COMO DECLARAR COMPRA E POSSE DE IMÓVEIS NO IMPOSTO DE RENDA

Saiba como declarar a posse de imóveis, inclusive aqueles que foram comprados ou recebidos por doação em 2013.

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São Paulo – Compra, venda, doação e posse de imóveis devem ser informadas na declaração de imposto de renda, e isto inclui terrenos não construídos (terra nua).

Quem teve a posse, durante algum período de 2013, de imóveis ou terra nua em valor superior a 300 mil reais, aliás, fica obrigado a entregar a declaração de imposto de renda 2014, ainda que não se enquadre em nenhuma outra regra de obrigatoriedade.

O imóvel que se possuía em 2013 deve ser informado na ficha de “Bens e Direitos” da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda sob o código específico, de acordo com o que consta na escritura.

Há opções para casa, apartamento, terreno, terra nua, galpão, loja, sala ou conjunto (salas ou conjuntos comerciais), construção e benfeitorias.

O contribuinte deve manter em mente que só deve declarar os valores que efetivamente pagou pelo imóvel até 31 de dezembro de 2013, o que pode incluir o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), os juros do financiamento e uma eventual taxa de corretagem que tenha sido paga por ele no ato da compra do imóvel.

Outras despesas que podem ser somadas ao valor do imóvel são as benfeitorias, isto é, eventuais reformas e melhorias realizadas no imóvel, desde que guardados todos os comprovantes. A construção de uma casa em um lote também se soma ao seu valor.

As despesas que podem ser somadas ao valor do imóvel devem ser informadas na declaração referente ao ano em que elas ocorreram. Caso o contribuinte tenha se esquecido de fazê-lo, ele poderá acrescentá-las por meio de uma declaração retificadora referente ao ano em que as despesas ocorreram.

Ou seja, tirando esses gastos, o contribuinte não deve atualizar o valor do imóvel segundo a sua suposta valorização ou qualquer índice de inflação. Se o imóvel foi comprado em 2001 por 100.000 reais e hoje valeria 500.000 reais se fosse vendido, o valor declarado deve ser 100.000 reais.

No campo “Discriminação”, o contribuinte deve informar os dados do imóvel, se foi comprado ou doado, a data da compra ou da doação, quem foi o vendedor ou doador (com CNPJ ou CPF), se já está quitado, se foi financiado e onde e por qual linha de crédito, quantas parcelas já foram pagas e quantas restam a pagar.

O contribuinte também pode detalhar aí os tipos de gastos somados ao valor do imóvel e se houve benfeitorias, por exemplo.

Agora veja como declarar a compra e a posse de imóveis em cada caso:

Imóvel quitado, que o contribuinte já possuía e já declarava

Se o contribuinte já possuía e já declarava o imóvel antes de 2013, e não o vendeu nem fez benfeitorias nele em 2013, o correto é declarar o mesmo valor nas colunas “Situação em 31/12/2012” e “Situação em 31/12/2013”. Este valor deve incluir apenas o valor da escritura, acrescido de eventuais benfeitorias, ITBI, juros de financiamento e corretagem arcada por ele.

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VEJA DEZ DICAS DE COMO DECLARAR IMÓVEIS NO IMPOSTO DE RENDA 2014

O auditor da Receita, Leônidas Quaresma, tira dez dúvidas dos internautas.
Confira e esclareça algumas questões sobre a declaração de imóveis.

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É preciso atenção na hora de fazer a declaração de imóveis no Imposto de Renda. Todos os dados do imóvel adquirido ou vendidos, os valores pagos, prestações, ganho de capital e doações devem estar devidamente preenchidos.

Para ajudar você na hora de encarar o ‘leão’, o auditor da Receita, Leônidas Quaresma, tira dez dúvidas dos internautas. Confira e esclareça algumas questões:

Carlos da Cunha – Em maio de 2012, vendi um terço de um imóvel para minha irmã por R$ 70 mil. O referido imóvel recebi de herança pela morte de minha mãe, em 1973, e, depois, pela morte do meu pai em 2011. O inventario do meu pai foi concluído em 2012. Ele era isento do IR, não foi feita declaração de espólio. Usei o dinheiro em janeiro de 2014 para a entrada de financiamento de imóvel. Nunca declarei o imóvel. Tenho que declarar a venda? Há imposto a pagar? Não sou isento e faço declaração todo ano.
Leônidas Quaresma – O imóvel adquirido deveria ter constado em sua declaração à partir do término do inventário da mãe e do pai, quando houve a transferência. O contribuinte deverá declarar a venda, apurando se houve ou não ganho de capital sujeito à tributação, utilizando o programa Ganho de Capital, disponível no sítio da RFB.

 Cleber –  Como declarar imóveis financiados?
 Leônidas – O  contribuinte deverá informar os dados do imóvel adquirido e os valores pagos como sinal mais as prestações pagas. Nos anos seguintes ele deverá somar aos valores anteriormente informados, os valores das prestações pagas no ano calendário, até a conclusão dos pagamentos do financiamento.

Samuel – Me casei em junho passado com regime universal de bens. Tenho um terreno no meu nome e um apartamento no nome da minha esposa. Tanto eu quanto minha esposa temos que declarar imposto de renda. Temos que declarar os bens no nome dela ou no meu, já que o apartamento foi comprado com minha renda e está à venda? Após a venda, será colocado em um investimento no meu nome.
Leônidas – Os bens comuns devem ser declarados em uma das duas declarações, à escolha deles. Os bens privativos devem aparecer na declaração de quem os possuir.

Juliana – Comprei, em janeiro de 2013, um imóvel na planta, junto com meu marido. Paguei a entrada com dinheiro guardado em investimentos que tínhamos e estamos pagando juntos as prestações. O apartamento está no nome dos dois, mas o boleto para pagar as prestações vem no nome dele. Como fazemos para declarar isso no Imposto de Renda?
Leônidas – Não há nenhum problema no fato do boleto aparecer em nome de apenas um. Como o bem é comum aos dois, deve ser declarado por apenas um dos cônjuges, ficando a critério dos dois em qual declaração irá constar.

