CRÉDITO IMOBILIÁRIO ATINGE R$ 10,3 BI E TEM MELHOR SETEMBRO EM 20 ANOS

crédito em verdeForam R$ 83,1 bi para aquisição e construção de imóveis em 9 meses. Em 1 ano, empréstimos com recursos da poupança somaram R$ 112,9 bi.

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com o uso de recursos da poupança somou R$ 10,3 bilhões em setembro, alta de 12% em relação a agosto deste ano e setembro do ano passado. Foi o melhor setembro dos últimos 20 anos, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), além do 5ª melhor mês da série histórica do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Nos primeiros nove meses do ano foram destinados R$ 83,1 bilhões à aquisição e construção de imóveis, 4,7% superior ao de igual período do ano passado.

Nos últimos 12 meses, até setembro, o volume de empréstimos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança do SBPE alcançou R$ 112,9 bilhões, superando em 9,2% o apurado nos 12 meses precedentes.

Foram financiadas, em setembro, aquisições e construções de 50,1 mil imóveis, crescimento de 13,8% em relação a agosto e de 13,3% ante setembro de 2013.

Entre janeiro e setembro, foram financiados 401,1 mil imóveis, aumento de 3,6% em relação a igual período de 2013. Já entre outubro de 2013 e setembro de 2014, foram financiados 543,7 mil imóveis, número que superou em 7% as 508,1 mil unidades contratadas nos 12 meses anteriores.

Fonte: G1 (28/10/14)

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PASSO A PASSO: COMPRAR IMÓVEL NA PLANTA

Comprar imóvel na planta envolve uma série de riscos, mas muitas vezes, é a única forma que uma pessoa tem de adquirir a casa própria, já que parte do pagamento é diluído durante a construção e o saldo restante pode ser financiado

 

Passo a passo em verde

 

No texto abaixo, dou algumas dicas para evitar problemas e fechar o negócio com maior segurança:

1) Defina o tipo de imóvel que pode comprar

Não visite stand de venda de imóvel cujo custo e padrão seja além do que sua capacidade financeira permite. Depois de olhar o “imóvel ideal”, decorado e repleto de itens de lazer, é comum que a pessoa não se contente com opções mais simples. Porém, dar um passo maior que a perna é extremamente arriscado e o consumidor pode acabar comprometendo seu orçamento mais do que pode e se endividando por mais tempo do que imaginou.

2) Saiba os custos “extras” envolvidos na compra do imóvel

Além do valor do imóvel, é preciso guardar recursos para pagar o registro da compra no cartório, além do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imobiliários), que varia de município para município e pode chegar a 3% do valor total do imóvel.

3) Conheça seu potencial financeiro

Isso significa mensurar o quanto tem de renda disponível e o que está comprometido com empréstimos e outros pagamentos. O banco não vai liberar o financiamento caso o seu salário mensal estiver muito apertado com outros compromissos.

4) Também é importante que o comprador saiba que o saldo devedor do imóvel sofre correção pelo INCC

O valor inicial indicado no contrato vai aumentar e o imóvel pode custar em alguns casos até 20% mais caro. Portanto, o comprador precisa estar preparado para desembolsar mais dinheiro. Pior ainda: se o imóvel atrasar, o saldo vai ficar o tempo todo sendo corrigido pelo INCC. Isso é ilegal, mas só é revertido mediante ação judicial.

5) Cuidado com as propagandas que dizem: parcelas baixas, que cabem em seu bolso

Parcelas muito pequenas no decorrer das obras são um perigo porque significa que, se o consumidor pagou quase nada durante as obras, o saldo a financiar será muito grande e ele pode não ter renda suficiente.

6) Antes de assinar contrato, procure fazer uma análise de crédito com alguns bancos para saber se você tem o financiamento pré-aprovado e qual o limite

Nem todas as construtoras são criteriosas, tampouco explicam para os consumidores que o banco pode negar o financiamento. Assinar o contrato no stand de vendas não significa que já esteja tudo certo. Os bancos são bastante criteriosos e analisam toda a ficha da pessoa. Renda comprometida com financiamento de veículo e empréstimo bancário, por exemplo, pode ser um motivo para ter o crédito negado.

