Por onde começar? Na hora de financiar um imóvel

A compra de um imóvel é sempre um momento de decisão e solicita muita atenção e planejamento. Não deixe a emoção falar mais do que a razão.


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Se você está pensando em adquirir um imóvel, já deve ter se questionado: qual a melhor maneira de me programar financeiramente para realizar esta compra? Certamente, uma das suas primeiras opções será recorrer ao crédito habitacional.

Primeiramente, busque por um imóvel que seja compatível com a sua renda. Às vezes, na hora da emoção não somos capazes de mensurar os reais benefícios e contrapartidas de um financiamento imobiliário. Por isso, planeje-se muito bem antes de fechar um contrato.

Atualmente são muitos os agentes financeiros que realizam esse tipo de serviço e que trabalham com variadas taxas de juros. Pesquise em diferentes instituições e identifique aquela que melhor atende às suas necessidades e ao perfil do imóvel que você deseja.

Você deve se valer do banco com qual você tem o melhor relacionamento e sua pesquisa deve começar onde você tem conta. Compare as condições de financiamento, as taxas de juros, os prazos, tempo de aprovação, entre outros fatores.

As linhas de crédito se diferenciam de acordo com o valor do imóvel, com a quantidade de parcelas, com o valor da entrada, entre outros fatores. Sendo assim, tenha bem definido o tipo de empreendimento que você almeja e como está o seu orçamento.

1– Simuladores de crédito auxiliam na projeção da compra

Definir qual tipo de financiamento não é uma tarefa muito fácil. Mas já existem instituições que disponibilizam simuladores de crédito em seus sites que auxiliam na projeção da compra.

Ainda no momento de pesquisa, faça a simulação do seu financiamento. Teste as linhas de crédito disponíveis em diferentes bancos.  Simule a projeção das prestações, quanto você precisará comprovar de renda para aprovar o valor que está sendo pleiteado no empréstimo, entre outras possibilidades oferecidas pelos simuladores.

2- Atenção para o CET ( Custo Efetivo Total)

Fique atento durante  as simulações de pagamento e pequise o CET(Custo Efetivo Total) que inclui além dos juros, os seguros obrigatórios, a taxa mensal de administração e tarifa de  avaliação de imóvel, em todos os bancos, frisando que deve começar pelo banco que você é  correntista. É preciso comparar o CET porque muitas vezes um banco oferece  a taxa de juros mais baixa, somado mais seguro outras taxas se torna maior, o que encarece o financiamento na sua totalidade.

3 – Convênios podem facilitar na hora do financiamento

Algumas instituições financeiras estabelecem convênios com empresas públicas e privadas. Antes de escolher em qual instituição você realizará o  financiamento, verifique se o local onde você trabalha possui algum tipo de parceria com agentes de crédito que realizam o financiamento habitacional.

Esses convênios possibilitam condições diferenciadas de negociação, como juros mais baixos ou prazos maiores, por exemplo. Informe-se e aproveite as vantagens que um convênio pode oferecer.

4 – Otimize seu tempo separando a documentação necessária

A documentação para financiar um imóvel pode ser providenciada antes mesmo de ir ao banco. Mesmo que alguns documentos possam ser solicitados de acordo com cada instituição financeira, de uma forma geral, há várias exigências em comum.

Pesquise quais são esses documentos básicos necessários para tê-los sempre em mãos. Essa atitude pode otimizar o seu tempo agilizando a liberação do financiamento.

5 – O financiamento não deve comprometer mais de 30% do orçamento

Depois de escolhida a linha de crédito e instituição financeira mais adequada para o seu perfil de compra é hora de ficar atento ao valor do financiamento. O empréstimo não deve comprometer mais de 30% do seu orçamento.

A aquisição de um imóvel é um comprometimento em longo prazo. Se o imóvel financiado ainda estiver na planta, devem-se levar em consideração os custos com a moradia atual, como gastos com o aluguel, por exemplo.

Uma análise cuidadosa do orçamento pessoal e familiar é fundamental. É importante identificar quanto da sua renda poderá ser comprometida durante o prazo do financiamento.

