Caixa já contratou R$ 1,35 bi de linha de financiamento à casa própria do FGTS

A Caixa Econômica Federal informou que já contratou R$ 1,35 bilhão na linha de financiamento à casa própria pró-cotista, destinada a trabalhadores com conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) há, no mínimo, três anos.

Caixas FGTS

A Caixa tem disponível R$ 4 bilhões para liberar até o fim do ano nessa linha, que recebeu um incremento de recursos de R$ 5 bilhões autorizado pelo conselho curador do FGTS. O outro R$ 1 bilhão será desembolsado pelo Banco do Brasil. O BB mapeou 2,2 milhões de clientes que reúnem condições para pegar financiamentos por essa linha.

Para contratar, é necessário possuir conta ativa do FGTS com, no mínimo, 36 contribuições, consecutivos ou não. Se o cliente não possuir conta ativo, é preciso que o saldo total do FGTS seja igual ou superior a 10% do valor do imóvel (ou do valor de compra e venda, o que foi maior).

O interessado em contratar o financiamento não pode já ser proprietário de imóvel no município onde reside ou trabalho, nem nos municípios vizinhos e integrantes da mesma região metropolitana.

Na Caixa, é possível financiar até 85% do imóvel de até R$ 400 mil pelo prazo de 360 meses. As taxas de juros variam entre 7,85% ao ano e 8,85% ao ano. NO BB, é possível financiar até 90% do imóvel avaliado até o teto de R$ 400 mil, pelo prazo máximo de 360 meses. A taxa de juros é de 9% ao ano.

A linha pró-cotista recebeu, no fim de maio, um incremento de R$ 5 bilhões, autorizado pelo conselho curador do FGTS. A medida incluiu um pacote para de socorro aos financiamentos imobiliários, que ficaram sem recursos depois dos saques recordes da caderneta de poupança.

Na mesma reunião, o conselho reduziu o valor máximo do imóvel que pode ser financiado de R$ 750 mil para R$ 400 mil.

O Banco Central chegou a liberar os bancos para usar R$ 22,5 bilhões dos depósitos que são obrigados a manter no BC desde que fossem usados para operações de financiamento à casa própria.

Fonte:  Estadão ( 24/07/15).

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Financiamento imobiliário Pró- Cotista

Pró cotista O ano de 2015 vem sendo desafiador para o mercado imobiliário. Depois dos anúncios de aumento das taxas de juros nos dois principais bancos públicos, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (responsáveis por 70% dos financiamentos), o setor passou a ter impactos negativos do crédito mais caro.

Para aliviar um pouco esses efeitos foi lançado um novo pacote pelo governo federal onde os  bancos tiveram a liberação de 22,5 bilhões de reais para seren no financiamento imobiliário.

Um dos pontos de destaque do programa foi financiamento imobiliário Pró-Cotista do FGTS. Com 4,2 bilhões de reais liberados, o modelo tem uma política de juros mais agressiva, não há limite de renda familiar e permite financiar uma total maior dos imóveis com valor até 400 mil reais.

As mudanças nos juros são significativas. Na CEF, por exemplo, a taxa de juros do Pró-Cotista fica entre 7,8% a 8,5% ao ano, valor bem mais baixo do que o financiamento tradicional (que ia de 9% a 9,45% com as mudanças anunciadas no fim do ano passado).

Sob as novas regras, o correntista pode financiar até 90% do valor do seu imóvel pelo Pró-Cotista no Banco do Brasil e até 80% na Caixa Econômica.

Quem pode utliizar pró-cotista ?

– Você precisa ter conta vinculada ao FGTS por mais de três anos (na mesma empresa ou não)

– Você não pode ter outro financiamento habitacional e não pode ser proprietário de imóvel na cidade em que mora ou vizinhas.

– Além disso, o seu saldo deve ser na sua conta vinculada com o FGTS de, no mínimo, 10% do valor do imóvel.

Como pagar a casa própria ? Saiba como…

SFH. SFI. MCMV. Consórcio. Entenda as modalidades de aquisição de imóveis
SFI.SFH

Comprar um imóvel nos dias de hoje não é uma tarefa fácil, principalmente agora com tantas alterações, tantas regras novas, o mercado começa a raciocinar sobre as melhores medidas a serem tomadas em relação às novas regras.