7) Cheque a idoneidade da construtora

Analise o histórico da empresa buscando informações na Internet e veja se ela possui reclamações em sites especializados. Converse com proprietários de outros empreendimentos da construtora para saber se o imóvel foi entregue no prazo, se houve problemas construtivos, etc. É igualmente importante buscar no site do Tribunal de Justiça se a empresa está sendo processada. Qualquer sinal de problema, não faça negócio.

8) Verifique a documentação do imóvel

Saiba se a incorporação foi devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis e observe o memorial descritivo do empreendimento, pois nele constam informações fundamentais sobre o imóvel e o que será entregue, como metragem, características e materiais utilizados.

9) Guarde todos os folhetos de propaganda e papéis rascunhados pelo corretor

Esses papéis podem ser uma importante prova para um processo judicial contra a construtora, se for necessário. Por exemplo, há construtoras que prometem carro e eletrodomésticos no folheto, mas depois não cumprem. Ou então, dizem que o imóvel terá churrasqueira e entregam sem. Esses papéis conseguem comprovar o que o comprador está pleiteando

10) Guarde todos os folhetos de propaganda e papéis rascunhados pelo corretor

Esses papéis podem ser uma importante prova para um processo judicial contra a construtora, se for necessário. Por exemplo, há construtoras que prometem carro e eletrodomésticos no folheto, mas depois não cumprem. Ou então, dizem que o imóvel terá churrasqueira e entregam sem. Esses papéis conseguem comprovar o que o comprador está pleiteando.

11) Procure a prefeitura para saber se há projeto de desapropriação do terreno para alguma obra pública ou se o terreno está contaminado

Mesmo que o solo tenha sido tratado, se a contaminação constar na matrícula do imóvel, por exemplo, pode desvalorizar seu preço na revenda.

12) Não compre um imóvel com prazo de entrega atrelado a algum compromisso, como casamento, por exemplo

A entrega pode atrasar e causar problemas maiores. Infelizmente, há pessoas que se casaram há mais de ano e continuam sem a casa própria, morando de favor.

13) Fique atento a cobranças indevidas

As taxas Sati e corretagem são abusivas. A primeira porque é um serviço de análise de documentos e jurídico oferecido pela construtora que não pode ser imposto ao comprador. Isso porque analisar documentos faz parte do trabalho da vendedora e também porque indicar um advogado da própria empresa para assessorar o comprador é um contra senso óbvio. Qual é a isenção de um advogado contratado pela própria construtora para analisar o contrato feito por ela? E a corretagem porque, segundo o código civil, o vendedor é quem deve pagar o serviço.

Logo, a construtora não pode jamais transferir este custo para o consumidor. Além disso, não se pode configurar corretagem quando o consumidor é que foi até o stand de vendas por vontade própria e não teve o direito de escolher por quem seria atendido. Se a construtora contratou o profissional, é ela quem deve remunerá-lo.

14) A mais importante: jamais compre um imóvel no dia em que for visitar o stand

As empresas devem fornecer cópias dos contratos para leitura antes de serem assinados. É preciso ler atentamente todos os documentos e contratos, fazer contas projetando a evolução do débito com a correção média dos últimos anos, entender perfeitamente as cláusulas contratuais e consultar um especialista de confiança em caso de dúvidas. A decisão deve ser tomada sem interferência emocional ou pressão de corretores e vendedores. Não existe “negócio imperdível” que dispense uma análise cuidadosa.

 

Marcelo Tapai

Advogado especialista em direito imobiliário,

Membro da Comissão de Direito do Consumidor da OAB/SP e sócio do escritório Tapai Advogados

tapai@tapaiadvogados.com.br

Fonte: InfoMoney – Direito Imobiliário em Foco ( 27/10/14).

Dicas para comprar imóveis como investimento

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O setor imobiliário costuma atrair investidores com um perfil mais tradicional, em busca de rentabilidade e segurança

Um estudo divulgado em julho pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal Zap, aponta que 30% das pessoas que já compraram algum imóvel, realizaram a transação como um investimento.

O setor imobiliário costuma atrair investidores com um perfil mais tradicional, em busca de rentabilidade e segurança. “Por constituírem uma reserva de valor que tem se mantido acima da inflação, imóveis ainda podem ser considerados um negócio vantajoso”, explica Matheus Hofmann, diretor da Hofmann Imobiliária. Veja as dicas de especialistas para interessados em começar a investir no setor.

