e o uso do imóvel para avaliar o valor do imposto municipal.

De acordo com o relator, o propósito dessa PEC é incentivar o cidadão a construir e comprar moradias que preservem os recursos hídricos, economizem energia e preservem vegetação.

Na opinião do advogado Rubens Carmo, se o projeto for aprovado, caberá às prefeituras realizar um trabalho eficiente de supervisão dos imóveis beneficiados pela lei, para atingir, de fato, o objetivo da lei, que é a preservação dos recursos naturais.

Fonte: Revista Zap imóveis ( 25/02/2014).

Anúncios

Custo efetivo total ajuda a escolher o melhor contrato

Indo bem além da taxa de juros, cálculo inclui todos os encargos do financiamento imobiliário e facilita comparação entre os bancos.

Com prazos de até 35 anos, o financiamento da casa própria pode durar bem mais que um casamento. Portanto, antes de decidir com qual banco assumir esse compromisso, não basta escolher aquele que tem a menor taxa de juros. As tarifas e os seguros cobrados pela instituição também devem ser considerados, pois podem deixar o custo final bem mais alto.

casa balanca

Quem planeja comprar imóvel financiado deve pesquisar o custo efetivo total (CET), que inclui, além dos juros, os seguros obrigatórios, a taxa mensal de administração e tarifa de avaliação de imóvel. “O consumidor deve pesquisar o CET em todos os bancos, começando pelo qual é correntista”, diz Marco Aurélio Luz, presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA).

“É preciso comparar o CET porque, às vezes, um banco oferece a taxa de juros mais baixa, mas o seguro e as outras taxas são maiores, o que encarece o financiamento”, afirma Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

O crédito imobiliário inclui dois seguros obrigatórios – morte ou invalidez permanente (MIP) e danos físicos ao imóvel (DFI). Somados, eles podem representar até 16,3% do valor da prestação, segundo simulação do Canal de Crédito com quatro bancos.

Como no seguro de carros, MIP e DFI variam de acordo com a idade e o perfil do cliente e as condições do imóvel. “Nem todos os bancos têm a mesma regra. Alguns mudam a alíquota de acordo com a faixa etária”, diz Marcelo Prata, sócio-fundador do Canal do Crédito e presidente da Associação Brasileira dos Corretores de Empréstimo e Financiamento Imobiliário (Abracefi), explicando que, quanto mais idade, maior é a taxa. “Outros consideram a mesma alíquota durante todo financiamento.”

No Itaú, o custo com o seguro para cliente de 18 a 25 anos é de 3,41% do total do financiamento e o CET, de 9,16%. Na faixa de 36 a 40 anos, os seguros representam 6,69% e o CET sobe para 9,54%. De 46 a 50 anos, os seguros pulam para 16,28% e o CET vai a 10,75%. “Segundo resolução do Banco Central, os bancos são obrigados a oferecer duas opções de seguro para o cliente”, afirma Marcelo Prata.

A taxa de administração é embutida nas mensalidades, porém, segundo o presidente da AMSPA, ela tem sido questionada na Justiça e já há decisões favoráveis. No Congresso, tem até um projeto de lei que prevê seu fim, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). A coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci, alerta que, por lei, essa taxa deve ser de até 2% nas 12 primeiras parcelas do financiamento, mas alguns bancos cobram de 20% a 30% até o final do contrato.

O consumidor precisa saber que a menor taxa de juros não está atrelada à compra de produtos e serviços do banco. Essa prática é venda casada, diz Renata Reis, supervisora de assistência habitacional do Procon. A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, endossa: “Condicionar juro baixo à contratação de serviços é venda casada. Como o financiamento é longo, os bancos vão trabalhar muito tempo com o cliente e tentam lhe vender produtos, que não podem estar condicionado a um benefício”.

Ione avisa que a cobrança de abertura de crédito foi proibida pelo Banco Central. “Alguns bancos mudaram o nome para avaliação de crédito e continuam cobrando”, afirma ela.”O consumidor não pode ser passivo e deve ver as taxas discriminadas no CET. Se aparecer algo com outro nome, ele deve contestar por escrito junto ao gerente”, diz o presidente da AMSPA.