Para que você entenda melhor como funciona o mercado, existem no mercado 04 principais formas de compra: O SFH (Sistema Financeiro da Habitação), SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), Programa Minha Casa Minha Vida e Consórcio de imóveis.

Atualmente, no Brasil, os bancos operam com 03 linhas de crédito: Minha Casa Minha Vida, SFH e SFI ou Carteira Hipotecária.

a) Para imóveis populares de até R$ 190 mil, que podem ser enquadrados dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Para ajudar quem vai comprar um imóvel novo, o governo federal criou, há cinco anos, o Programa Minha Casa Minha Vida. Talvez você conheça esse projeto, principalmente se está procurando financiamentos imobiliários, mas agora você saberá exatamente como o Minha Casa Minha Vida ajuda quem vai comprar uma casa ou um apartamento.Nem todos que estão atrás de um financiamento conseguem entrar no programa, pois são aceitas somente famílias com renda mensal de até R$ 5 mil. A partir daí, o programa tem quatro maneiras diferentes de ajudar no financiamento e estas condições mudam conforme sua faixa de renda. Os benefícios são:

  1. Pagar uma parte do imóvel;
  2. Pagar uma parte da entrada do financiamento (ajuda chamada de subsídio);
  3. Reduzir o valor do seguro que é cobrado em um financiamento habitacional;
  4. Oferecer taxas de juros menores, o que diminui os valores das parcelas e do financiamento.

b) Para os imóveis voltados para a classe média, avaliados em até R$ 750 mil no estado do Rio de Janeiro (em alguns estados, o limite é de R$ 650 mil), que entram no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional (SFH).

Nos acordos firmados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) são incorporados na prestação do financiamento os seguros contra DFI (Danos Físicos ao Imóvel), que cobre danos causados ao imóvel por fatores externos, e por MIP (Morte e Invalidez Permanente), proteção ao mutuário, ocasionada pelo seu falecimento ou incapacidade de trabalhar. No geral, os seguros habitacionais (MIP e DFI) costumam representar em torno de 3% do valor total da prestação.

c) Para imóveis mais caros, cujo modelo de financiamento usa a fórmula do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Trata-se de uma modalidade que visa suprir as carências do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), considerado “excessivamente regulamentado”, tornando o crédito imobiliário mais flexível ao seguir as condições de mercado, sem subsídio, incentivo ou interferência governamental.

Como a principal fonte de recursos deixa de ser a poupança, os recursos para o financiamento são captados entre grandes investidores institucionais, como fundos de pensão e bancos de investimento. O processo segue alguns passos:

  1. O banco (ou incorporadoras e construtoras) financia o imóvel aos compradores, que deverão quitar a dívida a longo prazo (a soma de todas as prestações que os bancos têm a receber dos mutuários chama-se “recebíveis imobiliários”);
  2. Instituições especializadas (securitizadoras) compram dos bancos esses recebíveis com um deságio e os oferecem aos investidores (processo conhecido como securitização);
  3. O dinheiro que os bancos recebem dos investidores é utilizado para ampliar os negócios de construção e de financiamento imobiliários, gerando um ciclo de crescimento produtivo;

Observações sobre o SFH e SFI:

Para cada caso existem regras gerais seguidas por todos os bancos e cada tipo de financiamento tem seus próprios parâmetros, que vão desde a exigência de renda mensal mínima, idade do tomador, tempo de duração do empréstimo até a possibilidade do uso do FGTS.

Apesar das regras gerais serem comuns, cada instituição bancária tem suas próprias exigências ou concessões. Na Caixa, por exemplo, os financiamentos de SFH ou SFI são de até 35 anos e hoje oferecem taxas entre 9,45% e 11%. Já no Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e HSBC, o prazo máximo é de 30 anos e os percentuais variam de acordo com o relacionamento do cliente com o banco. Alguns dos grandes bancos do país oferecem simuladores em seus sites, nos quais o cliente pode ter uma idéia do custo das prestações em cada sistema de amortização, calculado a partir do valor e do prazo do empréstimo pretendido e da taxa de juros vigente.