Eliel Ferreira – Como posso manter atualizado o valor do meu imóvel? Tenho uma casa adquirida em 2008, que ainda tem hipoteca a ser paga. Quando comprei, valia menos de R$ 150 mil. Ano passado, um corretor avaliou em R$ 350 mil. Se eu quisesse vender o imóvel, venderia com facilidade. Pelo que sei, a tributação só é devida sobre ganhos de imóvel vendido. Então, se eu passar a declarar minha casa pelo valor de mercado, não teria que pagar nada de IRPF?
Leônidas – O contribuinte não pode atualizar o valor dos bens. No momento da venda ou alienação, no caso de bem imóvel, será levado em conta o valor atualizado pelos índices previstos na legislação que rege o ganho de capital.

 Mariana –  Estou trocando um terreno como uma construtora por um valor em dinheiro e três apartamentos que serão construídos. Gostaria de saber se terei de pagar IR sobre os apartamentos que receberei, já que os estou recebendo como permuta. Também gostaria de saber se pagarei imposto sobre o valor recebido em dinheiro caso eu compre outros imóveis com este dinheiro.
 Leônidas –  A contribuinte deverá apurar se terá ou não que pagar imposto sobre ganho de capital se utilizando do programa Ganho de Capital disponível no sítio da RFB. Deverá informar a alienação como permuta com torna.

Luiz Guieseler –  Qual a razão dos imóveis não poderem ser atualizados a cada declaração?
 Leônidas  – A aquisi ção de imóveis é assemelhada a um investimento financeiro, onde a pessoa aplica seu dinheiro e aguarda a valorização. Quando vier a vendê-lo, se tiver havido valorização significa que houve lucro. A legislação não permite a valorização de bens, inclusive os imóveis.

Débora Sousa – Fiz a compra de uma casa em 2013 financiada pelo SFH, com prazo de 10 anos. Como declarar este bem, quais dados são necessários?
Leônidas – O contribuinte deverá informar os dados do imóvel adquirido e os valores pagos como sinal mais as prestações pagas. Nos anos seguintes ele deverá somar aos valores anteriormente informados, os valores das prestações pagas no ano calendário, até a conclusão dos pagamentos do financiamento.

Jefferson – Eu com outros três colegas vendemos cinco casas pelo minha casa minha vida em 2013. Gostaria de saber como declarar os valores recebidos. Somos pessoas físicas.
Leônidas – O contribuinte deverá apurar se houve ou não ganho de capital na venda destas casas, uma a uma, através do aplicativo Ganho de Capital, disponível no sítio da RFB.

Norio – Tenho declarado dois imóveis um apartamento de CDHU onde morei por 19 anos e hoje quem mora é minha filha casada (este apartamento não tem registro de imóveis) e outro apartamento financiado (SFH), onde atualmente eu moro. Gostaria de tirar o apartamento de CDHU do meu IR. Como é possível? Posso doá-lo para minha filha? Teremos que pagar impostos pela transação de doação do imóvel?
Leônidas – Confesso que não sei o que significa CDHU.  Sem considerar o fato de ser CDHU, o contribuinte pode doar um bem a sua filha e este bem constitui rendimento isento de imposto de renda, entretanto cabe a aplicação de imposto estadual, o chamado ITCMD – imposto de transmissão causa mortis e doação.

Fonte: G1 (21/03/2014).

FINANCIAMENTO COM FGTS NO SETOR IMOBILIÁRIO GANHA PORTABILIDADE

 Intenção do Governo é aumentar a concorrência entre os bancos.

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Quem comprou uma casa pelo Sistema Financeiro da Habitação pode trocar o financiamento de banco se conseguir taxa de juros menores. A portabilidade já existia em alguns financiamentos de imóveis, mas agora foi estendida.

A portabilidade já beneficiava quem tinha feito empréstimos com bancos que usam recursos próprios ou de outros fundos. Agora, o benefício serve também para as instituições que usam o FGTS. A intenção, segundo o governo, é aumentar a concorrência entre os bancos, e assim, redução nas taxas de juros imobiliários.

Antes de fazer a transferência, a pessoa deve comparar muito bem as taxas. Uma vez decidido, a pessoa precisa saber quanto ainda deve e informar esse valor ao novo banco. A instituição é obrigada a aceitar o pedido de portabilidade.

A medida passa a valer a partir do dia cinco de maio.

Fonte:  G1- Jornal Hoje (20/03/2014).

Tire 10 dúvidas sobre declaração de imóvel no imposto de renda

Confira detalhes importantes para declarar o seu bem imóvel sem dor de cabeça.

A Receita Federal já começou a receber as declarações de Imposto de Renda Pessoa Física relativas a 2013, e o prazo de entrega termina no dia 30 de abril. Para ajudar os contribuintes, Marco Aurélio Luz, presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA), esclarece 10 dúvidas sobre como declarar o imóvel sem ter dor de cabeça. Confira:

A compra de imóveis, financiamento e consórcio devem ser declarados no IR (Foto: Shutterstock)

1- Como declarar o imóvel adquirido em 2013 no Imposto de Renda?

Todas as aquisições de imóveis em 2013 devem constar na declaração do Imposto de Renda, inclusive os adquiridos por meio de “Contrato de Gaveta” (quando o contrato de compra e venda não é registrado no cartório).

Na “Declaração de Bens e Direitos”, o mutuário deve incluir todos os detalhes sobre a propriedade, como endereço, metragem, número da matrícula e o Cartório de Registro de Imóveis, nome do vendedor com o CPF ou CNPJ entre outros e informar apenas o valor pago no ano vigente. Mas se o bem foi adquirido nos anos anteriores, basta importar a declaração antiga.

Também não se deve esquecer de informar o quanto pagou, no ano de 2013, de parcelas e prestações na compra do imóvel financiado e indicar o(s) credor(es) com o CNPJ e o saldo devedor. São informações valiosas para demonstrar que o imóvel não foi comprado à vista o que geraria no aparecimento de rendimento bem maior.

2- Qual valor deve ser declarado para o imóvel?

Se o imóvel foi adquirido após 1988, os custos de acréscimos da obra deverão constar da declaração, ou seja, reformas de ampliação da casa e benfeitorias dentro imóvel, juntamente com preço da propriedade que consta da escritura. Esses dados devem ser inseridos na coluna “Discriminação”. É importante descrever a reforma e o valor gasto, como também guardar todos os recibos e notas fiscais por cinco anos, para a comprovação do custo da obra. Sempre observando que esses valores declarados devem estar dentro do limite das “rendas líquidas” dos anos anteriores e do ano-base.