 Fonte: Estadão (23/02/2014).

Especialista explica como declarar a compra e venda de imóveis

Organizar com antecedência o acerto de contas com o Leão pode evitar dor de cabeça.

Especialista explica como declarar a compra e venda de imóveis  Roberto Scola/Agencia RBS

Data de início do envio das declarações ainda será definida, mas deve ser entre 1º e 5 de marçoFoto: Roberto Scola / Agencia RBS

O início de março é marcado pelo envio das declarações do Imposto de Renda. Neste ano, a data está indefinida devido ao Carnaval, que ocorre entre os dias 1º e 5 de março. A Receita Federal promete divulgar a data certa a partir desta quinta-feira, mas organizar com antecedência o acerto de contas com o Leão pode evitar dor de cabeça no futuro.

O prazo para fazer a declaração se encerra no dia 30 de abril. Para quem comprou ou vendeu um imóvel em 2013, Odimar Alves, auditor fiscal da Receita Federal do Brasil e supervisor do Programa Imposto de Renda em Florianópolis, explica como declarar corretamente para não cair na malha fina. Ele também mostra como inserir um imóvel financiado pelo Programa Minha Casa Minha Vida ou um imóvel que foi doado. Confira:

>>> Aluguel

Os rendimentos decorrentes de arrendamento, subarrendamento, locação e sublocação de móveis ou imóveis estão sujeitos ao recolhimento mensal do Imposto de Renda, o Carnê-Leão, cujo pagamento deverá ser realizado com o código 0190. O carnê é calculado mediante a aplicação da tabela progressiva mensal, vigente no mês do efetivo recebimento do aluguel. Caso o contribuinte tenha preenchido o Programa Carnê-Leão 2013, é suficiente importar os dados para a declaração anual de ajuste.

>>> Venda de um imóvel

O contribuinte deve analisar se ele é isento. Se não for, precisa obrigatoriamente preencher o Programa de Apuração de Ganho de Capital (GCAP), que deve ser feito até o último dia útil do mês subsequente à alienação para que o recolhimento do Imposto de Renda calculado seja pago sem multa ou acréscimos. O contribuinte deve importar para o Programa Gerador da Declaração do IR 2014 as informações contidas no GCAP e informar na discriminação do bem a transação realizada, e no quadro “situação em 31/12/21013”, colocar R$ 0,00.

Casos de isenção

(Não é necessário preencher o GCAP)

Imóvel alienado (vendido) foi adquirido até 1969
O valor de venda do imóvel é igual ou inferior a R$ 35 mil
O imóvel é o único em nome do titular da declaração e o seu valor é igual ou inferior a R$ 440 mil

>>> Imóvel doado

O contribuinte doador informará no espaço “Discriminação” o nome ou os nomes e os números de inscrição no CPF do(s) beneficiário(s) da doação. No item “situação em 31/12/2012”, o contribuinte informará o valor R$ 0,00

>>> Compra de um imóvel

O contribuinte deverá relacionar no item “Bens e Direitos”:

Código correspondente ao tipo de bem (casa, terreno, apartamento)
País em que o bem está localizado, discriminação e forma de aquisição
Dados do alienante (nome, CPF, registro do imóvel)
No item “situação em 31/12/2013”, o contribuinte informará o montante pago. No caso de compra parcelada ou financiada (inclusive no Programa Minha Casa Minha Vida), será colocado o valor da entrada somado às prestações pagas até 31/12/2013. Caso o bem tenha sido adquirido à vista ou quitado integralmente até o dia 31/12/2013, será colocado o valor total do imóvel.

Na planta

Os bens adquiridos na planta deverão ser informados na ficha “Bens e Direitos” com o código número 16, que corresponde à “Construção”. Deverá informar ainda o país de localização do bem, sua discriminação, forma de aquisição e os dados do alienante (nome, CPF, registro do imóvel).

