Consórcio Imobiliário ???

broker-pronto-2 Você que está interessado em comprar um apartamento ou uma casa sem precisar passar pela aprovação de crédito de um banco, o consórcio é uma opção. Também serve  se você não tem pressa em se mudar, mas precisa de um incentivo para poupar.

Ele nada mais é do que um grupo de consumidores formado para arrecadar determinada quantia durante um certo período. Todos os meses, os participantes contribuem com um valor definido, criando uma poupança conjunta.

A cada mês, até o final deste período, uma ou mais pessoas são contempladas e recebem a quantia necessária para comprar seu imóvel. Este valor é determinado na criação do grupo.

O consórcio de imóveis pode ser mais vantajoso que um financiamento imobiliário, já que em grande parte dos casos seu custo é inferior ao pago nos empréstimos bancários.

Por outro lado, ao contrário do financiamento, onde o consumidor já sai com o crédito para comprar o imóvel, no consórcio, é preciso esperar ser sorteado, o que pode levar anos ou vencer um lance, o que depende de vários fatores.

Além disso,o risco de inadimplência é maior porque no financiamento. No financiamento, você corre o risco de ficar inadimplente. Já no consórcio o risco atinge a todo o grupo. Você estará emprestando seu dinheiro para comprar os bens de terceiros. Por isso, é necessário que todos paguem suas parcelas em dia. 

No caso de você optar pelo consórcio imobiliário, o uso do seu FGTS ( Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser utilizado em duas situações:

1) Para oferecer um lance ou

2) Para pagar o saldo devedor ou parte dele

Quem gerencia os consórcios no Brasil são instituições autorizadas pelo Banco Central (BC), o responsável por fiscalizar essa modalidade de crédito no país. São elas as responsáveis por gerir os recursos do grupo e aplicá-los de modo adequado, além de preservar a igualdade de direitos e deveres de todos os consorciados.

Fonte: Caio Vital
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INVESTIR EM IMÓVEIS É UM BOM NEGÓCIO?

Capa Ebook preto
A maior parte das pessoas quando pensa em imóveis, imagina um local para chamar de seu. Aquele local que escolheu, onde vai vivenciar momentos em família, ver seus filhos darem os primeiros passos e crescerem, reunir seus amigos começar ou recomeçar a vida. Mas pouca gente se dá conta de que é bem mais que isso.

Por outro lado, quando pensamos em investimento, quase imediatamente nos vem à cabeça CDB, Bolsa de Valores, Tesouro Direto, Fundos de Investimento, gráficos, SELIC, juros e uma miríade de siglas, sendo que a maior parte delas não sabemos bem o que significa.

Quase todo mundo que você conhece tem um imóvel onde mora, alguns têm outro na praia ou no campo, outros têm os dois, mas mesmo esses pensam, em geral, da mesma forma.

Muito tem se falado sobre as tendências da geração Y, que tem hoje entre 18 e 35 anos, de não ter o desejo de comprar um imóvel, mas apenas alugá-lo. Isso, segundo essas tendências publicadas, daria a eles mobilidade e maior liquidez. No entanto, isso simplesmente não se verifica na prática. Em 2015, 67% dos compradores do primeiro imóvel nos EUA tinham até 35 anos. Além disso, eles têm hoje uma renda média maior que as demais gerações, segundo a 2016 Home Buyers and Sellers Generational Trends Report da National Association of Realtors.

Essa geração respondeu por 35% das vendas de imóveis nos EUA em 2015, a maior percentagem para uma geração. Eles procuram características diferentes nos imóveis, se comparados a outras gerações, mas o mercado está sempre atento a isso.

O imóvel continua sendo um local para morar, descansar, relaxar e ser feliz – e isso vale para todas as gerações.

Mas, além disso, o imóvel é um grande investimento, e muita gente sabe disso, principalmente quando estamos comprando. No entanto, se você perguntar para alguém quanto ela tem de investimentos, com certeza, ela vai se lembrar do banco do CDB, Bolsa de Valores… E vai te dizer um montante em reais.

Por que isso acontece? Por que, invariavelmente, não consideramos o valor dos imóveis como parte de nossos investimentos?