Para os imóveis adquiridos a partir de janeiro de 1996, o aconselhável é utilizar como referência os dados da escritura ou do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”.

3- Como proceder se houve a utilização do FGTS para quitar ou comprar um imóvel?

Nos casos da utilização do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seja para quitar ou comprar a casa, o valor deve ser colocado em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Como também deve ser deduzido da ficha “Bens e Direitos”. É necessária a sua inclusão para a comprovação do aumento do patrimônio do contribuinte.

4- No caso da pessoa física que vendeu a casa e não conseguiu comprar outro imóvel no prazo de 180 dias?

Na declaração do IR, essas informações devem ser especificadas no campo “Ganhos de Capital”. Na ficha deverá conter o valor da venda, o nome do comprador e a data da transação, além do valor do bem informado na declaração anterior para calcular o ganho efetivo. Se o valor da venda for utilizado para a compra de outro imóvel dentro do prazo de 180 dias, o contribuinte ficará isento de imposto pela transação. Caso contrário, deverá recolher o imposto No que tange os rendimentos oriundos da venda de imóveis, haverá a incidência de uma tributação especial: o imposto de renda sobre o ganho de capital.

Este tributo incide sobre a diferença positiva entre o valor de venda do imóvel e o seu valor histórico – o valor que consta na declaração do contribuinte como sendo o valor e compra do imóvel. O imposto de renda é apurado aplicando-se uma alíquota de 15% sobre o lucro resultante das operações de compra e venda.

Importante: O imposto de renda sobre o ganho de capital deve ser apurado e pago de forma separada do imposto de renda incidente sobre os outros rendimentos tributáveis.

5- É possível reduzir o lucro obtido com a venda do imóvel no valor total do IR?

Existem algumas maneiras para tentar reduzir o valor total de imposto de renda a ser pago pelo contribuinte sobre o lucro obtido com a venda do imóvel:

• Quando o imóvel foi adquirido há muitos anos, é possível corrigir o valor de compra desse imóvel utilizando os índices de correção previstos em lei.
• É possível adicionar ao custo de aquisição todas as melhorias realizadas no imóvel.
• É possível deduzir da base de cálculo o valor da taxa de corretagem paga pela intermediação do negócio.

6 – Quais contribuintes estão isentos do IR?

Estão isentos os contribuintes:

• Cujo ganho de capital com a venda de imóvel tenha sido igual ou inferior ao valor limite de R$ 35 000.
• Que venderam o seu único imóvel por um valor máximo de R$ 440 000, desde que não tenham vendido qualquer outro imóvel nos últimos cinco anos.
• Cujo imóvel tenha sido desapropriado pelo Poder Público Federal, Estadual ou Municipal. Mesmo que haja ganho de capital, considera-se que tal lucro meramente recompôs o patrimônio do desapropriado, assim como lhe proporciona justa indenização não sujeita a tributação pelo imposto de renda.

7- Como proceder em situações em que o saldo devedor do financiamento do imóvel é quitado em decorrência de invalidez permanente ou falecimento do mutuário?

O valor não deve ser tributado no Imposto de Renda já que no contrato na compra da propriedade estão garantidos tanto os seguros “Morte e Invalidez Permanente” (MIP) como o de “Danos Físicos ao Imóvel” (DFI). Para isso, informe na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis” o valor pago da apólice pela seguradora. Já na ficha “Bens e Direitos” deve constar o valor somado do saldo anterior das parcelas quitadas ao do saldo devedor pago pela seguradora.

8- Na hipótese em que o mutuário comprou o imóvel por meio do contrato particular ou de gaveta, como a transação deve ser declarada?

Esse tipo de contrato é válido para comprovar a aquisição. Junte o valor do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”, inclusive do imóvel comprado na planta.

9- De que modo fazer a declaração do IR de imóveis comprados por meio de consórcio?

Há duas formas para fazer a declaração do IR de imóveis adquiridos por meio de consórcio: se a propriedade foi contemplada em 2013 deve-se inserir os dados no código 95 da “Ficha Bens e Direitos”. Nela deve ser discriminado o bem recebido, seus dados e do consórcio. Se não for contemplado, mesmo assim o contribuinte deverá informar à Receita o valor investido no consórcio.

10- Como declarar bens recebidos por herança?

A declaração deve ser feita em nome da pessoa falecida, utilizando os dados da última declaração realizada por ela, ou indicar o valor que está na partilha. Também devem ser informados os dados e a forma de aquisição da propriedade, além de indicar a parte que cabe a cada um dos familiares na partilha. Essas informações devem constar na coluna “Discriminação”.

Fonte: Revista ZAP IMÓVEIS (17/03/2014).

 

CRÉDITO IMOBILIÁRIO CRESCE 22% NO COMEÇO DE 2014 E ATINGE R$ 8,2 BILHÕES

Só no mês de janeiro foram financiadas aquisições e construções de 39.900 imóveis.

Em janeiro deste ano, o volume de empréstimos liberados para aquisição e construção de imóveis atingiu a marca dos R$ 8,2 bilhões, o melhor resultado para o mês nos últimos 20 anos, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em relação a janeiro do ano passado, houve um crescimento de 22% nos valores contratados.

Em janeiro foram financiados 39.900 imóveis pelo país (Foto: ThinkStock)

No período acumulado de 12 meses encerrados em janeiro de 2014, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis, com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), alcançou o montante de R$ 110,6 bilhões, 32% maior que o registrado nos 12 meses precedentes.

Financiamentos Imobiliários em unidades – Também no mês de janeiro foram financiadas aquisições e construções de 39.900 imóveis, número 12% mais alto na comparação com o mesmo período do ano passado.

Embora o número de unidades financiadas tenha sido inferior ao de dezembro de 2013, o resultado foi o maior para um mês de janeiro nos últimos 20 anos.

Em termos acumulados, entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014, foram financiados 534.100 imóveis, número recorde que superou em 17% o de 455.100 unidades contratadas nos 12 meses anteriores.