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SAIBA QUE VOCÊ TEM DESCONTO NA COMPRA DO PRIMEIRO IMÓVEL

Você Sabia desconto
Ao comprar seu primeiro imóvel residencial com financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação – SFH, você tem direito a um desconto de 50% no valor do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) cobrado pela Prefeitura local, e também desconto no valor das custas cartorárias com o registro da transação.

O desconto não pode ser obtido como reembolso e deve ser solicitado antes de efetuar o registro. Desta forma, o comprador que se enquadre na Lei deve solicitar o benefício por escrito ou através de requerimento próprio no Cartório.

Para conseguir o desconto do ITBI na Prefeitura o interessado deve fazer um requerimento e apresentar uma declaração do Banco informando valor do imóvel, do financiamento e dos recursos próprios, no cartório apresentar a guia do ITBI e o contrato de transação com financiamento e solicitar o desconto das custas. Cada município tem regras diferentes para comprovação desta condição, alguns podem pedir outros documentos para comprovação.

Importante: é necessário levar toda a documentação ao cartório para comprovar que se enquadra nas condições previstas na lei:

* a aquisição deve ser a primeira e o comprador não pode possuir outro imóvel.

* o contratante deve utilizar o SFH (Sistema Financeiro de Habitação).

* o imóvel deve ter finalidade residencial.

É um grande benefício, considerando que o valor do ITBI e das custas cartorárias giram em torno de 3,5% do valor do imóvel.

Para o Programa Minha Casa Minha Vida, os descontos são superiores a 50% e alguns municípios dão a isenção.

Esta possibilidade está prevista no artigo 290 da Lei Federal 6015/1973, mas nem todos sabem.

VAI COMPRAR SEU PRIMEIRO IMÓVEL? SAIBA QUE DOCUMENTOS PRECISA APRESENTAR

O processo é burocrático, portanto esteja preparado e conheça o passo-a-passo.

Comprar a casa própria é realmente uma grande conquista. Mas também é um momento que exige paciência para resolver os trâmites burocráticos. Segundo o gerente de vendas online da construtora MBigucci, Lucas Ocampo Striani, o primeiro passo é escolher o empreendimento e definir a forma de pagamento. “Depois disso, ele tem de apresentar os documentos pessoais e do cônjuge, se houver”, explica. São necessários RG, CPF, certidão de estado civil, comprovante de endereço, comprovante de renda e imposto de renda.

Com os documentos em mãos e a proposta de compra preenchida em formulário específico, dentro da imobiliária isso é passado para o departamento administrativo de vendas fazer uma análise de crédito. “Isso é necessário para ver se o cliente tem restrições cadastrais em seu nome e se tem condições de comprar um imóvel naquele valor”, detalha Striani.

Com a análise feita, em caso de aprovação, toda documentação é usada para a elaboração do contrato – com todas as cláusulas, forma de pagamento, descrição do imóvel, metragem, planta e memorial descritivo. Mas a burocracia não para por aí. É preciso também verificar se o vendedor ou o imóvel é alvo de alguma ação que possa impedir a venda.

Por exemplo, se o vendedor tiver dívidas, ele deve comprovar que tem patrimônio para cobri-las antes de vender seu imóvel. O imóvel pode também ter dívidas com IPTU e condomínio, e o comprador pode ter de arcar com elas.

É importante que os documentos estejam atualizados, emitidos até 30 dias antes de lavrar a escritura, uma vez que eles têm validade curta. Além disso, o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) precisa estar pago.

Como alguns documentos são pagos e não são baratos – principalmente os emitidos por cartórios – o ideal é fechar toda a negociação antes de solicitá-los.

