ISENÇÃO DE IR NA COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS

Post Leão

Apesar de sujeitos à tributação definitiva pelo Imposto de Renda das pessoas físicas, é importante lembrar a existência de uma regra de isenção sobre o ganho de capital na compra e venda de imóveis residenciais que muitos contribuintes se esquecem.

A Lei 11.196/2005 estabeleceu uma isenção do Imposto de Renda sobre o ganho auferido por pessoa física residente no país na venda de imóveis residenciais à vista ou a prazo, desde que o alienante, no prazo de 180 dias contado da celebração do contrato, aplique o produto da venda na aquisição de imóveis residenciais localizados no País.

Algumas regras importantes, no entanto, devem ser seguidas pelos contribuintes:

a) No caso de venda de mais de um imóvel, o prazo de 180 dias será contado a partir da data de celebração do contrato relativo à primeira operação. Neste caso, estarão isentos somente os ganhos de capital auferidos nas vendas de imóveis residenciais anteriores à primeira aquisição de imóvel residencial;

b) A aplicação parcial do produto da venda implicará tributação do ganho proporcionalmente ao valor da parcela não aplicada;

c) No caso de aquisição de mais de um imóvel, a isenção de que trata este artigo aplicar-se-á ao ganho de capital correspondente apenas à parcela empregada na aquisição de imóveis residenciais;

d) O contribuinte somente poderá usufruir deste benefício uma vez a cada cinco anos, contados a partir da data da celebração do contrato relativo à operação de venda com o referido benefício ou, no caso de venda de mais de um imóvel residencial, à primeira operação de venda com o referido benefício;

e) A opção pela isenção de que trata este artigo é irretratável e o contribuinte deverá informá-la no respectivo Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital da Declaração de Ajuste Anual; e

f) Não integram o produto da venda, para efeito do valor a ser utilizado na aquisição de outro imóvel residencial, as despesas de corretagem pagas pelo alienante.

A referida isenção não se aplica nos seguintes casos:

a) Venda de imóvel residencial com o objetivo de quitar, total ou parcialmente, débito remanescente de aquisição a prazo ou à prestação de imóvel residencial já possuído pelo alienante;

b) Venda ou aquisição de terreno;

c) Aquisição somente de vaga de garagem ou de boxe de estacionamento.

A inobservância das condições estabelecidas na legislação permite que o Fisco exija o imposto baseado no ganho de capital, acrescido de juros de mora, calculados a partir do segundo mês subsequente ao do recebimento do valor ou de parcela do valor do imóvel vendido; e multa de ofício ou de mora calculada a partir do primeiro dia útil do segundo mês seguinte ao do recebimento do valor ou de parcela do valor do imóvel vendido, se o imposto não for pago até trinta dias após o prazo de 180 dias.

É importante destacar que serão aplicados fatores de redução (FR1 e FR2) do ganho de capital apurado na alienação, a qualquer título, de bens imóveis realizada por pessoa física residente no país.

A base de cálculo do imposto corresponderá à multiplicação do ganho de capital pelos fatores de redução, que serão determinados pelas seguintes fórmulas:

a) FR1 = 1/1,0060m1, onde “m1″ corresponde ao número de meses-calendário ou fração decorridos entre a data de aquisição do imóvel e o mês da publicação desta Lei, inclusive na hipótese de a alienação ocorrer no referido mês;

b) FR2 = 1/1,0035m2, onde “m2″ corresponde ao número de meses-calendário ou fração decorridos entre o mês seguinte ao da publicação desta Lei ou o mês da aquisição do imóvel, se posterior, e o de sua alienação.

Na hipótese de imóveis adquiridos até 31 de dezembro de 1995, o fator de redução FR1 será aplicado a partir de 1o de janeiro de 1996, sem prejuízo do disposto no artigo 18 da Lei nº 7.713/1998 (tabela de percentual de redução sobre o ganho de capital de imóveis adquiridos antes de 1988).

Fonte: Estadão (10/ 03/ 2015).