Poupança SBPE: saldo e captação – Os depósitos em cadernetas de poupança nos agentes financeiros do SBPE atingiram o montante líquido de R$ 711 milhões, resultando em captação líquida positiva pelo 23º mês consecutivo.

O resultado foi ligeiramente inferior ao de janeiro do ano passado, mas a Abecip considera esse número positivo, pois mesmo se tratando de um período com grande concentração de despesas para os poupadores (IPTU, IPVA, matrículas e material escolares, etc.), os depósitos superaram as retiradas.

O saldo dos depósitos de poupança no SBPE alcançou, em janeiro, cerca de R$ 470 bilhões, registrando elevação nominal de 20% comparativamente a janeiro de 2013.

Fonte: Revista ZAP IMÓVEIS (10/03/2014).

CAIXA LANÇA NOVO SIMULADOR DE FINANCIONAMENTO HABITACIONAL

Agora, é possível iniciar a consulta a partir da capacidade de pagamento

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A partir de agora, é possível iniciar a simulação de um financiamento habitacional na Caixa Econômica Federal a partir da capacidade de pagamento. O banco lançou um novo modelo, disponível em seu site. Segundo a Caixa, a idéia foi apresentar um desenho mais simples e intuitivo, com maior facilidade no preenchimento dos dados e agilidade na resposta ao usuário.

Com o preenchimento de apenas quatro campos, o novo simulador calcula o valor máximo de financiamento que o cliente pode tomar na Caixa, bem como o valor máximo de prestação que ele pode assumir. Caso prefira, o cliente pode ir direto para a simulação completa.

Em seguida o simulador apresenta sugestões de valores de financiamento e prazos compatíveis com este comprometimento mensal, auxiliando o cliente a definir o valor do imóvel a ser adquirido.

Após escolher o valor e o prazo, cliente deve confirmar o tipo e local do imóvel que deseja financiar, e inserir dados como: data de nascimento do proponente de maior idade; tempo de serviço, se tiver mais de três anos de trabalho sob regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); e se já foi beneficiado com algum subsídio da União.

Segundo o Caixa, as novas funcionalidades foram desenvolvidas com base em pesquisa realizada em sites de bancos nacionais e internacionais.

Fonte : Agencia Brasil (10/03/14).

Declarar operações de compra e venda de imóveis no Imposto de Renda requer cuidados

Prazo para transmissão das declarações começa nesta quinta-feira. Transações imobiliárias sempre geram dúvidas na hora de enviar os dados à Receita.

 (Reprodução/Internet/standdevendas.com.br )

Começa, nesta quinta-feira, o prazo de transmissão da declaração do Imposto de Renda, ano-base 2013. Entre as diversas dúvidas que pairam sobre o pagamento do tributo, aquelas relativas às operações de compra e venda de imóveis certamente estão entre as mais frequentes. Para o diretor da Matur Organizações Contábeis, Mário César de Magalhães Mateus, um dos erros mais comuns é a forma como os empreendimentos adquiridos na planta ou financiados por uma instituição financeira são lançados. “As pessoas costumam colocar como dívida e ônus, mas está equivocado”, alerta.

O correto é ir até o campo “Bens e direitos” e, na área destinada à discriminação, detalhar toda a operação realizada. “A pessoa deve colocar o endereço do imóvel, a data de aquisição, a empresa que vendeu o bem e o detalhamento da forma de pagamento com os valores de entrada, parcelas e uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)”, orienta Mário.

É preciso informar os valores quitados no ano-base e no anterior, lembrando que esses valores serão sempre somados. O que significa que, se em 2012 foi declarado pagamento de R$ 50 mil e em 2013 o valor quitado foi de R$ 100 mil, no campo “Situação em 31/12/2013 (R$)” deverá ser informado o valor total de R$ 150 mil. “Ocorre, portanto, o acréscimo patrimonial todos os anos”, afirma Márcio. A orientação vale tanto para bem na planta como para aqueles que já estão prontos e foram financiados pelo Sistema Nacional de Habitação (SNH).

No caso de quem vendeu o imóvel, há uma série de outras variáveis. A começar pelo pagamento do ganho de capital. O primeiro passo é identificar se a negociação é ou não passível de isenção desse imposto. Se o bem vendido é o único em nome do contribuinte – vale lembrar que lote e até sala comercial contam como patrimônio – e o valor da venda é menor ou igual a R$ 440 mil, não há necessidade de pagamento do tributo. “Lembrando que só se beneficia quem não realizou transação semelhante nos últimos cinco anos”, alerta Márcio Reis, contador e proprietário da Creditar Contabilidade.

Se o bem for vendido para alienação de um outro imóvel – independentemente do valor –, também é possível se ver livre da cobrança. “A transação deve ocorrer no prazo de 180 dias. Nesse caso, a pessoa pode ter mais de um imóvel, mas a operação para aquisição de outro sem que incida pagamento de ganho de capital fica novamente restrita a uma a cada cinco anos”, lembra Mário Mateus.

GANHO DE CAPITAL 
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Erro comum, o ganho de capital fixado em 15% sobre a diferença entre o valor de compra e venda do empreendimento não deve ser pago somente no ato da declaração do Imposto de Renda. “É muito comum o cliente esperar esta época do ano para quitar a dívida com a Receita, mas esse valor deve ser pago no mês subsequente ao recebimento dos recursos da venda”, lembra Márcio Reis. Se a entrada do apartamento foi depositada em fevereiro, por exemplo, o contribuinte tem até 31 de março para quitar o ganho de capital sobre esse montante.“Há um sistema de cálculo no site da Receita que pergunta se os valores serão pagos à vista ou parcelados. Nesse último caso, ele calcula os valores proporcionais à parcela para que seja emitida o documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf)”, afirma Márcio. Se não seguir essa orientação, o contribuinte está sujeito à multa limite de 20% sobre o valor do imposto devido, além de juros atrelado à taxa Selic, atualmente em 10,5% ao ano.Outra prática comum no mercado é registrar o apartamento com preço menor para burlar os cálculos de ganho de capital. Para quem está adquirindo o patrimônio, a dor de cabeça virá na hora da venda. “Cria-se um problema a longo prazo, já que a diferença entre o valor que pagou e o preço de venda será maior e o ganho de capital também”, observa Márcio. Tudo isso porque o valor do bem não pode ser reajustado anualmente, salvo quando é realizada alguma benfeitoria no imóvel. “Ampliação, reforma, pintura, enfim, gastos que justifiquem a valorização. Mas é preciso guardar toda a documentação que comprove as melhorias.”E não é apenas por cinco anos, como se acredita. “Esses cinco anos passam a contar no ano subsequente ao da entrega da declaração. Portanto, no caso de declaração deste ano, a pessoa está detalhando as benfeitorias realizadas em 2013, mas o prazo para comprovação das benfeitorias passa a contar somente em 2015. O que significa que as notas fiscais devem ser mantidas durante sete anos”, orienta Márcio.
Fonte : http://estadodeminas.lugarcerto.com.br ( 02/03/2014)