Documentação do vendedor: – RG e CPF: documentos básicos de identificação. – Certidão de casamento ou união estável com regime de bens, se houver: ainda que o vendedor esteja vendendo um bem particular, que é só dele, o seu cônjuge ou companheiro em geral precisa manifestar que está ciente da venda. – Certidões negativas (principais): de protestos (obtidas em cartórios); de ações cíveis e criminais (obtidas no site da Justiça Federal); de execuções fiscais estadual e municipal (geralmente obtidas nos sites das respectivas secretarias de fazenda); de quitação de tributos federais (obtida no site da Receita Federal); de ações trabalhistas (obtida no site do Tribunal Superior do Trabalho); e de interdição, tutela e curatela (obtida em cartórios de registro civil das pessoas naturais e de interdições e tutelas). Essas certidões comprovam que o vendedor e seu cônjuge ou companheiro não têm dívidas tributárias, trabalhistas, não estão sendo processados e não estão interditados judicialmente, o que os impediria de vender o imóvel por conta própria. As certidões emitidas online são gratuitas.

Documentação do imóvel: – Matrícula atualizada: é preciso solicitar no cartório de registro de imóveis uma matrícula atualizada com uma certidão de ônus reais, para verificar se o imóvel em si não está sendo afetado por uma ação. A matrícula com a certidão de ônus trará o histórico completo do imóvel, incluindo alienações passadas, comprovação de propriedade e averbação da construção, que atesta qual é o tipo de construção feita naquele terreno e suas possíveis alterações que devessem ser documentadas. – Certidão de situação fiscal/IPTU: obtida na Prefeitura, mostra se o imóvel tem dívidas municipais, como o IPTU. Em algumas cidades, a certidão já pode ser emitida pela internet. – Declaração de inexistência de débitos condominiais: em caso de imóveis que fazem parte de um condomínio é necessário pedir esse documento para o próprio síndico ou para a administradora do local. Imóvel em inventário

Imóveis deixados de herança para alguém precisam de autorização especial para a venda. Os documentos são: – Caso haja um menor de idade como herdeiro, é necessária autorização de venda pelo Ministério Público. – Cópia autenticada do atestado de óbito. – Cópia autenticada do formal da partilha, documento do qual constam o imóvel e os herdeiros. – Certidão negativa vintenária de ônus reais. Fonte: Revista ZAP IMÓVEIS ( 13/05/2014).

O QUE VOCÊ PREFERE: CASA OU APARTAMENTO ?

Diversos fatores podem interferir na hora de decidir entre comprar uma casa ou um apartamento. Vale ressaltar que algumas características de cada moradia podem ser interpretadas como boas ou ruins de acordo com a personalidade e estilo de vida de cada pessoa. Avaliar bem esses aspectos é fundamental para que você faça a escolha certa e apresentamos  as principais diferenças entre os dois tipos de imóveis além das vantagens e desvantagens de cada um.

Casa:

Em geral, as casas são ideais para famílias. Normalmente, o destaque fica por conta de área externa maior onde as crianças podem correr e brincar, possibilitando aos pais supervisioná-las mais de perto. Com uma área maior, a organização dos bens pessoais também é facilitada. Porém, outros aspectos também devem ser levados em consideração. Veja alguns deles:

Casa redonda

Vantagens

  • Áreas externas amplas, facilitando a vida de quem gosta de ter animais de estimação de grande porte e muitas plantas, podendo até mesmo ter árvores frutíferas.
  • Maior privacidade.
  • Liberdade para criar suas próprias regras.
  • Possibilidade de modificar o imóvel, fazer uma reforma ou aumentar o número de cômodos.
  • Ter uma piscina exclusiva.
  • Garagem própria.
  • Não tem custos com condomínio.

Desvantagens

  • Manutenção mais trabalhosa e, em alguns casos, chega a ser mais cara.
  • Gastos maiores com segurança: alarmes na residência e vigilância no bairro.
  • Nem sempre se conhece tão bem a vizinhança.

 

 Apartamento:

apartammento

 

Apartamentos são ótimos para quem procura segurança e praticidade no dia a dia. Em geral, são solteiros ou casais jovens que preferem esse tipo de moradia, por passarem muito tempo fora de casa. Com mais opções disponíveis no mercado, eles também são a primeira opção de muitas famílias. Confira alguns aspectos:

Vantagens

  • Maior segurança.
  • Serviço de portaria facilitando a entrega de produtos e correspondências.
  • Não há preocupação com manutenção em geral, apenas do próprio apartamento.
  • Limpar e conservar a residência é mais fácil devido a área menor.
  • Em condomínios maiores, você pode ter área de lazer ampla, com piscina, academia, salão de festas e playground.