Anúncios

Como lidar com o Lucro Imobiliário?

Tablet Lucro imobiliário

O lucro imobiliário é o conhecido bom problema, mas do qual você não pode se esquecer na hora de fazer os seus negócios. Sempre que você vende um imóvel com lucro, precisa pagar imposto de renda sobre Ganho de Capital ou Lucro Imobiliário, cuja alíquota é de 15%.

A tarifa é cobrada sobre a diferença entre o valor de compra e de venda. Ou seja, se você desembolsou R$ 500 mil para comprar o seu imóvel e vendeu ele por R$ 800 mil, o seu ganho de capital foi de R$ 300 mil – e é aqui que incide o imposto.

O pagamento é feito assim que o imóvel é vendido. Na hora da assinatura da escritura, você tem até o último dia útil do mês seguinte ao da venda para recolher o imposto de renda sobre a transação. Se a venda foi realizada em setembro, o imposto deve ser pago até o fim de outubro.

Para calcular o imposto, você pode usar o Programa de Apuração de Ganhos de Capital (GCap) referente ao ano em que ocorreu a venda. No site, você preenche todos os dados da transação, como os dados do imóvel, o tipo de transação, a data de aquisição e a data da venda, o valor da alienação, se o contribuinte foi pago à vista ou a prazo, se houve benfeitorias e reformas ou se o imóvel foi adquirido em partes ou datas diferentes. O programa já calcula então o valor a ser pago. Na hora de declarar o Imposto de Renda, você deve apenas importar as informações do GCap para o Programa Gerador da Declaração.

Mas existem casos em que o imposto sobre ganho de capital não é cobrado. O mais comum é o chamado benefício de 180 dias. Quem vendeu um imóvel e usou este dinheiro para comprar um outro imóvel residencial em menos de seis meses fica isento da cobrança do imposto. Este benefício pode ser usado uma vez a cada cinco anos.

Então já viu: se você está pensando em revender o seu imóvel, precisa levar tudo isto em conta para poder fazer o melhor planejamento possível e garantir um bom rendimento para o seu investimento.

Fonte : Carolina Rudian Sandier -ESSER INVEST

Veja quando fazer um consórcio

Consórcio não é um investimento, ao contrário do que muitos acham.
Ele é muito eficiente para quem não tem uma organização financeira.

Consórcio é uma invenção brasileira, criada para suprir a ausência de linhas de crédito no país(veja mais sobre a história aqui). Não é um investimento, portanto, e este é um erro frequente, achar que ao comprar cotas de um consórcio você está fazendo um investimento. Na verdade trata-se de um financiamento.

Outro erro frequente é achar que consórcio é para quem não tem pressa. Na verdade quem não tem pressa aplica o dinheiro e recebe juros enquanto espera. No consórcio você não paga juros, mas também não recebe nada enquanto espera.

Então para que serve o consórcio? Ele é muito eficiente para quem não tem organização financeira. Se você é do tipo que não consegue guardar dinheiro e que costuma dizer que só consegue “ter as coisas fazendo dívidas”, então o consórcio é para você.

Outra hipótese boa para se usar o consórcio é quando você tem o dinheiro para dar o lance e retirar o bem ou serviço até os três primeiros meses.

Mas é preciso ter alguns cuidados. O maior deles é em relação a administradora. É preciso saber se ela está autorizada a operar pelo Banco Central e pesquisar se há muitas reclamações ou histórico de problemas.

  Fonte : G1 Jornal da  Globo  (24/03/15).

Preço de imóveis: As cidades onde ficou mais caro comprar casa própria em 2014

cidade porcentagem3

Que os imóveis no Brasil estão caros, ninguém tem dúvida. Mas, em certas cidades, os preços chegaram a subir quase 40% em apenas um ano.