Veja como declarar imóveis no Imposto de Renda 2013

Declarar imóveis corretamente é um desafio

Desde o início de março, a Receita Federal está recebendo as declarações do Imposto de Renda referente a 2012. O desafio de preencher corretamente toda a documentação não é simples, por isso o ZAP Imóveis enviou a Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA) as suas dúvidas mais comuns dos seus leitores. Confira as orientações e faça agora a sua declaração. O prazo para acertar as contas com o Leão termina no dia 30 de abril.

LEITOR – Vendi um apartamento em maio de 2012 por R$ 463 mil. Foi me dado R$ 251 mil, dos quais R$ 175 mil foram usados para quitar o meu saldo devedor com a construtora. Assim, quitado eu teria acesso à escritura definitiva para que o comprador pudesse me pagar o restante, R$ 212 mil por financiamento bancário. Contudo, a construtora sofre ação judicial (não de minha parte) que a impede de me fornecer a escritura. Logo, até o momento, não consigo concretizar definitivamente a venda, ou seja, o comprador não consegue obter o financiamento bancário para me pagar porque não tenho a escritura em mãos. E já estamos em 2013! Como faço a declaração de tal situação e quando eu deveria pagar o imposto sobre tal operação de venda? Somente após o recebimento da segunda parcela, pelo financiamento bancário, não importa quando isto aconteça?
JOÃO BOSCO BRITO – O “IRPF” deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao da cessão, pelo valor do lucro obtido, isto é, a diferença entre o valor do contrato da construtora e o valor da cessão. IR 15% sobre esse lucro e, no caso de atraso, multa e mais juros da SELIC. Não importa se, ainda, tem parte a receber. Para ficar isento, a “cessão” deve ser feita pelo valor de R$440.000,00 caso não tenha obtido o mesmo benefício nos últimos cinco anos. Isso pode ser acertado com o cessionário.

L – Comprei um apartamento financiado pela caixa em 2011, já declarei em 2012, porém como não recebi o habite-se, ainda não estou pagando, então esse ano só preciso importar a mesma sem fazer alterações? E também fiz um empréstimo Construcard para reformas em 2011, preciso declarar esse empréstimo?
BRITO – Sim em ambos os casos.

L – Imóvel recém-financiado entra na declaração?
BRITO – Se a aquisição foi feita em 2013 só entrará em 2014. Se foi em 2012 entra nesta declaração. Se foi antes de 2012, precisa fazer a retificação das declarações desde o ano base da compra.

L – Como devo declarar o valor de uma casa comprada em 1986 e reformada ao longo dos anos. Valor da compra R$ 50 mil, hoje valor de mercado R$ 300 mil?
BRITO – O valor de mercado não importa para o IR. Reformas e melhorias no imóvel sim, podem ir alterando o valor do imóvel a cada ano. Basta ter os comprovantes dos gastos. Para atualizar, precisa retificar as declarações dos últimos cinco anos, sempre tendo o cuidado de não ter gasto mais do que declarou o que ganhou em cada ano.

L – Comprei um terreno em 2011 e declarei em 2012. Em 2012 iniciei a construção de duas casas para venda. No fim de 2012, ainda não tinha terminado as construções. Só finalizei em janeiro de 2013. Gostaria de saber como faço para declarar os bens. Tenho que manter o terreno e declarar duas construções ? Como devo proceder ?
BRITO – Declare o valor do terreno mais ao que gastou em 2012 com as construções. No ano que vem proceda da mesma forma somando o que gastou em 2013. No caso de desmembramento do terreno, divida os gastos.

L – Meu namorado e eu compramos um apartamento na planta em 2012, em nosso nome. Como faço a declaração?
BRITO – Cada qual declara a sua parte no imóvel e quanto dispendeu na compra, cuidando para não extrapolar o que gastou com os rendimentos declarados nas declarações anteriores.

L – Comprei um apartamento na planta, mas o financiamento só saiu em janeiro de 2013. Tenho que declarar no IR deste ano? Caso não seja preciso, ainda tenho que colocar alguma informação sobre o bem na declaração?
BRITO – Se o contrato preliminar foi assinado antes de 2013, precisa retificar as declarações desde o ano base da compra informando a aquisição do imóvel, de quem (nome e CNPJ ou CPF do vendedor), valor da compra, valores que aportou a cada ano, cuidando para que esses valores pagos condizam com os rendimentos declarados.

L – Comprei um imóvel no Banco do Brasil pelo plano ‘Minha Casa Minha Vida’ em fevereiro de 2013. Sempre declarei o Imposto de Renda como Isento, o que faço agora com a aquisição desse imóvel no valor de R$ 70 mil? Ainda estou pagando a primeira prestação do financiamento. Devo declarar no imposto de renda ou não? Pois sempre declarei como isento na declaração do IR.
BRITO – Não importa as declarações de isenção de 2011 e anteriores. Dependendo de quanto você pagou na compra do imóvel em 2013, você precisa declarar seu rendimento em 2012 adequado ao valor que pagou ao Banco do Brasil, mas o imóvel não precisa ser declarado necessariamente, a menos que você queira fazê-lo voluntariamente,  pois, está dentro do limite do IR.  E mesmo a declaração deste ano, ainda, pode ser isenta.

L – Comprei um apartamento financiado pela Caixa em 2010, porém entrei como renda complementar e meu companheiro como o principal (maior renda), e não sou eu quem paga as prestações e sim ele. Ainda não declarei essa compra. Como devo proceder?
BRITO – Tudo depende do valor do imóvel desde o ano em que, efetivamente, comprou, ou da CAIXA ou de terceiro com financiamento da CAIXA. O primeiro contrato é que vale. Se o contrato é de 2010 em valor não superior a R$ 300 mil, você não está obrigado a declarar, exceto se assim quiser voluntariamente. No ano base de 2012 o limite é de R$ 440 mil.