1. Procure um corretor

Para quem busca imóvel como uma maneira de conseguir uma renda extra, é importante buscar um corretor para saber quais são os imóveis que conciliem valorização, liquidez e valor rentável de locação. Por terem conhecimento do perfil e potencial de cada região, a ajuda de um profissional local pode ser determinante para encontrar uma propriedade que se enquadre no perfil do investidor.

2. Conheça o histórico da construtora

Para evitar futuras dores de cabeça, ao escolher um imóvel não basta checar apenas o apartamento em que se tem interesse. “É fundamental conhecer o histórico da construtora. Pesquise os últimos empreendimentos, verifique se eles foram entregues no prazo, os materiais aplicados na construção”, orienta Murilo Souza, gerente de vendas da Alliance Empreendimentos.

3. Imóveis na planta são um bom investimento

“Imóveis ainda na planta, quase sempre, apresentam mais opções de escolha e um preço melhor do que imóveis já concluídos”, explica João Pina Ferreira, diretor da JCP Construções e Incorporações S/A, responsável pela construção do empreendimento de luxo Solar Tambaú, em João Pessoa. À medida que a obra ganha forma, ela tende a ser cada vez mais procurada.

4. Apartamentos pequenos têm  mais demanda

Segundo Matheus Hofmann, quem procura investir em residenciais, normalmente opta por apartamentos de um ou dois quartos. Imóveis pequenos, especialmente se bem localizados, costumam ser locados mais rapidamente.

5. Conheça a vizinhança

Fatores como a infraestrutura do bairro são fundamentais para a valorização do imóvel.  Murilo Souza salienta que é sempre bom morar perto de serviços como academias, escolas, padarias, mas para garantir a tranquilidade, o ideal é que eles fiquem a duas ou três quadras de distância.

6. Localização é fundamental

Ao comprar um endereço comercial, a localização ideal é a que não precise de explicações de como chegar. Conheça o perfil da região e veja qual é o ponto forte do comércio: móveis, roupas, escolas, escritórios.

7.  Áreas comuns valorizam o imóvel

Comprar um apartamento que a construtora entregue as áreas comuns do prédio já decoradas e mobiliadas é outro fator que contribui para a valorização do imóvel. “Normalmente, demora-se até dois anos para os condomínios se organizarem e decidirem o que vai ser feito na área. Para investidores que querem alugar ou revender,  é interessante que esses espaços já estejam prontos”,  aconselha Murilo Souza.

8. Busque novos mercados

Nos últimos anos o mercado imobiliário ganhou força em várias regiões do país, especialmente Norte e Nordeste. “A valorização deve ser mais acentuada onde houver investimentos em infraestrutura e empreendimentos”, orienta Matheus. Além do crescimento econômico, os preços dos imóveis são atrativos.

9. Terreno também é opção

Além da compra de casas ou apartamentos, os terrenos seguem como uma das melhores opções de investimento, principalmente os localizados em condomínios. No Nordeste, empresas como o Alphaville têm expandido a sua atuação e oferecem lotes acima de 400 metros quadrados e em áreas estratégicas, como o Alphaville Paraíba. Em Salvador, por exemplo, um dos empreendimentos da empresa apresentou valorização de 600% em seis anos.

Fonte: Redação www.administradores.com ( 21/10/2014).

Consórcio imobiliário reduz custo do financiamento

Com menor encargo, modalidade cria o hábito da poupança programada para o comprador

A carta de crédito é um documento representativo do valor disponível para a aquisição do bem.Arte: Júnior Lima

 A compra do imóvel por meio de consórcio é uma das opções de quem não tem pressa para realizar o sonho da casa própria e quer reduzir os encargos financeiros dos financiamentos existentes no mercado.

A opção impõe, também, o hábito da poupança programada para quem não possui disciplina financeira. A vantagem ao ser contemplado com  a carta de crédito é ter o poder de barganha de quem paga pelo imóvel à vista e assim obter maiores descontos.

A compra parcelada feita por um grupo de pessoas pode ser destinada para a construção, reforma ou mesmo a compra de um terreno ou imóvel, novo ou usado, ou  residencial. O grupo se une para pagar o valor do bem desejado em até 16 anos, com possibilidade de reduzir o prazo.