Por várias razões, mas vamos destacar três:

  1. Não passa pela cabeça de quem mora naquele local que escolheu, onde estão todas as suas coisas, onde vive com sua família e que é sua referência de lar, transformar aquilo em dinheiro, simplesmente. Podemos trocá-lo por um de valor maior ou menor, mas é difícil imaginar deixar de ser proprietário. No inconsciente das pessoas, a venda do apartamento implica na compra de outro e, portanto, é uma operação de soma zero.
  2. Em segundo lugar, porque o imóvel não tem liquidez financeira, o que quer dizer você não pode convertê-lo em dinheiro vivo no momento que quiser. Vender um imóvel depende da demanda, do preço que estamos pedindo, das condições de financiamento do mercado, das expectativas econômicas, do estado do imóvel, enfim vai demorar um tempo que não é possível prever para a realização da venda. Como não temos controle sobre esses fatores, nós simplesmente consideramos como um valor inacessível, que pode ser aproveitado, mas sempre estará comprometido com imóvel.  A casa de campo e a casa na praia, embora tenham o mesmo conceito, recebem um tratamento diferente e são entendidas como reserva de valor, e não exatamente como investimento.
  3. Nossa cultura nacional e nossa experiência como brasileiros, convivendo com variações imensas na taxa de câmbio, no valor do aluguel, no preço dos imóveis, na taxa de juros, no preço dos produtos e com o desemprego, nos ensinou que é preciso ter um porto seguro, um local para chamar de seu. Já vivemos tantas incertezas que não queremos trazer mais uma para a nossa vida, principalmente por ela ser referência da nossa família.

Considerar os imóveis como investimento não significa que iremos vendê-los quando notarmos sua alta nem que iremos comprá-los somente quando os preços estiverem em queda. Significa, antes de tudo, a possibilidade de gerenciar nossos investimentos, no curto, médio e longo prazo.

A primeira grande dificuldade é saber quanto vale um imóvel e como ele se valoriza. Mas hoje isso pode ser medido com razoável segurança. A segunda grande dificuldade é que, quando um imóvel sobe de preço ou é valorizado, em tese, todos os outros da região sobem proporcionalmente. Não é raro ouvir de um proprietário que, se ele vender o imóvel que tem há tantos anos, vai apenas conseguir comprar outro do mesmo tamanho na mesma região e que, consequentemente, não houve valorização daquele bem. Precisamos mudar o foco da comparação e tratá-lo e compará-lo como os demais investimentos.

Quando comparamos a valorização dos imóveis com a inflação medida pelo IPCA e o CDI (basicamente o rendimento do CDB) entre janeiro de 2013 e maio de 2016, é possível notar que os imóveis nem sequer acompanharam a inflação. Nesse período, o CDI rendeu bem mais.

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No entanto, se fizermos a mesma comparação para um período um pouco maior, de janeiro de 2011 a maio de 2016, tudo muda. Neste intervalo mais longo, a valorização dos imóveis superou a inflação e mesmo o CDI.

Foi, sem dúvida, um bom investimento. É bem verdade que esse período captou investimentos em imóveis não é a mesma dos investimentos em fundos de investimento, que permite o saque e possibilita ao investidor mudar para outro fundo com melhor rendimento no mesmo dia ou na mesma semana. Porém, os imóveis costumam ser investimentos rentáveis no médio e longo prazo.a alta dos preços de imóveis, que se manteve até o início de 2014, quando essa tendência começou a perder força.

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Gráficos elaborados pelo autor com dados da FIPEZAP  e do Banco Central, considerando um imóvel em São Paulo com três dormitórios.

Ele deve ser utilizado como um investimento, por exemplo, para aquele casal que acabou de casar e compra um imóvel. Quando chegam os filhos e é preciso mais espaço, a compra de um maior se faz necessária. Neste caso, o investimento no imóvel anterior vai ajudá-los na compra do maior. Com o passar do tempo, quando o casal já atingiu o ápice na carreira, faz sentido a nova troca de imóvel por outro com mais conforto e mais conveniências. Esse mesmo casal vários anos depois, quando os filhos já se casaram, descobrem que não precisam ter um imóvel tão grande, afinal, ele fica praticamente vazio. Novamente, outra mudança e a busca por um imóvel menor. Quando isso ocorre, uma parte desses investimentos que o casal fez durante a vida é resgatado e vai compor seu fundo de aposentadoria.