L – Moro em uma casa financiada pelo SFH (poupex). Possuo um apartamento em Brasília avaliado em R$ 500 mil que pretendo vender. Em caso de venda deste bem, qual a taxação que sofrerei do Fisco? Como proceder para diminuir o imposto?
BRITO – IR de “ganho de capital” no percentual de 15% que deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao da venda. Se fosse o único imóvel, poderia passar escritura por valor até 440 mil que estaria isento.

L – Como declaro imóvel comprado na planta em 2012, com previsão de entrega em 2015? Posso fazer doação de um imóvel residencial para meu filho? Tem imposto sobre essa transação?
BRITO – 1) Deve declarar a compra de 2012 pelo valor exato do contrato, informando, contudo, apenas os aportes que fez no ano da compra. A cada ano seguinte do financiamento se for o caso, vai declarando os aportes; 2) Sendo casado  a doação será considerada como adiantamento da legítima, ou seja, na falta de um dos cônjuges, o imóvel entra no inventário para confirmar a partilha em favor do filho se não houver oposição de outro herdeiro universal.
Doação é isenta do IR. Declare a doação na ficha  “Pagamentos e Doações Efetuados”, preenchendo os campos com o nome e o CPF do filho donatário, bem como o valor doado. Quem recebeu a doação, deve incluir o valor recebido na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”, no campo “Transferências patrimoniais, herança e doação”, da sua própria declaração.

L – Posso atualizar o valor do meu imóvel pelo valor venal descrito no carne de IPTU?
BRITO – Não, a atualização do valor do bem declarado só pode ser alterado em caso de gastos na reforma e melhorias do imóvel feitos no ano base.

L – Comprei um terreno em 2010 por R$ 85 mil e construí minha casa. A casa pronta vale aproximadamente R$ 480 mil, não me lembro de como declarei isso nos anos anteriores, o terreno tem financiamento da Caixa, qual a maneira correta de declarar isso? Não quero correr o risco de fazer errado e ter alguma consequência desagradável pela frente.
BRITO – Você precisa obter cópias das declarações desde 2010 na Receita Federal e saber se declarou a compra do terreno. Se não declarou, precisa retificar as declarações para fazer constar a compra do terreno, depois o financiamento da CAIXA, o valor desse financiamento, prazo, quanto pagou à CAIXA a cada ano, discriminar o imóvel e quem construiu.

L – Quitei um apartamento junto a Caixa Econômica. Como devo declarar?
BRITO – Se o imóvel já consta das declarações anteriores, o valor não  deve ser alterado.A partir deste ano foi desmembrada da ficha “Pagamentos e Doações Efetuadas”, sendo mantida ficha “Pagamentos Efetuados” e criada a ficha “Doações Efetuadas. A quitação do imóvel não é dedutível do IR, mas, o pagamento deve ser declarado na ficha “Pagamentos Efetuados” cuidando para que o valor seja compatível com os valores dos rendimentos declarados nos anos anteriores.

L – Até que valor o imóvel não precisa ser declarado no IR? Sou dependente da minha mãe no IR  – sou divorciada e estou desempregada, minha mãe vendeu um apartamento em nome del –  e com este dinheiro, está comprando uma casa em meu nome, tenho que fazer declaração ou posso continuar como dependente dela? E como faço?
BRITO – O valor do imóvel não superior a R$ 440 mil, necessariamente, não precisa ser declarado. A declaração é voluntária. Se a sua mãe já declara você como dependente, vc não precisa fazer outra declaração em seu nome. A venda de imóvel pela sua mãe, se era o único imóvel e o valor da venda não superior a R$ 440 mil, o lucro obtido está isento e entra na ficha de rendimentos não tributáveis. A doação  deve ser declarada no valor do imóvel a ser comprado em seu nome e posteriormente o imóvel comprado deve ser declarado como propriedade da dependente.

L – Sempre coloquei na minha declaração o valor venal do meu imóvel, mesmo tendo feito benfeitorias nele em anos anteriores. Posso atualizar o valor agora contabilizando todos os gastos anteriores?
BRITO – O valor original pode ser alterado pelos gastos em reformas e benfeitorias do imóvel devidamente especificados na declaração de cada ano em que isso aconteceu. Para tanto, você precisa retificar todas as declarações dos últimos cinco anos. Não pode contabilizar tudo agora.

L – Pretendo vender um imóvel para quitar um imóvel na planta que comprei anteriormente, vai ter a incidência de IR sobre a minha venda? Tenho que pagar lucro imobiliário?
BRITO – Sim, a isenção só vale para quem tem um único imóvel na ocasião da venda.

L – Tenho outro imóvel que recebi por doação devido a separação de meus pais, isto em 1994, sendo que o imóvel foi adquirido em 1984. Nestes anos foram feitas diversas construções e reformas, e agora pretendemos vendê-lo, como eu faço o cálculo do valor de aquisição para fins do lucro imobiliário? Eu cálculo a aquisição em 1983 ou 1994?
BRITO – No seu caso vale a data da partilha de 1994. Todos os gastos feitos no imóvel devem ser declarados para poder alterar o valor que entrou na sua declaração. Mas, só entram, agora, os gastos dos últimos cinco anos e para isso vc precisa fazer as retificações das declarações dos últimos cinco anos. O “ganho de capital” vai ser calculado pelo valor do imóvel atualizado em 2012.

L – Comprei um imóvel o valor de R$ 260 mil, a escritura foi passada por R$ 150 mil, porém a vendedora quer declarar  o valor real R$ 250 mil. Pode?
BRITO – Pode. O imposto de renda será maior para a vendedora e para o comprador é importante que o valor do imóvel seja declarado pelo valor real da compra. Apenas observe a relação entre o valor do pagamento efetivo e o quanto vai declarar de rendimento e mais dos rendimentos anteriores que sejam suficientes para a compra do imóvel pelo valor real.