Esse é o caso dos imóveis anunciados em Curitiba e em Florianópolis, que tiveram valorização de 36% e 35%, respectivamente, de acordo com a pesquisa DMI (Dados do Mercado Imobiliário) divulgada nesta semana pelo portal imobiliário Viva Real. As variações ficaram muito acima do aumento médio dos preços em todo o País, de 6,1% em 2014.

A DMI analisa mensalmente as variações dos valores do metro quadrado de mais de três milhões de imóveis usados ofertados no site para compra, em 15 cidades brasileiras.

Em Curitiba, os preços médios do metro quadrado anunciados pularam de R$ 3.167no 4º trimestre de 2013 para R$ 4.313 nos últimos três meses de 2014. No mesmo período, os preços saltaram de R$ 3.403 para R$ 4.601 em Florianópolis.

Campinas, Goiânia, Ribeirão Preto, Porto Alegre e Fortaleza também tiveram variações acima de 10% nos preços dos imóveis no ano passado, ao passo que Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador apresentaram evolução de 1%, 2% e 6%, respectivamente, nos preços dos imóveis.

Onde é mais caro

Apesar das valorizações, Curitiba e Florianópolis estão longe de ser as cidades mais caras para adquirir um imóvel usado.

No ranking dos metros quadrado mais valorizados do Brasil, Brasília aparece no topo, com valor médio de R$ 7.609. Isso significa que para morar em um apartamento de 70 metros quadrados em Brasília, o consumidor terá de desembolsar, em média, R$ 532.630,00.

Rio de Janeiro, São Paulo e Recife aparecem na sequência, com respectivos R$ 7.333, R$ 6.733 e R$ 6.000 por m².

“Como a capital do Brasil é menor do que São Paulo e Rio de Janeiro, os preços dos imóveis ficam concentrados em uma amostra menor, e acaba se valorizando mais”, explica o vice-presidente da Viva Real, Lucas Vargas.

CIDADES PREÇOS MÉDIOS DO M²
Brasília R$ 7.609
Rio de Janeiro R$ 7.333
São Paulo R$ 6.733
Recife R$ 6.000
Vitória R$ 5.082
Santos R$ 4.896
Salvador R$ 4.632
Porto Alegre R$ 4.615
Florianópolis R$ 4.601
Campinas R$ 4.404
Belo Horizonte R$ 4.375
Curitiba R$ 4.313
Fortaleza R$ 4.016
Ribeirão Preto R$ 3.634
Goiânia R$ 3.621

Para o executivo, apesar de altos, os preços devem se manter ou sofrer uma leve queda ao longo de 2015, frente ao crédito mais caro e a inflação crescente. “O custo elevado do empréstimo passa a pesar negativamente para a movimentação do mercado, apesar de a demanda seguir em alta.”

Já para alugar um imóvel, a cidade do Rio de Janeiro tem a média de preço mais cara por m², que sai por R$ 44,12 por mês. Em São Paulo, a média cai para R$ 35,98 e, em Brasília, vai para R$ 32,98. Fortaleza e Goiânia têm as médias mais baratas, com respectivamente, R$ 12,90 e R$ 15.

Fonte: Brasil Post (12/03/2015).

Veja dicas para declarar imóveis no Imposto de Renda de 2015

Especialistas tiram dúvidas sobre compra, venda e doações.
Casas e apartamentos devem estar listados na relação de bens.

Quadro post imp cinza

Compra, venda e doação de imóveis devem constar na declaração do Imposto de Renda. Além disso, todos os imóveis de propriedade do contribuinte devem ser listados. No entanto, é preciso atenção para preencher cada transição corretamente.

Veja abaixo dicas de especialistas para declarar imóveis:

Tenho um imóvel que nunca declarei. E agora? (Foto: G1)

“Imóveis que não foram declarados anteriormente por engano devem ser declarados agora, informando a data de aquisição”, diz o professor do curso de Ciências Contábeis da Estácio, Jurandir Mauro Pereira. “Se antes o contribuinte estava obrigado a declarar e não o fez, pode cair na malha fina agora”, aponta o especialista.