Há cartas de crédito para todas as faixas de renda. Nesta modalidade de aquisição do bem, o comprador paga uma mensalidade mensal e, como nos consórcios dos automóveis, nas assembleias mensais são feitos sorteios para contemplar os cotistas com a carta de crédito. Também é permitido dar lances para ter acesso a outras cartas de crédito, que ficam à disposição de quem optar por fazer a maior oferta.

O consorciado também pode antecipar o pagamento do saldo devedor na ordem inversa, a contar da última, mas  antecipação de pagamentos não dará direito a contemplação da cota.

Mesmo após a contemplação, o comprador que não utilizar a carta de crédito, terá a atualização monetária da mesma para evitar perda de poder de compra. A carta também é atualizada pela correção do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) a cada período de 12 meses a contar da data de constituição do grupo.

Desde 2009, a Lei 12.058 autorizou a utilização dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar, liquidar ou pagar prestações dos consórcios de imóveis. A cota do consórcio precisa estar em nome do titular da conta vinculada no FGTS e, para utilizar os recursos, é preciso ser cotista do fundo há mais de três anos.

Os bancos e financeiras oferecem a adesão aos seus consórcios. Uma das vantagens dessa modalidade é o menor custo em relação ao financiamento imobiliário tradicional, mas é preciso estar atento à taxa de administração.

Há opções que giram em torno de 16%, divididas conforme a instituição, além do fundo de reserva, que varia em torno de 3% e o seguro de vida, com taxas fixas durante a vigência do contrato. Muitos bancos oferecem a simulação dos valores conforme a disponibilidade financeira do futuro comprador.

O processo não envolve burocracia, pois na hora de contratar, não é necessário apresentar documento ou comprovante de renda na maioria dos bancos. Mas os consultores em finanças pessoais recomendam que a família não comprometa mais de 30% da renda com os custos de financiamento.

O mesmo deve ser aplicado no caso dos consórcios. Dessa forma, se houver a perda do emprego de um dos membros, a parcela destinada ao consórcio tem menor risco de não ser paga.

Na análise de viabilidade financeira dos clientes, muitos bancos operam com menor índice de comprometimento da renda, nos casos do financiamento imobiliário tradicional, medida adotada para evitar a inadimplência.

Adesões crescem 121% em dez anos

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), mais de 570 mil consorciados foram contemplados nos últimos dez anos. O número de cotistas ativos nos grupos em andamento cresceu 121,1% de 2005, quando somava 317,1 mil, para junho de 2014, quando chegou a 701 mil.

Os dados da Abac apontam que 62,8% dos consumidores utilizaram seus créditos para aquisição de residências, 15,3% de terrenos, 13,5% em reformas, 1,7% em imóveis ainda na planta e 0,7% em segundos imóveis na praia ou no campo. Os outros 6,0% foram direcionados para imóveis comerciais como escritórios, consultórios, lojas e até galpões.

No primeiro semestre do ano, os consórcios acumulavam 667,6 mil contemplados e registravam um milhão de novas adesões. No período, segundo a Abac, o total de créditos somou R$ 36,8 bilhões. Segundo a Abac, o crédito oferecido pelos compradores totalizou R$ 18,4 bilhões, nos seis primeiros meses de 2014.

Justiça acata uso do FGTS para quitação

A utilização do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação do consórcio imobiliário foi acatado pela 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1), ao conceder este direito a um casal do Estado de Goiás, em setembro.

O caso foi ajuizado após o consorciado titular ter o pedido de liberação do FGTS negado pela Caixa Econômica Federal (Caixa), gestora do fundo. Insatisfeita, a parte buscou a Justiça Federal que, em primeira instância, concedeu liminar, confirmada pela sentença, para liberação do saldo. A Caixa, então, recorreu ao TRF1.

A Caixa argumentou que o pedido do casal fere as regras estabelecidas pelo Conselho Curador do FTGS para utilização do saldo a fim de amortizar prestações de financiamento imobiliário, na modalidade consórcio, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado.

O TRF destacou que, de acordo com o Artigo 20 da Lei 8.036/90,  que dispõe sobre o FGTS, as movimentações do fundo para uso no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) podem ser “estendidas aos contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado”.