Desvantagens

  • Diversas regras de convívio e de condomínio definidas em assembleia pelos condôminos, restringindo bastante os hábitos individuais.
  • Garagem com vagas limitadas, geralmente não podendo ser utilizada por visitantes.
  • Qualquer área considerada comum tem horários e normas que devem ser cumpridas por todos os condôminos.
  • Maior preocupação com barulho.
  • Custo com condomínio.

 

Se você não consegue se decidir entre qual dos tipos é melhor para seu estilo de vida, ainda existe o “meio-termo”, os condomínios horizontais, que aliam a segurança dos prédios com a maior liberdade das casas. Além disso, gostos e necessidades mudam o tempo todo, então nunca descarte a possibilidade de mudar para uma nova residência com características completamente diferentes. Muitos casais, por exemplo, acabam saindo de apartamentos ao optarem por aumentar a família.

Conte sempre com ajuda de um corretor

Muitas pessoas veem o corretor como sendo apenas uma despesa a mais na hora de comprar um imóvel, mas devem pensar que contar com o trabalho de um profissional dessa área pode ajudar a reduzir os seus custos e o seu tempo em busca da compra perfeita.

Na hora de escolher prefira um corretor que conheça a região em que você está pensando em comprar o seu imóvel. É essencial que o corretor seja associado ao CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

Você está procurando uma casa ou um apartamento ? Envie-nos um e-mail para imoveis.caiovital@gmail.com. 
                                               

 

 

CALCULADORA AJUDA A BARATEAR FINANCIAMENTO DE IMÓVEL

Se seu financiamento está pesando no bolso, levá-lo para outro banco pode ser a solução; ferramenta da Proteste ajuda a fazer a melhor escolha.

Calculadora

 Calculadora: ferramenta da Proteste ajuda consumidor a saber se portabilidade vale a pena.

São Paulo – Uma calculadora desenvolvida em uma parceria entre a Associação de Consumidores Proteste e o site que cota valores de financiamentos Canal do Crédito pode ajudar o usuário a descobrir se vale a pena migrar seu financiamento imobiliário para outro banco a fim de pagar juros menores.

Em uma simulação feita por EXAME.com com um financiamento já antigo, iniciado há dez anos, a instituição mais barata oferecia uma economia de mais de 20 mil reais.

No simulador, o usuário insere os dados do seu financiamento e a taxa de juros paga atualmente, ou a proposta de taxa de juros que tenha recebido de outro banco. A base de dados compara várias instituições financeiras e calcula a economia que seria gerada na migração da dívida para cada uma delas.

A portabilidade do crédito – a possibilidade de migrar um empréstimo ou financiamento para outra instituição financeira, que cobra juros menores, sem custos adicionais ligados à instituição – foi regulamentada na última semana e finalmente tornou a migração dos financiamentos de imóveis vantajosa. Veja as regras estabelecidas na regulação.

Antes, a migração do crédito imobiliário gerava custos cartorários para a confecção de um novo registro de imóveis, o que frequentemente anulava a vantagem de transferir a dívida para uma instituição mais barata.

Agora, porém, só é necessário fazer uma averbação da transferência da dívida, o que sai bem mais barato no cartório.

A calculadora da Proteste/Canal do Crédito leva em conta não só a taxa de juros efetiva da operação como também esses custos de cartório. Assim, um mutuário que tenha uma proposta de portabilidade de um banco ou que apenas esteja pensando em transferir sua dívida pode calcular se realmente consegue custos melhores.

A portabilidade de crédito imobiliário é mais vantajosa para quem já tem financiamentos antigos, contraídos quando as taxas básicas de juros da economia – e consequentemente, as taxas de juros dos financiamento – eram maiores.

Simulação

EXAME.com simulou um financiamento hipotético e concluiu que, a partir dos bancos da base de dados da ferramenta da Proteste/Canal do Crédito, foi possível reduzir em mais de 20 mil reais o custo total do financiamento.