No item “situação 31/12/2012”, declare o valor R$ 0,00 se o imóvel foi adquirido a partir de janeiro de 2013. No item “situação em 31/12/2013”, o contribuinte informará o montante pago: a entrada somada às prestações pagas, caso a aquisição seja parcelada ou financiada. Em caso de compra à vista, será informado o valor integral.

>>> Erros mais comuns

Não lançar corretamente os valores recebidos (trabalho, aluguel, ações judiciais) e o IR retido pela fonte pagadora.

Não mencionar valores pagos a título de despesas médicas, hospitalares, odontológicas, clínicas e laboratórios.

Deixar de observar o limite de idade do dependente (21 ou 24 anos, se for universitário).

Não incluir os valores recebidos pelos dependentes relacionados na declaração, independente do valor auferido.

Deixar de informar os rendimentos decorrentes da exploração da atividade rural e de operações na Bolsa de Valores.

Mais informações

http://www.receita.fazenda.gov.br

Fonte: Diário Catarinense (19/02/2014)

Segmento imobiliário deve aquecer a economia em 2014, segundo instituto

Para os financiamentos serão disponibilizados R$ 172,8 bi de poupança e do FGTS.

segmento
Quase oito milhões de pessoas devem realizar o sonho da casa própria nos próximos dois anos, o que representa um universo de oito famílias para cada grupo de dez. O levantamento é baseado em pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, que aponta um cenário positivo para o setor imobiliário em 2014.

Construtoras e incorporadoras pretendem desovar seus estoques e ampliar a média de lançamentos ainda no primeiro semestre desse ano. Para os financiamentos de imóveis serão disponibilizados R$ 172,8 bilhões em recursos provenientes da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“O crédito imobiliário no Brasil  ainda é muito farto, o volume de capital é enorme em decorrência da injeção dos recursos da poupança e do FGTS no financiamento do setor. Além do capital privado, que sempre busca a segurança imobiliária como investimento”, ressalta o especialista em Direito Notarial e Registral, Marcus Felipe dos Santos. “O controle inflacionário proporciona o campo perfeito para a continuidade deste desenvolvimento”, destaca.

Segundo Marcus, o mercado imobiliário e de construção civil está em pleno processo de crescimento. “Em determinadas regiões do país e para determinados tipo de empreendimento, pode-se observar certos nichos de saturação de mercado. Como, por exemplo, para empreendimentos de alto padrão com quatro quartos, em cidades como São Paulo e Belo Horizonte. Porém, de modo geral, o déficit habitacional no Brasil ainda é muito grande”, observa.

Ele aponta, ainda, que regiões como o Nordeste, Centro-Oeste e Norte estão vivendo hoje uma explosão em termos de crescimento econômico, o que reflete diretamente no mercado imobiliário. “O crescimento da renda das famílias brasileiras proporciona um maior poder de compra e, neste contexto, o principal desejo de consumo ainda é a casa própria”, afirma.

No entanto, ele tem uma ressalva. “Creio que, pelos indicadores econômicos, a tendência do mercado imobiliário é se manter em crescimento, porém, a medida que a demanda for sendo suprida, a tendência é, não uma retração no mercado, mas um crescimento menos voraz”, avalia.

Fonte: http://www.publicidadeimobiliaria.com

Os bancos com os melhores juros de financiamento imobiliário

Em janeiro, juros cobrados no financiamento de imóveis oscilou entre 6,91% a 16,45% ao ano entre diferentes bancos e modalidades de crédito

Imóvel à venda no condomínio das mansões, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Imóvel à venda: Comparação dos juros auxilia comprador a verificar custos do financiamento, mas outras despesas envolvidas devem ser verificadas

São Paulo – Os juros cobrados por cada banco podem gerar uma diferença grande no valor final de uma compra feita a prazo. E no financiamento de imóveis, como o objeto do empréstimo tem um alto valor, escolher o banco com melhor custo pode gerar economias de mais de 90 mil reais.