L – Tenho uma casa comprada em 2001 quando ainda era casada. Me divorciei em 2011 e não sei se devo declarar o imóvel ou apenas o meu ex-marido deve fazer isso na declaração dele.
BRITO – Com o divórcio já deve ter havido a partilha. O imóvel é declarado pelo ex-cônjuge que ficou com o imóvel ao final da partilha.

L – Tenho uma casa onde moro, adquiri um terreno no mesmo município em 2012 e pretendo adquirir um sítio em 2013, todos no mesmo município e registrados em cartório. O terreno e sítio são como investimento e pretendo vender ainda este ano um deles. Que imposto pagarei? Posso comprar por minha empresa EPP? É melhor?
BRITO – Quando efetuar a venda, deverá recolher o IR sobre o lucro obtido entre o valor constante da última declaração e o preço da venda. Imposto sobre “ganhos de capital” que deverá ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte à venda, ainda, que a prazo Pode comprar em nome da empresa se o valor da compra condiz com o capital e o dinheiro em caixa ou banco, cuidando com os limites permitidos para empresas de pequeno porte.

L – Meu pai tem 81 anos, e em 2012 vendeu um imóvel com financiamento pela CEF, pelo valor de R$ 80 mil. O mesmo imóvel não estava declarado, é obrigatório declarar a venda? No caso de sim, ele é obrigado a pagar IR sobre a venda?
BRITO – Sendo o único imóvel do pai não está obrigado ao pagamento do IR por “ganhos de capital”.

L – Assinei contrato de compra de um imóvel em 2011 com vistas ao financiamento em 2012. Devido a problemas financeiros me vi obrigada a desfazer o contrato em 2012 e recebi de volta o valor pago. Declarei o imóvel no IR de 2012, e este ano, como faço?
BRITO – Neste ano dê baixa na compra do imóvel explicando o cancelamento da compra.

L – Comprei um imóvel em 2008 pela Caixa usando FGTS. Financiei o saldo devedor, mas não declarei em 2009 nem 2010, pois estava desempregada. Comecei a trabalhar em 10 de março de 2010 e nunca declarei. Gostaria de saber se posso declarar esse ano 2013. E se posso usar o FGTS para quitar o imóvel agora.
BRITO – Provavelmente você estava isento(a) de prestar declaração do IR pelo salário que recebia,  nos anos de desemprego e o valor do imóvel estava abaixo dos limites. Voluntariamente pode declarar este ano e não há nenhum impecilho  em usar 80% do FGTS para quitar.

L – Tenho um apartamento no CDHU que adquiri em 1998 através de uma permuta em razão do meu divórcio e o meu único imóvel, com valor venal 40 mil e valor de mercado em torno de 150 mil, nunca declarei, pois não tenho a escritura ainda, somente contrato de gaveta. Quero declarar esse apartamento neste ano.
BRITO – Valor venal ou de mercado não importa para o IRPF, o que importa é o valor da permuta ou seja, do “contrato de gaveta” que já deveria ter sido declarado em  1999 se excedesse ao limite máximo da isenção. Se fez reforma ou melhorias no imóvel no decorrer dos anos, pode retificar as declarações dos últimos cinco anos atualizando o valor do imóvel pelos gastos que teve a cada ano. Este ano declare com o valor atualizado, se for o caso.

L – Adquiri um imóvel através do SFH em 20 anos de 1988 a 2008, como devo regularizar junto a SRFB? Pois, nesse período, eu não estava obrigado a apresentar declaração, e só apresentei declaração nos anos que tive imposto retido a recuperar?
BRITO – Quando fez declaração e estava obrigado a informar a propriedade por exceder o limite máximo da isenção, deverá retificar as declarações dos últimos cinco anos e manter neste ano com o mesmo valor. Contudo, se o valor do imóvel sempre foi inferior ao limite, este ano vc declara se quiser, informando o preço de 1988 atualizado para o Real.

L – Os valores de condomínios pagos do imóvel durante o ano pode ser acrescido no valor declarado do imóvel?
BRITO – Não. O valor do imóvel só pode sofrer alteração no caso de reformas ou melhorias devidamente comprovadas.

L – Compramos um apartamento no Brasil (meu marido é europeu e eu sou brasileira) e segundo o acordo bilateral que existe entre Espanha e Brasil o imóvel deve ser declarado aqui. O que já fizemos, agora vem uma dúvida: o que devo fazer? Ou como devo proceder com a justiça brasileira?
BRITO – Se o casal mora fora do Brasil há mais de um ano, ambos ou somente a brasileira tem CPF/MF, precisa ter feito à Receita a “Declaração de Saída Definitiva” e estará desobrigado(a) de prestar a declaração, mesmo que venha a adquirir imóvel no Brasil, ou seja, está dispensado(a) de fazer a declaração. Contudo, caso volte a morar no Brasil, na primeira declaração deverá informar a aquisição do imóvel pelo valor da compra. Quem volta e permanece no Brasil até 184 dias dentro de um ano e retorna ao exterior, continua como não-residente e sem obrigação de declarar, ou seja, 6 meses aqui e 6 meses lá, não tem a obrigação de declarar. Se o casal já fez a declaração este ano, embora não tivesse a obrigação, não altera em nada, permanece como não-residentes. Se mudou para a Espanha e não fez a “Declaração de Saída Definitiva”, poderá estar sendo vista pelo “Leão” como, ainda, residente aqui e eventuais transferências de valores para o Brasil serão tidos como rendimentos tributáveis. Ai, provavelmente, possa estar havendo execução judicial. Se isto estiver acontecendo, deverá contratar advogado para obter acordo e por fim à demanda, inclusive, fazendo a dita declaração de saída.

L – Comprei um imóvel por R$ 30 mil em 2009 e já gastei por volta de uns R$ 100 mil em reforma e construção de uma piscina. Como devo informar isso ao fisco sendo que a maior parte destes gastos foi com cartão Construcard?
BRITO – Se os gastos com  as reformas e benfeitorias somados ao valor da compra não excedem a R$ 440 mil e é o único imóvel, não há problemas em fazer constar ou não o imóvel na declaração. Observe apenas se esses gastos condizem com os rendimentos informados nas declarações desde 2010.