A reportagem simulou um financiamento de 20 anos contraído há dez anos, portanto, com 120 parcelas quitadas. Em 2004, as taxas de juros eram mais altas do que hoje, então foi simulada uma taxa de juros efetiva de 14% ao ano.

O valor do imóvel na época da contração do financiamento foi de 300 mil reais, e o valor financiado foi de 200 mil reais. Para o valor atual do imóvel, localizado na cidade de São Paulo, a suposição foi de 600 mil reais.

O sistema de amortização escolhido foi a Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante), a correção monetária dá-se pela Taxa Referencial (TR) e o valor da próxima parcela é de 1.940,37 reais. O saldo devedor é de 100.833,33 reais.

Em relação ao tomador do empréstimo, a idade escolhida foi de 37 anos, e a renda familiar bruta assumida foi de 15 mil reais.

Para essas condições, a pesquisa retornou sete resultados, com Custos Efetivos Totais (CETs) que variam de 10,95% a 14,82% ao ano. O valor da próxima parcela passou de 1.940,37 reais para valores que variaram entre 1.632,02 a 1.900,02 reais, dependendo do banco.

No campo “custos com a portabilidade” são mostrados os custos cartorários da transferência, que também podem ser comparados. Eles variaram de 1.169,21 a 2.518,21 reais, dependendo do banco.

Foram esses os custos que serviram para desempatar as duas instituições mais baratas. Portanto, é fundamental ficar de olho neles. No fim das contas, a economia total que esse consumidor hipotético teria com a portabilidade variaria de 6.599,92 reais a 20.454,58 reais.

Confira na tabela:

Banco CET Próxima parcela (R$) Custos com a portabilidade (R$) Economia total (R$)
Banco do Brasil 10,97% 1.664,13 1.169,21 20.454,58
Banco Pan 13,10% 1.810,37 1.299,21 12.665,90
Bradesco 11,48% 1.683,61 1.169,21 18.502,97
Caixa 11,35% 1.661,44 1.919,21 19.064,02
Citibank 14,82% 1.900,02 2.419,21 6.599,92
HSBC 10,95% 1.632,02 1.419,21 20.449,63
Santander 12,28% 1.709,23 2.518,21 15.721,42

Fonte: Calculadora da portabilidade Proteste/Canal do Crédito

É importante frisar que essas condições oferecidas pelos bancos variam de acordo com o financiamento, isto é, a renda e a idade do devedor, o valor financiado e o prazo que ainda falta, por exemplo.

Não quer dizer, portanto, que o BB será sempre mais barato e o Citi será sempre mais caro, ou que as taxas cobradas serão sempre aquelas. Para saber exatamente quanto você poderia obter de desconto ao fazer a portabilidade do financiamento do seu imóvel, você deve simulá-lo com os seus próprios dados.

Como usar a calculadora

Há duas maneiras de usar a ferramenta. O usuário pode preencher com a taxa de juros efetiva que paga atualmente e comparar com a de outros bancos; ou, se já tiver uma proposta de outra instituição financeira, comparar a taxa de juros efetiva que lhe foi oferecida com os custos dos outros bancos.

Primeiro é preciso se cadastrar – o que pode ser feito por e-mail ou com o perfil do Facebook – e, em seguida, preencher uma ficha com os dados do seu financiamento atual: nome, data de nascimento, CEP, tipo de imóvel, valor inicial do imóvel (quando o financiamento começou), valor do imóvel hoje (segundo avaliação de um profissional), banco do financiamento, valor financiado, taxa de juros efetiva (que pode ser a do financiamento original ou a da proposta de portabilidade que você tenha recebido), o número total de parcelas, o tipo de correção monetária, o valor da próxima parcela, o número de parcelas que já foram pagas, o sistema de amortização, a renda familiar bruta e o saldo devedor.

A ferramenta vai entregar o banco que mais geraria economia, já incluídos os gastos cartorários, bem como a relação de todos os bancos pesquisados – tanto os que geram quanto os que não geram economia.

 Fonte : REVISTA EXAME (11/05/2014).