Existem diferentes modalidades de financiamentos imobiliários hoje. Os financiamentos feitos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) costumam ter taxas mais baixas, já que são regulados pelo governo e utilizam recursos da poupança e do FGTS. A modalidade contempla apenas imóveis de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal e de até 650 mil reais nos demais estados.

Acima desse valor, o financiamento só pode ser feito fora do SFH, e as taxas de juros podem ser mais altas.

Além disso, os juros podem ser cobrados de duas maneiras: as linhas pré-fixadas têm juros acordados no ato da contratação e permanecem as mesmas até o fim do financiamento; e as linhas pós-fixadas têm uma taxa de juro prefixada e corrigida pela variação da Taxa Referencial (TR), que será tanto maior quanto maior for a taxa básica de juros (Selic) no Brasil.

As condições também variam de acordo com o relacionamento do cliente com o banco. É por isso que, mesmo que a Caixa costume cobrar os menores juros, dependendo do caso o cliente pode conseguir taxas mais baratas em outros bancos.

Como o imóvel funciona como uma garantia para o banco, o crédito imobiliário é uma das linhas de crédito mais em conta do Brasil. Mas, ainda assim vale a pena comparar, já que as taxas podem variar bastante, com juros oscilando entre 6,91% ao ano até 16,45% ao ano.

Veja nas tabelas a seguir as taxas de juros médias cobradas pelos grandes bancos no financiamento imobiliário em cada tipo de contrato. Os dados são referentes ao mês de janeiro e foram passados pelas próprias instituições financeiras ao Banco Central:

Dentro do SFH, com taxa de juros pré-fixada:

Instituição Taxa de juro ao mês (%) Taxa de juro ao ano (%)
Citibank 0,64 8,00
Santander 0,78 9,76
Banco do Brasil 0,97 12,28

Fonte: Banco Central
Período: Janeiro de 2013

A tabela completa com todos os bancos está disponível em EXAME.com.

Dentro do SFH, com taxa de juros corrigida pela TR (pós-fixada):

Instituição Taxa de juro ao mês (%) Taxa de juro ao ano (%)
Banco do Brasil 0,56 6,91
Caixa Econômica Federal 0,60 7,46
Bradesco 0,68 8,47
Santander 0,68 8,50
HSBC 0,68 8,58
Itaú Unibanco 0,86 10,76

Fonte: Banco Central
Período: Janeiro de 2013

A tabela completa com todos os bancos está disponível em EXAME.com.

Fora do SFH, com taxa de juros pré-fixada:

Instituição Taxa de juro ao mês (%) Taxa de juro ao ano (%)
Citibank 0,67 8,37
HSBC 1,22 15,62
Santander 1,26 16,23
Banco do Brasil 1,27 16,32

Fonte: Banco Central
Período: Janeiro de 2013

A tabela completa com todos os bancos está disponível em EXAME.com.

Fora do SFH, com taxa de juros corrigida pela TR (pós-fixada):

Instituição Taxa de juro ao mês (%) Taxa de juro ao ano (%)
Santander 0,69 8,63
Bradesco 0,71 8,85
Caixa 1,28 16,45

Fonte: Banco Central
Período: Janeiro de 2013
A tabela completa com todos os bancos está disponível em EXAME.com.

Juros não são tudo

A comparação dos juros pode funcionar como uma primeira análise sobre quais bancos têm custos de financiamento mais caro ou mais barato.

Mas, muitos outros custos são envolvidos em um financiamento imobiliário e os juros podem ser negociados de acordo com o relaciomento que o cliente tem com o banco e com o seu perfil de crédito.

A melhor forma de comparar os custos é observar o Custo Efetivo Total (CET), taxa que engloba todas as despesas com o financiamento que vão além do valor efetivamente pago pelo imóvel.

O CET inclui os juros, os seguros habitacionais (MIP e o DFI), a tarifa mensal de serviços administrativos e a tarifa de avaliação do imóvel e impostos, quando aplicáveis, como o Imposto de Operações Financeiras (IOF).

Apenas os custos dos seguros habitacionais, por exemplo, podem facilmente superar o montante de 100 mil reais ao final do prazo, além de variar mais de 135 mil reais entre diferentes instituições financeiras.