Existem muitos outros exemplos, mas o mais importante é entender que adquirir um imóvel é um investimento que tem baixa liquidez e, portanto, deve ser considerado para o médio e longo prazo, mas que costuma ser um bom negócio.

Aí vem a pergunta quase automática: “E quanto a comprar imóveis para alugar?” Bem, esse é um tema para outro artigo.

 

Fonte: Carlos A. Dariani, Economista e Diretor da Moneyus Consultoria (25/07/2016)

Preços dos imóveis estão em queda real

Post crise 2016
Num momento de extrema fragilidade, política e econômica, que nosso país atravessa, não podemos negar o quanto todo esse cenário impacta no mercado imobiliário, tanto para  investidores como para pessoas  que querem comprar um imóvel para morar.

Neste caso, são basicamente duas vertentes: investidores que são atraídos pelas altas de juros e por conta disso deixando de lado a possibilidade de comprar imóveis como investimento e las pessoas que querem comprar um imóvel para morar que são movidas por insegurança e pela expectativa em relação ao desfecho do impeachment da presidente Dilma Rosseff.

É claro que, para quem compra o imóvel para investir é melhorar esperar as taxas de juros baixarem. Se a intenção for comprar o imóvel para moradia e você encontrou uma casa ou um apartamento com preço bom, feche o negócio . Atualmente, existe a portabilidade e se os juros caírem, é só transferir o financiamento para um banco que pratique taxas menores ou negociar com o mesmo banco.

Vale lembrar que, apesar da taxas de juros  a longo prazo, os valores baixos dos imóveis acabam compensando esses juros. Isso porque o preço dos imóveis estão em queda real.

Segundo o Índice Fipezap, que mostra a variação nos valores médios do metro quadrado de 20 cidades brasileiras, o preço dos imóveis subiu apenas 0,53% nos últimos 12 meses até março.  O aumento ficou muito abaixo da inflação medida pelo IPCA, que foi de 9,5% no período, de acordo com o Banco Central. Ou seja, descontando a inflação, houve queda real dos preços de 8,10%.

Segundo alguns especialistas, o preço dos imóveis deve voltar a subir em 2018 ou depois, quando o desemprego cair e a renda voltar a subir. Isso se explica ao fato de que mercado imobiliário se comporta diferente do mercado financeiro, ou seja, é lento e demora mais para ser mudado.

Fonte: Caio Vital

Veja quando fazer um consórcio

Consórcio não é um investimento, ao contrário do que muitos acham.
Ele é muito eficiente para quem não tem uma organização financeira.

Consórcio é uma invenção brasileira, criada para suprir a ausência de linhas de crédito no país(veja mais sobre a história aqui). Não é um investimento, portanto, e este é um erro frequente, achar que ao comprar cotas de um consórcio você está fazendo um investimento. Na verdade trata-se de um financiamento.

Outro erro frequente é achar que consórcio é para quem não tem pressa. Na verdade quem não tem pressa aplica o dinheiro e recebe juros enquanto espera. No consórcio você não paga juros, mas também não recebe nada enquanto espera.

Então para que serve o consórcio? Ele é muito eficiente para quem não tem organização financeira. Se você é do tipo que não consegue guardar dinheiro e que costuma dizer que só consegue “ter as coisas fazendo dívidas”, então o consórcio é para você.

Outra hipótese boa para se usar o consórcio é quando você tem o dinheiro para dar o lance e retirar o bem ou serviço até os três primeiros meses.

Mas é preciso ter alguns cuidados. O maior deles é em relação a administradora. É preciso saber se ela está autorizada a operar pelo Banco Central e pesquisar se há muitas reclamações ou histórico de problemas.

  Fonte : G1 Jornal da  Globo  (24/03/15).

SAIBA COMO AVALIAR SE É VANTAJOSO FAZER A PORTABILIDADE DO CRÉDITO

Segundo especialistas, é preciso olhar o Custo Efetivo Total (CET), que engloba não apenas os juros do financiamento, mas também outros encargos e taxas.

Portabilidade é sempre uma opção benéfica ao consumidor porque traz mais competitividade ao setor, como já foi visto no caso da telefonia móvel. Contudo, quando se trata de financiamentos, é preciso fazer as contas certas para ver se vale a pena migrar de instituição financeira.