Após a alta de juros para SFH da Caixa em abril, oficialmente, o Banco do Brasil disse que até o momento não há nenhuma definição sobre alterações referentes aos produtos do BB Crédito Imobiliário. Atualmente, o banco opera com 9,9% ao ano mais TR para SFH e SFI sob consulta. Já o HSBC, Santander e Itaú afirmam que suas taxas de financiamento imobiliário praticadas dependem do perfil e do relacionamento do cliente com o banco. O Bradesco, por sua vez, diz que as taxas continuam as mesmas. Para imóveis dentro do SFH, o financiamento permitido é de até 80% do valor total, com até 30 anos para pagar, taxa de juros de 9,6% e liberdade de escolha do sistema de amortização.

E por último a modalidade do Consórcio que pode ser efetuada por bancos ou instituições cadastradas no Banco Central.

d) Os consórcios são uma modalidade de autofinanciamento desenvolvida no Brasil usada por milhões de pessoas para comprar algum bem – um imóvel, por exemplo. Funciona da seguinte maneira: a administradora do consórcio, uma instituição financeira, reúne um grupo de pessoas com o objetivo comum de comprar o mesmo bem – imagine, por exemplo, que 200 pessoas se juntam para comprar 200 imóveis, dividindo os pagamentos em 100 parcelas mensais. A cada mês, o dinheiro das parcelas pago por todos os participantes é usado para que ao menos dois deles possam fazer a aquisição.

As pessoas que terão direito a comprar o bem serão determinadas de duas formas. A primeira é por sorteio, com a participação de todos os membros do grupo. A pessoa sorteada receberá uma carta de crédito no valor definido no começo do consórcio e poderá usá-la para comprar seu imóvel. Mas quem não quiser contar apenas com a sorte também poderá fazer um lance: o maior leva a carta de crédito. No lance, cada uma das 200 pessoas desse mesmo grupo poderá dizer em quanto deseja antecipar o pagamento das prestações do consórcio. Se alguém se comprometer a quitar 50% da dívida em um único lance e nenhum outro participante do grupo estiver disposto a pagar um percentual maior do que esse, ele também será contemplado com a carta de crédito.

Comprar um imóvel por meio de um consórcio é bem diferente de fazer a mesma coisa pagando à vista ou tomando dinheiro emprestado em um banco. Ao contrário do crédito imobiliário, no consórcio não há o pagamento de juros à instituição financeira porque o dinheiro que permite que ao menos uma pessoa obtenha a carta de crédito por mês vem do bolso de todos os membros do grupo – e não do banco. O consorciado terá que arcar com outros custos, mas, se for sorteado rapidamente, poderá adquirir um imóvel com condições mais interessantes do que com o crédito imobiliário – mas isso depende de sorte. Já se demorar muito para ser contemplado, o participante perderá dinheiro, uma vez que poderia estar poupando por conta própria, investindo os recursos em alguma aplicação financeira e ganhando juros.

Os consórcios de imóveis podem financiar a compra de imóveis de baixo, médio e alto padrão. O valor das cartas de crédito começa em cerca de R$ 40 mil e vai até R$ 1 milhão. O número de parcelas de pagamento do consórcio também varia bastante e pode chegar a até 200 meses. O aumento do número de parcelas pode reduzir o valor das prestações mensais, mas é importante o comprador entender que o tempo para a compra do imóvel também poderá ser dilatado, já que as chances de ser sorteado rapidamente também diminuem. Por último, os valores das parcelas mensais começam em R$ 200 e podem superar R$ 3 mil.

Apesar de o consórcio não incluir a cobrança de juros, os consumidores terão de arcar com outras despesas. A instituição financeira responsável pelo gerenciamento do grupo cobrará uma taxa de administração de todos os consorciados. A taxa é diluída durante todo o tempo de existência do grupo, mas, em alguns consórcios, poderá ser um pouco maior nos cinco primeiros meses porque é acrescida da chamada “taxa de antecipação”. Na maior parte dos consórcios, será também necessário contribuir mensalmente com um fundo de reserva que cobrirá a eventual inadimplência de alguns participantes do grupo – se todo mundo pagar as prestações direitinho, o dinheiro do fundo de reserva retorna ao bolso dos consorciados ao final do grupo. Por último, algumas administradoras também exigem o pagamento de um seguro prestamista que cobrirá o saldo devedor de algum consorciado que venha a falecer. Todos esses custos juntos costumam representar mais de 20% do valor do imóvel. Antes de comprar o consórcio, pergunte qual é o custo efetivo total (CET) da operação, que já deverá englobar todas essas despesas.