Fonte: Revista EXAME (17/02/2014).

Estoura ou não estoura? Veja 12 opiniões sobre bolha imobiliária no Brasil

ape
Você  acredita  que existe bolha imobiliária no Brasil ? (Getty Images)

SÃO PAULO – Uma das principais discussões travadas no campo dos investimentos no momento é a possibilidade de uma bolha imobiliária ter se formado e estar prestes a estourar por aqui. Exemplos trágicos como Japão na década de 1990, Estados Unidos em 2007/2008 e Espanha no pós-crise, são sempre levantados como possibilidades do que pode acontecer por aqui.

Nomes respeitados como Robert Shiller, prêmio Nobel de economia em 2013, e Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central brasileiro, se juntam a outros tantos que acreditam na formação da bolha. Enquanto isso, outros nomes chamam a atenção para as diferenças entre as bolhas estrangeiras e a suposta brasileira – o que, para eles, mostraria que a bolha é nada mais do que um medo.

O que é fato é a crise de muitas das empresas do setor imobiliário no Brasil – como a PDG Realty (PDGR3). Embora apenas 56% da PEA (População Economicamente Ativa) esteja empregada, o País vive uma situação de pleno emprego – que lança os custos de mão-de-obra para cima e fez com que muitas das empresas estourassem seus orçamentos em seus lançamentos. Se isso retarda a formação da bolha ou a estimula, só o tempo dirá.

Post originalmente publicado em InfoMoney (17/02/2014).

Crédito imobiliário da Caixa bate recorde ao atingir R$ 134,9 bilhões em 2013

credito-imobiliario-da-caixa-em-2013

O volume de crédito imobiliário contratado em 2013 por meio da Caixa Econômica Federal, no ano passado, foi de R$ 134,9 bilhões. O valor, acima da previsão de R$ 130 bilhões para o ano, foi um recorde histórico.

A quantidade de financiamentos também ficou acima da média dos anos anteriores. Em 2013, foram mais de 1,9 milhão de contratos assinados. No ano anterior, houve 1,2 milhão.

A participação da Caixa no mercado de financiamento de imóveis fechou 2013 em 69%. Com relação à idade dos mutuários, mais de 35% dos financiamentos foram concedidos a clientes com menos de 30 anos. A faixa etária de 31 a 45 anos correspondeu a 45% dos contratos do crédito imobiliário no último ano.

Fonte : Jornal Extra Globo (27/01/14).

Preços de imóveis ficarão estáveis em 2014, diz Secovi-SP

Presidente do sindicato das empresas do ramo de habitação do estado de São Paulo acredita que mercado imobiliário paulista deve crescer pouco em 2014.

Vista aérea dos prédios em São Paulo

Prédios em São Paulo: preços de imóveis novos só serão elevados se houver fenômenos atípicos.

São Paulo – Apesar do crescimento de 23,6% nas vendas de imóveis residenciais novos em 2013 – com 33.319 unidades vendidas, contra 26.958 unidades vendidas em 2012 – o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, acredita que 2014 verá uma estabilização no mercado imobiliário.

Não achamos que o mercado tenha muito espaço pra crescer, e se crescer, vai crescer pouco”, afirma Bernardes.

Para ele, os preços dos imóveis novos devem ficar estáveis em 2014, em termos reais (descontada a inflação), a não ser que haja distorções, como o aumento de participação dos imóveis de um quarto que ocorreu em 2013 na cidade de São Paulo, elevando o preço médio do metro quadrado.

Segundo Bernardes, eventos como Copa do Mundo e eleições desviam a atenção das pessoas da compra de imóveis, e particularmente as eleições as deixam mais inseguras em relação ao rumo da economia. O desemprego baixo, acrescenta ele, é que ainda pesa positivamente para o mercado imobiliário.

Imóveis de um quarto elevaram preço do metro quadrado

De acordo com o Balanço do Mercado Imobiliário 2013 do Secovi-SP, divulgado nesta terça-feira, o preço médio do metro quadrado na capital passou de 7.200 reais em 2012 para 8.700 reais em 2013.