 

PREÇOS DOS IMÓVEIS SOBE 0,5% EM ABRIL E REGIÃO SUL REGISTRA QUEDA

Variação do preço médio é menor do que a inflação em 15 cidades

Preço do m² subiu levemente no mês de abril (Foto: Shutterstock)

Pelo quinto mês consecutivo, o aumento anual do preço médio do m² no Brasil desacelerou no mês de abril, com 0,49%. No mês passado, o aumento foi de 0,64%. Já o Índice FipeZap Ampliado, que acompanha o preço dos imóveis em dezesseis cidades do Brasil, registrou aumento de 11,8% em comparação com o mesmo período do ano de 2013.

Apenas na cidade de Fortaleza (+1,38%) o aumento mensal de abril foi maior do que a variação esperada para o IPCA, que é de 0,80%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Nas outras 15 cidades, a variação mensal foi menor do que o aumento esperado para os demais preços da economia, que significa uma queda de preço real. Nas três capitais da região Sul, porém, houve queda nominal dos preços.

FipeZap

 

No acumulado do ano, as 16 cidades registraram aumento médio de 2,48%, variação também menor do que a inflação do período, de 2,99%. A capital cearense lidera a maior alta dos preços, com 4,04%. Porto Alegre (RS) é a cidade que apresenta a maior queda, com -1,63%.

Em São Paulo, a maior alta do ano até o momento é de +2,85%, valor muito próximo ao da inflação do período.

Preços – O Rio de Janeiro continua a liderar o valor médio do m², a R$ 10.538, enquanto Vila Velha (ES) ainda continua com o preço mais conta, a R$ 3.937.

Em São Paulo, o preço do m² chegou a R$ 8.003 e a média da 16 cidades foi de R$ 7.455. Veja no gráfico abaixo a tabela completa.

FipeZap

Variações em SP – Segundo os dados do Índice FipeZap, os bairros que tiveram maiores variações de preço do m² em 12 meses, em São Paulo, foram Água Rasa (26%), Sumaré (25%),Ipiranga (22%), Vila Gustavo (22%) e Ibirapuera (20%).

Já os bairros que tiveram as menores variações na capital paulista foram Jardim Prudência, São Domingos, Bom Retiro e Alto de Pinheiros, com 6% no valor médio do m², e Pacaembu, com variação de 5%.

Vila Nova Conceição, Jardim Paulistano, Ibirapuera e Vila Olímpia são os bairros com os maiores preços de São Paulo e tiveram variações entre 10% e 20%. A única exceção, neste caso, é o bairro Jardim Europa, que se manteve estável nos últimos 12 meses, de acordo com o FipeZap.

Fonte:  Revista ZAP IMÓVEIS (06/05/2014). 

SAIBA COMO AVALIAR SE É VANTAJOSO FAZER A PORTABILIDADE DO CRÉDITO

Segundo especialistas, é preciso olhar o Custo Efetivo Total (CET), que engloba não apenas os juros do financiamento, mas também outros encargos e taxas.

Portabilidade é sempre uma opção benéfica ao consumidor porque traz mais competitividade ao setor, como já foi visto no caso da telefonia móvel. Contudo, quando se trata de financiamentos, é preciso fazer as contas certas para ver se vale a pena migrar de instituição financeira.

O principal elemento desse cálculo é o Custo Efetivo Total (CET), que engloba não apenas os juros do financiamento, mas também outros encargos que operações de crédito têm, como seguros obrigatórios e taxas administrativas. O valor do CET deve ser pedido à instituição financeira com a qual o consumidor já firmou o contrato. Com o valor em mãos, é possível barganhar melhores condições junto a outros bancos, segundo o diretor de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira.

Fique atento e ligadoSegundo a associação, em uma simulação de um financiamento de imóvel de 1 milhão de reais, cujo prazo do contrato é de 30 anos (360 meses) e a taxa de juros ao ano é 10%, o CET é de 3,053 milhões de reais. Se uma nova instituição financeira oferecer 9,5% de juros, por exemplo, a parcela cai de 8.841 reais para 8.132 reais por mês e o CET para 2,927 milhões de reais. Se os juros forem reduzidos a 9% ao ano, o CET vai para 2,803 milhões de reais (7,788 mil reais mensais). Ou seja, com a redução para 9,5%, o valor do CET diminui 12,56% e, com a de 9%, ele cai 24,95%.