O valor total dos bens que obriga o cidadão a declarar o IR em 2015 é de R$ 300 mil. “Todos os imóveis o contribuinte é obrigado a declarar. O fato de ele ter um imóvel com valor superior a R$ 440 mil de custo de aquisição, por exemplo, já o obriga a fazer a declaração. Mas se o bem não totaliza esse valor, não o obriga. Nesse caso, se ele tem um imóvel de R$ 200 mil, por exemplo, mas não tem nenhuma outra renda que o obrigue a fazer a declaração, esse imóvel não vai constar em declaração nenhuma”, explica Pereira. O rendimento anual mínimo que obriga o cidadão a declarar o imposto neste ano é de R$ 26.816,55.


Quando comprei meu apartamento, paguei R$ 300 mil. Hoje, ele vale mais de R$ 500 mil no mercado. É preciso atualizar o valor? (Foto: G1)

Não. O contribuinte precisa declarar o valor que foi pago pelo bem, e não o valor atual de mercado. “Você só vai mostrar essa valorização quando vende o imóvel” por um valor maior do que o que pagou, explica o professor de finanças da FIAP Marcos Crivelaro.

 


Devo corrigir o valor pago pelo imóvel de acordo com a inflação do período? (Foto: G1)

Não. Segundo os especialistas, para o IR vale sempre a regra de que deve ser declarado o valor pago na época da compra.

 

 


Comprei um imóvel, mas ainda não terminei de pagar. Declaro o valor total? (Foto: G1)

Não. Se você financiou uma casa e já pagou 30% do total, por exemplo, declare apenas o valor pago no ano, aconselham os especialistas. “Caso o imóvel seja financiado, o contribuinte vai declarar o valor pago até 31/12/2014, independentemente do valor do imóvel”, explica Pereira. “O que você vai pagar a casa ano, vai acrescentando. A Receita quer o valor pago, não o de contrato”, diz Crivelaro.


Doei ou comprei um imóvel em 2013 ou antes. Essa informação deve constar na declaração de 2015? (Foto: G1)

Não. Pereira, lembra que as doações devem ser listadas como tal apenas no ano anterior ao da declaração. Logo, só declare doações de imóveis feitas em 2014. A partir dos anos seguintes ao da doação, o imóvel deve constar na lista de bens, e não na de doações.


Em casos de doação, como saber qual valor devo declarar? (Foto: G1)

Segundo os especialistas, a escritura do imóvel serve como documento de comprovação neste caso. É preciso considerar o valor que consta nesse papel. No entanto, Pereira lembra que, em casos de compra e venda, é necessário considerar o valor do documento da transação.


Em casos de doação, quem deve declarar?  (Foto: G1)

As doações são isentas de IR, e a transação tem que constar na declaração dos dois contribuintes. Se um pai passou uma casa para o nome de um filho, por exemplo, tanto o doador quanto o quem recebeu devem adicionar essa informação em suas respectivas declarações. “Tem que falar de quem veio e para quem vai o bem. Se só um declara, vai ficar só uma parte da história registrada. A Receita vai cruzar os dados e perceber”, diz Crivelaro.


Vendi um imóvel em 2013 ou antes, mas o comprador terminou de pagar em 2014. Na declaração de 2015, coloco o valor total? (Foto: G1)

Não. Crivelaro explica que nesse caso o contribuinte deve declarar à Receita apenas o que recebeu no ano anterior. Assim, é preciso inserir na declaração somente a quantia que foi recebida até 31/12/2014, sendo que o restante cabia às declarações anteriores. O mesmo vale para casos em que o comprador ainda tem parcelas a pagar: o que a pessoa que estiver vendendo receber até 31/12/2015 deve constar na declaração de 2016.