Mas de acordo com Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, essa elevação se deve principalmente ao aumento da participação dos apartamentos de um dormitório nas vendas. “Os imóveis compactos têm metro quadrado mais caro que os demais e acabam puxando o aumento dos preços”, diz.

O segmento de um dormitório foi o grande destaque do ano, com 8.931 unidades vendidas, um crescimento de 99,7% em relação a 2012, quando foram comercializadas 4.202 unidades.

Com o crescimento, o segmento de um dormitório ampliou sua participação nas vendas de imóveis novos, passando de 15,6% para 25,2% de 2012 para 2013.

Crescimento acima do esperado em 2013

Ainda segundo Petrucci, o crescimento do mercado imobiliário em 2013 já foi acima do esperado. “O mercado imobiliário se descolou do mercado em geral. Mesmo com a economia indo muito mal, os fundamentos para que o mercado imobiliário continuasse crescendo continuaram fortes”, diz.

Segundo ele, entre esses fundamentos destacam-se o crescimento da população economicamente ativa, a mudança nos arranjos familiares, com mais jovens saindo de casa e mais pessoas morando sozinhas, o aumento da renda, o baixo nível de desemprego e o baixo custo do crédito imobiliário.

“Hoje, o custo médio do financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança é de 9% ou 10% ao ano, enquanto que o cartão de crédtio rotativo tem juros médios de quase 200% ao ano, assim como credito pessoal”, afirma Petrucci.

Por onde começar: veja 5 dicas para quem deseja comprar o primeiro imóvel

casal chave 00002SÃO PAULO – Comprar o primeiro imóvel é um dos principais itens da lista de desejos dos brasileiros, o que tem levado a um aumento do número de financiamentos expressivos nos últimos anos. Ao contrário de outras linhas de crédito, o imobiliário mantém uma expectativa de crescimento considerável para os próximos anos.

Contudo, a tentativa de frear a inadimplência e a alta procura por esta linha de crédito tem levado o mercado a tomar medidas mais restritivas para conceder o crédito. Este fator e a grande quantidade de oferta de imóveis exigem a preparação do consumidor antes de sair em busca do imóvel.

O primeiro critérios, na avaliação do consultor de negócios de Finanças na TransUnion e especialista em finanças e crédito, Claudio Conceição, é que seja feito um levantamento detalhado do tipo de imóvel pretende adquirir, a faixa de preço e localização. Depois disso, pelo menos três agentes financiadores devem ser procurados para a definição daquela em que sentir mais confiança.

Para Conceição, o mercado não deve sofrer grandes alterações na forma de concessões de crédito no curto prazo e as normas estabelecidas pelo Banco Central, em setembro de 2013, é a principal novidade do setor a ser considerada para a busca do imóvel. As regras do BC alteraram os limites do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).

Foram elevados, na ocasião, os valores máximos de avaliação na modalidade de financiamento em que podem ser utilizados recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e as taxas são reguladas. Em São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal o valor máximo dos imóveis que podem ser adquiridos com esse tipo de financiamento é de R$ 750 mil. Nos demais Estados, R$ 650 mil.

Confira a seguir cinco dicas do especialista ao iniciar sua busca pelo primeiro imóvel:

Procure um bom imóvel: Para quem tem interesse em financiar um imóvel, o primeiro passo, como em qualquer compra, é procurar um bom produto e uma boa condição de negócio. No caso, o produto é o imóvel que será adquirido e que deverá ser visitado e avaliado quanto às suas condições e sua origem – busque informações sobre o proprietário ou a construtora. A condição do negócio, além do preço e da entrega do imóvel para o comprador, está relacionada também ao financiamento. Portanto, procurar mais de um agente financeiro, simular o financiamento e esclarecer dúvidas é muito importante.