Fonte – ADEMI e InfoMoney – Adaptado por Resumo Imobiliário (13/05/2015)

Venda de consórcio de imóveis cresce 25% no ano

consórcio
A alta dos juros, o crédito imobiliário escasso e as novas restrições da Caixa Econômica Federal para compra de imóveis usados têm feito quem sonha com a casa própria apostar mais no planejamento de médio e longo prazo e eleva a procura pelos consórcios. De janeiro a maio deste ano, a venda de novas cotas de consórcios de imóveis no País cresceu 25,4%, ao passar de 67,4 mil unidades nos cinco primeiros meses de 2014 para 84,5 mil neste ano, segundo dados passados com exclusividade ao iG pela Associação Brasileira de Administrados de Consórcios (Abac).

O presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi, acredita que essa grande procura pela carta de crédito de um imóvel demonstra que o brasileiro está mais atento ao planejamento financeiro. “Com todas as dificuldades atuais, as pessoas estão fazendo as contas e olhando mais para o orçamento. Isso aumenta a disciplina e o consórcio ganha espaço porque tem muitas vantagens. Mas esse é um produto para médio e longo prazo e o consumidor precisa ler o contrato e entender o que está comprando, saber sobre as contemplações por sorteio, por lance”, enfatiza Rossi.

Para Rossi, as mudanças nas regras do financiamento imobiliário feitas pela Caixa (que tem 70% do mercado de crédito imobiliário no Brasil) e os juros altos (que serão carregados ao longos dos financiamentos bancários e semestrais de imóveis comprados na planta) têm feito o consumidor pensar mais no custo de oportunidade. “A pessoa que vai casar daqui a três meses e entra num consórcio com a expectativa de ser contemplado nesse prazo pode se frustrar, mas isso também pode ocorrer. O que quero dizer com isso é que consórcio é planejamento financeiro. O bem será comprado, mas o tempo é variável. Tem de entender o orçamento doméstico para fazer uma compra planejada, sem sobressaltos, com as parcelas que cabem no orçamento.”

Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, aponta que a conjuntura atual possibilita o crescimente da procura por consórcio. “As restrições impostas pela Caixa de alguma forma contagiaram o mercado. Os bancos de forma geral estão financiando menos, aumentando as exigências para fugir da inadimplência, que tem crescido.

Rossi também destaca vantagens na compra e pagamento de consórcio:

1) Compra de imóvel com consórcio é como pagamento à vista
“Com o alto estoque hoje no mercado imobiliário, por exemplo, é possível negociar porque a carta de crédito contemplada é como dinheiro na mão. Dá para negociar, pedir descontos.”

2) Contemplação pode ser complementada com recursos do FGTS
Ao ser contemplado, por lance ou sorteio, o consorciado consegue utilizar o saldo do FGTS para comprar um imóvel maior ou melhor localizado. É uma oportunidade de incrementar a residência ou investir em um imóvel comercial para alugar.

3) Impostos e escritura podem ser pagos com carta de crédito
As custas de registros cartoriais – imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que é variável, mas em São Paulo é de 3% do imóvel – ou seguro do imóvel podem ser pagas pela carta de crédito, limitada em até 10% do valor do bem. Por exemplo, na compra de um imóvel de R$ 400 mil, o proprietário pode custear R$ 40 mil.

4) Correção monetária
“A cota de consórcio contemplada tem o valor separado do bolo do grupo, porque fica salvo e sendo corrigido, geralmente pela Selic (atualmente em 13,75% ao ano), que hoje está com uma excelente rentabilidade. O contemplado precisa estudar bem o contrato antes de fechar a aquisição do consórcio, ver as regras direitinho, quais taxas corrigem o investimento ao longo dos anos”.

Fonte:  Ig (02/07/2015).