Vendi um imóvel em 2014. É agora, na declaração, que devo pagar o imposto? (Foto: G1)

Não, o recolhimento deveria ter acontecido antes. O imposto sobre o rendimento deve ser recolhido em até 30 dias da venda, segundo Crivelaro. Ele aponta uma exceção: “se o contribuinte possui apenas um imóvel e a venda ocorrer por um valor igual ou menor a R$ 440 mil, ou ainda se utilizar o valor da venda para comprar outro imóvel no prazo de 180 dias, não haverá incidência de imposto sobre o ganho. Isso vale se o contribuinte não realizou operação similar nos últimos 5 anos”.


reformei meu imóvel. Devo declarar? (Foto: G1)

Crivelaro explica que reformas e benfeitorias, com despesas com construções, devem sim ser informadas. “Você pode falar que seu imóvel é mais caro porque você fez benfeitorias. Todas as despesas devem estar comprovadas com notas fiscais. Se a pessoa fez uma reforma de R$ 100 mil, isso aumenta o valor do imóvel”, diz. “Se tem uma desapropriação, por exemplo, essa declaração é algo que pode te ajudar para obter um valor melhor. Ou, se você for vender, vai ter que mostrar o valor de compra e venda. Nessa questão, inconsistências podem dar algum problema.”


Tenho um imóvel que está alugado. Preciso especificar isso, mesmo sem tê-lo comprado em 2014? (Foto: G1)

O imóvel deve estar listado na relação de bens, e a situação de aluguel, na de rendimentos sujeitos a tributos, independente do ano de compra, dizem os especialistas. “Valores recebidos a título de locação de imóvel são considerados rendimentos tributáveis”, diz Crivelaro. “O inquilino declara que paga aluguel. Se, pelo outro lado, o proprietário não fala nada, tem algo estranho. É possível cruzar esses dados”, alerta.


Sou casado com comunhão de bens. O apartamento que está no nome do marido e da mulher devem ser declarados pelos dois? (Foto: G1)

Não. Segundo especialistas, no caso de casais que fazem a declaração em separado, apenas um dos cônjuges precisa informar a posse da casa ou apartamento.

Fonte : G1( 05/03/2015).

As 100 melhores cidades do Brasil para investir em imóveis

Quadro bege
Como rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro, este ranking das 100 melhores cidades brasileiras para investir em imóveis mostra os lugares que devem despontar no cenário imobiliário brasileiro nos próximos meses e anos, sem se reduzir a observar as regiões que já chegaram ao auge, mas que amanhã talvez não sejam mais a bola da vez.

O estudo, desenvolvido pela consultoria Prospecta Inteligência Imobiliária e divulgado com exclusividade para EXAME.com, traz um novo conceito de análise do mercado de imóveis ao se debruçar sobre a demanda de cada região estudada, em vez de se concentrar na oferta.

“O mercado sempre observa o preço do metro quadrado, que reflete os valores de imóveis já vendidos. Mas, o que garante que uma cidade valorizada terá demanda para absorver novos produtos? A oferta já aconteceu. Para ver o que está por vir é preciso analisar a demanda, que define o que será comprado, quando e como”, afirma Cristiano Rabelo, diretor de Novos Negócios da Prospecta.

O indicador P2i-Lead também se diferencia pelo tamanho de sua amostra: foram analisadas todas as cidades do país com menos de um milhão de habitantes, ou 94% dos municípios brasileiros.

Em comum, as 100 cidades com maior nota no P2i-Lead possuem características como renda per capita elevada, população com alto nível de instrução e de vínculo empregatício, um número considerável de empresas atuantes, déficit imobiliário elevado, entre outros. “O objetivo é mostrar se quem está na ponta da cadeia tem condições de adquirir produtos imobiliários”, diz Rabelo.

São Paulo foi o estado que mais se destacou, contando com cinco cidades entre as dez melhores para se investir no Brasil. São Bernardo do Campo foi a mais bem classificada no ranking, sendo seguida por Santo André (3ª), Osasco (4ª), Ribeirão Preto (6ª) e São José dos Campos (7ª). Outras cidades do estado também entraram no ranking como: Santos (15ª), Jundiaí (26ª), Diadema (31ª), Barueri (32ª) e São Caetano do Sul (36ª).