“A portabilidade de crédito é positiva porque os empréstimos de longo prazo são, geralmente, de valores grandes. Qualquer redução, por menor que seja, tem um impacto importante”, diz Oliveira. Segundo o economista, quanto mais antigo for o financiamento, é provável que as condições propostas sejam melhores, já que, no passado, as taxas de juros estavam mais altas.

É importante ressaltar que a portabilidade de crédito é diferente da renegociação de dívida. No caso da primeira, apenas se busca novas condições de pagamento. Já na segunda, a pessoa alega que não pode pagar o empréstimo e, por isso, pede o alívio das regras do contrato, como o aumento do prazo ou redução da taxa, muito comum em contratos de crédito consignado.

Vale ressaltar ainda que o banco onde o consumidor fez o contrato original tem até cinco dias para fazer uma contraproposta ao cliente. Se não o fizer no prazo, o contrato troca de mãos automaticamente. Além disso, cabe ao novo banco pedir a portabilidade ao original e não o consumidor, assim como a quitação da dívida com a instituição original.

A Calculadora do Cidadão, que está disponível no site do Banco Central, permite a comparação entre diferentes opções de financiamento. Ao digitar o número de meses da operação, o valor financiado e o CET (no campo taxa de juros mensal), é possível verificar o valor das prestações e comparar qual banco oferece parcelas mais baratas.

Fonte: Revista Veja (05/05/2014).

FINANCIAR IMÓVEL COM FGTS PODE FICAR MAIS BARATO COM PORTABILIDADE ENTRE BANCOS

Mudanças no financiamento com FGTS estarão disponíveis a partir de 5 de maio.

O cliente deve conhecer o custo total dos financiamentos para não acabar pagando mais caro no banco para o qual vai portarThinkstock

A portabilidade já é conhecida dos brasileiros na telefonia, nos planos de saúde e nas dívidas bancárias. A partir do dia 5 de maio, o consumidor também poderá trocar de banco no caso de financiamento de imóveis que utilizam a verba do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

A idéia do governo é incentivar a redução dos juros praticados pelos bancos por meio da concorrência. Mas essa vantagem só valerá a pena se os consumidores tomarem uma atitude: pesquisarem os bancos que oferecem as melhores taxas.

A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, afirma que a medida vai favorecer o consumidor que procura taxas de juros menores e não as encontra.

Mas ela diz que a portabilidade de banco não pode ser demorada nem enfrentar uma resistência dos bancos.

No ano passado, a instituição fez uma pesquisa sobre a dificuldade que os consumidores encontram em transferir um empréstimo de um banco para outro. Segundo a Proteste, “na prática, é impossível levar a dívida para outra instituição”. O que os bancos ofereciam era a contratação de um novo empréstimo.

Reajuste do FGTS pode encarecer financiamento imobiliário

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, a portabilidade dá ao trabalhador a possibilidade de buscar a instituição que lhe ofereça melhores condições de financiamento.

Segundo o especialista em planejamento financeiro e sócio-diretor da Soma Invest, Marcio Neubaer, o consumidor precisa ter uma postura proativa, procurando saber detalhes do financiamento.

— É preciso saber todos os penduricalhos que existem no contrato para poder comparar corretamente. Isso dá trabalho. E a maioria das pessoas não tem a disciplina necessária para ir atrás dessas informações. Além disso, o cliente deve ficar atento às compras casadas. O cliente deve conhecer o custo total dos financiamentos para não acabar pagando mais caro no banco para o qual vai portar.

A coordenadora da Proteste afirma que, em caso de venda casada — que é proibida —, o consumidor deve reclamar nos órgãos de proteção ao consumidor, no Banco Central e no CMN (Conselho Monetário Nacional), para mostrar que o objetivo da portabilidade não está sendo alcançado.

Fonte : Portal R7 (21/3/2014).