Condições para se obter crédito e cuidados necessários: Cada instituição financeira fará a sua avaliação de crédito. Não podemos prever ou estabelecer de forma geral como cada uma dessas instituições faz sua avaliação e quando aprovará ou negará a concessão do financiamento, mas sempre é observado se o comprador tem capacidade de arcar com as prestações. Para o processo de financiamento, o interessado deverá apresentar todos os documentos solicitados pelo banco. O cuidado que todas as pessoas devem ter nesse processo é de não comprometerem em realizar a aquisição do imóvel, fechar contrato ou até fazer pagamentos que, no caso de não conseguirem obter o financiamento, impliquem em discussão com vendedor do imóvel e eventual prejuízo.

Fatores que diferenciam os agentes financeiros: As diferenças no crédito imobiliário entre os bancos estão nas taxas de juros, nas tarifas cobradas, nos preços dos seguros, na agilidade de avaliar o crédito, nos aspectos jurídicos e no fechamento do contrato de financiamento. Para saber de fato como são essas diferenças, o aconselhável é visitar os bancos e realizar simulações nos seus sites, além de procurar atestar a idoneidade e solidez do agente financeiro.

Construtora versus banco: Como têm como objetivo vender o imóvel, as construtoras podem ser mais flexíveis, solicitar menos documentos e financiar valores mais altos. Já os bancos seguem normas e práticas que implicam em esmiuçar todos os riscos do negócio. Embora possam pedir mais documentos ou ser mais restritivos, os bancos, com essa atuação, podem trazer segurança para quem está comprando o imóvel.

O tamanho da entrada: Como em qualquer tipo de financiamento ou empréstimo, é muito bom ter cautela, observar o orçamento familiar e avaliar o impacto das prestações no orçamento. Ao se comprar um imóvel, a entrada tem que ser aquela que cabe no bolso. Se a pessoa tem bastante dinheiro disponível, e falta pouco para comprar o imóvel, é válido dar uma entrada maior, mas sem esgotar suas reservas financeiras.

Fonte:   Infomoney (29/01/2014).

Registro de imóveis será eletrônico

A partir de julho de 2014, o documento deve estar disponível on-line.

registro
Para agilizar as transações que envolvem imóveis, a lei 11.977/2009 prevê que todos os registradores terão de contar com plataforma on-line para o registro. Válida para todos os estados, a lei determina que o documento deve migrar para versão eletrônica até 8 de julho de 2014.

A pouco mais de seis meses do prazo, o Paraná está preparado para a mudança. De acordo com o diretor de registro de Imóveis da Associação Nacional dos Registradores no Paraná (Anoreg-PR), João Carlos Kloster, há tranquilidade para cumprir a data no estado. Ele diz que a medida vai facilitar a compra e venda de imóveis.

“Digamos que eu esteja em uma cidade, mas queira comprar imóvel em outra. Atualmente, eu precisaria ir até o registro de imóveis do município onde fica o imóvel que para solicitar a matrícula e verificar se o bem está em dia, se não há pendências nem processo judicial, e se ele tem realmente a metragem e área construída anunciadas”, exemplifica Kloster. “Com o registro eletrônico, qualquer pessoa poderá fazer esse trâmite pela internet, já que essas informações são públicas”, observa.

Além da transição das fichas de papel para a plataforma digital, também haverá integração entre as informações dos cartórios. “Já se fazem tantas operações pela internet, como compras, operações bancárias e reservas de hotéis, por exemplo, que a migração é natural, não seria diferente com os imóveis”, aponta.

De acordo com Kloster, a implantação do registro eletrônico está adiantada no Paraná. “Os registradores de imóveis no estado constituíram uma associação sem fins lucrativos que faz estudos de viabilidade de tecnologia da informação há 12 anos. Aguardamos a regulamentação dessa plataforma pela Justiça Estadual”, comenta. Ele afirma que o Paraná já tem a ferramenta pronta para ser aplicada.

Hoje o Brasil tem 3.454 cartórios de registro de imóveis. A estimativa é que mais de 60% estejam em condições de tornar os seus processos eletrônicos, de acordo com o Instituto de Registro Imobiliário do Brasil.

 Fonte: Gazeta do Povo