L – Onde declarar o consórcio de imóvel? Lanço o valor da carta de crédito? Lanço o valor pago em 2012 ou lanço o que devo para o consorcio? Aonde lançar?
BRITO – No caso de consórcio, ainda, não contemplado, na ficha “Bens e Direitos”, no código 95, deve ser informada, no campo Discriminação, essa participação no consórcio, valor da “Carta de Crédito” e a administradora, bem como  a soma das parcelas pagas em 2012 . No campo “Situação em 31/12/2011”, se for o caso,  repetir o valor já declarado no exercício de 2012. No campo ”Situação em 31/12/2012 ”, informar o valor declarado no Ano de 2011, acrescido dos valores pagos em 2012.

L – Se o imóvel for comprado através de empréstimo no banco, como proceder?
BRITO – Declare na ficha bens e direitos o imóvel adquirido (código 01 – residência) detalhando o imóvel em “discriminação”, inclusive o vendedor e o empréstimo bancário. Declare o valor da compra, o valor pago em 2012, cuidando para que o valor pago esteja condizente com os rendimentos declarados

L – Estou vendendo um imóvel e em seguida, comprarei um terreno para começar a construção de outra casa residencial. Neste caso, o imposto incidirá sobre o valor total ou após o abatimento do valor do terreno e custo da obra?
BRITO – Se o fato ainda não ocorreu, ou seja, não ocorreu em 2012, a venda do imóvel fica condicionada ao pagamento do IR sobre os “ganhos de capital”, isto é, o lucro que obteve entre o valor do imóvel declarado no ano passado e o valor da venda neste ano. O imposto é de 15% sobre o lucro, recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao mês da venda. Fica isento se adquirir o terreno e nele construir outra casa no prazo de 180 dias.

Fonte:  Revista Zap imóveis( 01/04/2013).

Setor imobiliário investe em brindes de luxo para atrair novos clientes no Litoral Norte

Passeios de veleiro e limusines estão entre os mimos oferecidos aos compradores.

Setor imobiliário investe em brindes de luxo para atrair novos clientes no Litoral Norte Scheila Cardozo/divulgação

Limusines, helicópteros e atendimento diferenciado. Cada vez mais as imobiliárias e construtoras da região investem em mimos para agradar e atrair novos clientes. O encantamento passa por propostas de experiências completas que vão além das atrações contidas no empreendimento.

Para mostrar as belezas naturais do Litoral Norte, por exemplo, a FG Empreendimentos adquiriu um veleiro oceânico,considerado o terceiro maior do Sul do país. Com 60 pés e 36 toneladas, a embarcação tem capacidade para nove pessoas e faz passeios pela orla de Balneário Camboriú, incluindo as praias agrestes e Porto Belo, na região do Caixa D’Aço.

— O objetivo é propiciar aos clientes a sensação de ver Balneário Camboriú por outro ângulo, sentir o prazer do luxo e da sofisticação a bordo de uma embarcação exclusiva e ainda perceber a transformação que os empreendimentos estão proporcionando à cidade — diz o diretor comercial da construtora, Toninho Roncaglio.

O barco tem cozinha completa, além de quatro quartos e dois banheiros.

— Dois carregadores de bateria asseguram que o veleiro faça inclusive cruzeiros de longa distância, dentro e até fora do país — reforça o gerente de Marketing da empresa, Pedro Marques.

A Construtora Mendes Sibara também oferece experiências diferenciadas como transporte de helicóptero da cidade de origem até Balneário Camboriú e também coloca barcos à disposição dos interessados no empreendimento — o primeiro no Estado com uma marina — que será entregue no segundo semestre.

— É importante que as pessoas vivenciem a sensação do lugar em que pretendem morar ou passar as férias — ressalta a coordenadora de Marketing da empresa, Claciana Freitas.

Da água para a terra. Também em Balneário Camboriú, a Camboriú Alto Padrão Imóveis resolveu associar à marca o glamour e o status de uma limusine. Durante o verão a imobiliária, que vende apartamentos entre R$ 1,5 milhão e R$ 17 milhões, oferece aos clientes credenciais vips para passeios na cidade. São três itinerários diferentes: roteiro feminino de compras, tour por pontos turísticos e praias da região e idas a restaurantes e festas da cidade.

Segundo Fernanda, a iniciativa foi um sucesso e as pessoas se interessam pelo mimo oferecido. A ação deve ser repetida no próximo verão.

—Queremos tornar os passeios a nossa marca. Muita gente nos procurou por causa disso e acabamos atraindo novos clientes— afirma.

Em Itapema, a construtora Pasqualotto oferece todo um aparato próprio para alguns de seus clientes, como passeios de iate, voos panorâmicos pela região feitos com o helicóptero particular da empresa e até traslados de uma cidade à outra. A empresa também empresta vagas em seu hangar particular, que fica a seis minutos de Itapema. Os serviços são oferecidos para clientes que já possuem um histórico de negócios com a empresa.

Para todos os bolsos

Direcionada a outro tipo de público, a R8 Empreendimentos vende apartamentos de até R$ 200 mil e também oferece regalias. O sócio proprietário Roberto Lippmann explica que até mesmo quem compra o imóvel pelo programa Minha Casa, Minha Vida tem vantagens na empresa.

— Fazemos sorteios, distribuímos brindes e oferecemos jantares em restaurantes. Também presenteamos nossos clientes com champanhe — conta.

Em Itapema, a Staff Imóveis apostou em uma decoração elegante com lustres luxuosos, escadas de vidro, elevador panorâmico, equipamentos de alta tecnologia e seis andares de conforto para chamar atenção dos visitantes. Para satisfazer compradores e vendedores, foram investidos cerca de R$ 5 milhões no local. Segundo o proprietário, Rogerio Gabriel dos Santos, o objetivo é fazer com que o cliente sinta-se em casa.

Inspirada no lema “Fazendo sempre mais do que o combinado” a empresa busca ser um diferencial no ramo imobiliário da cidade com atendimento personalizado durante a compra e o pós-venda.

— Senti essa oportunidade no mercado e resolvi investir. O cliente só precisa se preocupar em assinar o contrato, todo o resto do trabalho é nosso — explica Santos.

Além do atendimento personalizado, o prédio tem um salão de festas, espaço gourmet, mesa de jogos, área para confraternizações para os clientes, mezanino com videogame e uma área de lazer e entretenimento.

Fonte : Diario Catarinense (04/03/2014).