O relator do processo no TRF1, desembargador federal Jirair Aram Meguerian, entendeu que a utilização do saldo de FGTS é autorizada para pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional.

Serviço

  • A carta de crédito é um documento representativo do valor disponível para a aquisição do bem;
  • Ao ser contemplado, o consorciado tem o poder de barganhar na hora comprar o imóvel à vista e obter descontos;
  • O processo é feito sem burocracia, pois na hora de contratar, não é necessário comprovante de renda;
  • O futuro comprador faz a poupança  programada, que impõe o hábito da disciplina financeira. 

     

    Post originalmente publicado: D24am (10/10/2014).

Vale a pena fazer um consórcio para comprar um imóvel?

Uma modalidade de financiamento que vem ganhando muita força nos últimos anos é o consórcio. Com taxas por vezes bem mais atraentes do que um financiamento tradicional, muitas pessoas vêm recorrendo ao consórcio para comprar seus imóveis. Porém, muita gente ainda tem dúvida sobre como funciona essa modalidade de financiamento e se pergunta se vale a pena comprar um imóvel por consórcio. Já adiantamos a resposta: depende.

Primeiro cabe uma breve explicação sobre o que é um consórcio:

A instituição financeira não empresta o dinheiro nessa modalidade, ela apenas reúne interessados em comprar uma cota mensal e o dinheiro dos próprios participantes é que financia a compra. A cada mês, um ou mais participantes são sorteados e, quando isso acontece, são contemplados com uma carta de crédito, que é usada para comprar – inteira ou parcialmente – o imóvel. Também é possível dar um lance para ser contemplado (o mais alto ganha).

Lembre-se que como a instituição não emprestará dinheiro, não incidirá juros. No entanto, para comparar essa modalidade com um financiamento, por exemplo, deve-se comparar as taxas de administração e outros custos do consórcio com as taxas de juros do financiamento.

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Investimento de longo prazo

A primeira pergunta pra quem pensa em fazer um consórcio para adquirir um imóvel é “você precisa do imóvel no curto prazo?”. Se a resposta for positiva, é melhor você buscar outra forma de financiamento, porque no consórcio você pode demorar anos para ser contemplado.

Um casal de noivos que pretende se mudar daqui a um ano para o apartamento próprio, por exemplo, não deve buscar um consórcio. Por outro lado, se você já é dono de um apartamento e pretende investir em outro para ganhar com os aluguéis, as taxas mais baixas do consórcio podem ser uma boa pedida.

Dinheiro disponível

Caso você já possua um valor razoável disponível e pode dar um lance alto logo nos primeiros meses, o consórcio também pode ser uma boa. Obviamente que isso varia de grupo para grupo, mas, em geral, nos primeiros meses é preciso ter cerca de 50% do valor do imóvel pra dar o lance mais alto. Desde 2010 é possível também usar o FGTS na quitação, mas existem algumas limitações de valores do imóvel.

Dessa forma, perde-se a desvantagem de ter que contar com a sorte

“Poupança forçada”

Um argumento muito usado pelos defensores do consórcio é o de que ele seria uma “poupança forçada”. Isso quer dizer que, para aqueles que não têm disciplina, essa seria uma modalidade mais interessante do que a poupança tradicional, já que a pessoa é “obrigada” a pagar as parcelas. Essa afirmação tem seus méritos, mas é preciso cuidado.

Em primeiro lugar, disciplina – principalmente a financeira – pode ser conquistada com o tempo e esforço. Em segundo lugar, se uma pessoa já é indisciplinada financeiramente, existe uma grande chance dela não conseguir pagar as parcelas do consórcio. Fazendo isso, pode-se até recuperar parte do investimento, mais não todo; o padrão no mercado é 60% do que já foi pago. Numa poupança ou fundo de renda fixa, todo o dinheiro que você investir estará lá quando você não puder mais fazer o depósito mensal.

Por fim, vale lembrar que uma pesquisa sobre a instituição financeira que você vai realizar o seu consórcio é obrigatória. Pergunte não só sobre as taxas mensais, mas principalmente o histórico da empresa. Com a internet é fácil buscar em sites de reclamações se existe alguma história de fraude, má gestão ou má fé na instituição financeira que você escolher. Não dê bobeira e boa sorte!

Fonte:  BLOG Guia Bolso em 10/10/13.