Veja aqui , a lista das 100 melhores cidades brasileiras para investir em imóveis. Abaixo de cada imagem foi destacado o potencial para investimentos de alto, médio e baixo padrão; a pontuação no indicador; e o déficit da região (percentual de domicílios alugados ou cedidos).

Fonte: Exame (06/02/2015).

Saiba como obter dinheiro para reformar sua casa ou apartamento

reformar-sua-casaQuem não tem fôlego financeiro para reformar ou decorar o imóvel ou até para finalizar a construção da unidade, pode contratar empréstimos para essas finalidades.

Essas linhas de crédito são oferecidas por bancos de grande e médio porte, como Banco do Brasil, Bradesco,Caixa, Itaú, Citi, Banrisul e Banco Pan, de acordo com levantamento feito por EXAME.com.

Dentre essas sete instituições financeiras, apenas o Bradesco e o Itaú não informaram as taxas praticadas na modalidade de crédito. Nos outros cinco bancos, os juros cobrados na modalidade podem variar entre 5% ao ano a até 38% ao ano.

Veja na tabela a seguir o resultado completo do levantamento e confira as condições exigidas nas linhas de crédito para reformas em cada um dos sete bancos pesquisados:

Linha de crédito Juros Prazo para pagamento Valor financiado Finalidade
Bradesco – CDC Reforma de Imóveis Não informa Até 4 anos Até 70% do valor total da reforma Reforma do imóvel
Caixa – Construcard 1,60% a 2,40% ao mês; 20,9% a 32,9% ao ano Utilização: 2 a 6 meses. Amortização: 1 ano a 20 anos e 10 meses A partir de R$ 1 mil Conclusão da obra, reforma ou ampliação do imóvel. Permite comprar materiais de construção, móveis planejados além de equipamentos como piscinas e aquecedores solares
Caixa – CCSBPE Reforma ou ampliação A partir de 0,41% ao mês; a partir de 5% ao ano Até 30 anos Não informa Conclusão da obra, reforma ou ampliação do imóvel
Itaú – Construshop Não informa Até 4 anos e seis meses Não informa Construir, reformar e decorar o imóvel
Citi – Crédito Reforma 1,15% ao mês + IGPM; 14,80% ao ano + IGPM (SAC) 5 a 20 anos A partir de R$ 25 mil, limitado a até 60% do valor de avaliação do imóvel Terminar obra ou reforma. Permite comprar materiais de construção e pagar prestadores de serviço
Banrisul – Reforma Residencial 1% ao mês + TR; 12,68% ao ano + TR Até 5 anos Até 90% do valor da obra. Valor mínimo para financiamento: R$ 10 mil Reforma. Permite comprar materiais de construção e pagamento de mão-de-obra
Pan – Crédito Reforma Sua Casa 1,0830% ao mês (SAC) e 1,42% ao mês (Price); 12,99% ao ano (SAC) e 17,04% (Price) Até 20 anos Mínimo de R$ 25 mil restrito a até 55% do valor do imóvel (Price) e 60% do valor do imóvel (SAC) Reforma. Permite pagamento de mão de obra e compra de materiais de decoração, construção, acabamentos e móveis planejados
BB – Crediário/ Construção 2,68% ao mês a 3,17% ao mês; 32,16% ao ano a 38,04% ao ano Até 4 anos (estabelecimentos não conveniados). Até 4 anos e seis meses (estabelecimentos conveniados) Até R$ 10 mil (não conveniados). Até R$ 50 mil (conveniados) Construir, reformar e decorar o imóvel. Permite compra de materiais de construção e móveis planejados

*Condições vigentes no dia 20/02/2015

Como é possível observar, a linha CCSBPE da Caixa é a que tem o menor juro, de 0,41% ao mês, enquanto a linha Crediário/Construção do Banco do Brasil cobra taxas de até 3,17% ao mês pelo financiamento.

Taxas de juros menores são cobradas, em geral, quando o banco pede o imóvel como garantia do empréstimo. Além disso, quanto menor o prazo do financiamento, maiores as chances de obter uma taxa reduzida.

O Pan e o Banco do Brasil financiam até 100% do valor da obra. Porém, ambos exigem um valor mínimo para contratação do empréstimo, e o Pan limita o crédito a um porcentual do preço do imóvel.

O pagamento das parcelas pode ser feito em até 30 anos, como no caso da Caixa, mas o prazo médio é de até cinco anos.

O valor do empréstimo para reforma da casa pode ser creditado na conta do correntista ou o cliente pode utilizar a linha especial ao obter um cartão específico.

Se a opção for pelo crédito em conta, o cliente pode escolher as lojas e o prestadores de serviços de sua preferência. O banco somente pode exigir documentos, como notas fiscais, que comprovem que as despesas estão relacionadas à obra. A regra impede a contratação de trabalhadores autônomos que não emitem nota fiscal.

Caso o imóvel seja dado como garantia, o crédito pode ser utilizado para qualquer finalidade, pois a linha não tem finalidade específica. Esse tipo de empréstimo é também conhecido como Crédito com Garantia de Imóvel (CGI) ou refinanciamento de imóvel.

Na forma de cartões, o uso do valor pode ser permitido apenas em lojas credenciadas pelo banco.

É o caso do Construshop do Itaú, que pode ser utilizado em 148 mil lojas credenciadas no Brasil que podem ser consultadas no site do banco; e do Construcard, da Caixa, que pode ser usado em cerca de 80 mil estabelecimentos credenciados no país.

No Crediário/Construção do Banco do Brasil, ligado ao cartão Ourocard, o cliente pode optar pela loja que desejar. Porém, consegue obter mais facilidades de pagamento em estabelecimentos conveniados, que também estão disponíveis para consulta no site da instituição financeira.

Contratação deve ser feita com cautela

Antes de optar pela linha de crédito, é necessário verificar a taxa de juro cobrada e o Custo Efetivo Total (CET) da operação, que mostra o valor final do empréstimo, incluindo o preço de seguros e taxas adicionais.

De acordo com Marcelo Prata, diretor do Canal do Crédito, site que compara linhas de financiamento, dependendo do custo da taxa, pode valer mais a pena contratar outra modalidade de empréstimo.

Prata explica que o financiamento da reforma, em geral, é uma linha de crédito pessoal que tem a reforma como chamariz e oferece algumas facilidades exclusivas. Ou seja, irá cobrar as taxas médias dessa modalidade.

“O proprietário do imóvel pode pagar juros de 4% a 5% ao mês nos grandes bancos quando um trabalhador público, por exemplo, conseguiria obter taxas mais reduzidas se optasse pelo empréstimo consignado, no qual as parcelas são descontadas do salário”, diz o diretor do Canal do Crédito.

As exceções são as linhas que exigem o imóvel como garantia do pagamento. “Esse tipo de crédito permite obter um valor maior de empréstimo, alongar o prazo para pagamento das parcelas e, ao mesmo tempo, obter taxas de juros menores”.

É necessário, porém, disciplina financeira para impedir que o banco tome o imóvel, caso o proprietário não consiga pagar o empréstimo.

Também é necessário considerar custos adicionais com seguros que podem ser exigidos pelo banco nesses empréstimos, como os seguros de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI), que também são cobrados nos financiamentos de imóveis convencionais.

O CGI ainda inclui custos cartorários que representam, em média, cerca de 1% do valor do imóvel. As despesas são necessárias para registrar o empréstimo e atestar que o proprietário concede ao banco a unidade como garantia de pagamento

Antes de contratar linhas de crédito para financiamento da reforma, é recomendável ter uma reserva financeira equivalente a 30% do valor do empréstimo. “É comum que reformas tenham custos imprevistos”, diz Prata. “Caso não consiga pagar as parcelas do financiamento, o proprietário do imóvel pode ter de pagar multas e juros a mais”.

Fonte: Exame (23/02/2015).