O principal elemento desse cálculo é o Custo Efetivo Total (CET), que engloba não apenas os juros do financiamento, mas também outros encargos que operações de crédito têm, como seguros obrigatórios e taxas administrativas. O valor do CET deve ser pedido à instituição financeira com a qual o consumidor já firmou o contrato. Com o valor em mãos, é possível barganhar melhores condições junto a outros bancos, segundo o diretor de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira.

Fique atento e ligadoSegundo a associação, em uma simulação de um financiamento de imóvel de 1 milhão de reais, cujo prazo do contrato é de 30 anos (360 meses) e a taxa de juros ao ano é 10%, o CET é de 3,053 milhões de reais. Se uma nova instituição financeira oferecer 9,5% de juros, por exemplo, a parcela cai de 8.841 reais para 8.132 reais por mês e o CET para 2,927 milhões de reais. Se os juros forem reduzidos a 9% ao ano, o CET vai para 2,803 milhões de reais (7,788 mil reais mensais). Ou seja, com a redução para 9,5%, o valor do CET diminui 12,56% e, com a de 9%, ele cai 24,95%.

“A portabilidade de crédito é positiva porque os empréstimos de longo prazo são, geralmente, de valores grandes. Qualquer redução, por menor que seja, tem um impacto importante”, diz Oliveira. Segundo o economista, quanto mais antigo for o financiamento, é provável que as condições propostas sejam melhores, já que, no passado, as taxas de juros estavam mais altas.

É importante ressaltar que a portabilidade de crédito é diferente da renegociação de dívida. No caso da primeira, apenas se busca novas condições de pagamento. Já na segunda, a pessoa alega que não pode pagar o empréstimo e, por isso, pede o alívio das regras do contrato, como o aumento do prazo ou redução da taxa, muito comum em contratos de crédito consignado.

Vale ressaltar ainda que o banco onde o consumidor fez o contrato original tem até cinco dias para fazer uma contraproposta ao cliente. Se não o fizer no prazo, o contrato troca de mãos automaticamente. Além disso, cabe ao novo banco pedir a portabilidade ao original e não o consumidor, assim como a quitação da dívida com a instituição original.

A Calculadora do Cidadão, que está disponível no site do Banco Central, permite a comparação entre diferentes opções de financiamento. Ao digitar o número de meses da operação, o valor financiado e o CET (no campo taxa de juros mensal), é possível verificar o valor das prestações e comparar qual banco oferece parcelas mais baratas.

Fonte: Revista Veja (05/05/2014).

FINANCIAR IMÓVEL COM FGTS PODE FICAR MAIS BARATO COM PORTABILIDADE ENTRE BANCOS

Mudanças no financiamento com FGTS estarão disponíveis a partir de 5 de maio.

O cliente deve conhecer o custo total dos financiamentos para não acabar pagando mais caro no banco para o qual vai portarThinkstock

A portabilidade já é conhecida dos brasileiros na telefonia, nos planos de saúde e nas dívidas bancárias. A partir do dia 5 de maio, o consumidor também poderá trocar de banco no caso de financiamento de imóveis que utilizam a verba do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

A idéia do governo é incentivar a redução dos juros praticados pelos bancos por meio da concorrência. Mas essa vantagem só valerá a pena se os consumidores tomarem uma atitude: pesquisarem os bancos que oferecem as melhores taxas.

A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, afirma que a medida vai favorecer o consumidor que procura taxas de juros menores e não as encontra.

Mas ela diz que a portabilidade de banco não pode ser demorada nem enfrentar uma resistência dos bancos.

No ano passado, a instituição fez uma pesquisa sobre a dificuldade que os consumidores encontram em transferir um empréstimo de um banco para outro. Segundo a Proteste, “na prática, é impossível levar a dívida para outra instituição”. O que os bancos ofereciam era a contratação de um novo empréstimo.

Reajuste do FGTS pode encarecer financiamento imobiliário

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, a portabilidade dá ao trabalhador a possibilidade de buscar a instituição que lhe ofereça melhores condições de financiamento.

Segundo o especialista em planejamento financeiro e sócio-diretor da Soma Invest, Marcio Neubaer, o consumidor precisa ter uma postura proativa, procurando saber detalhes do financiamento.

— É preciso saber todos os penduricalhos que existem no contrato para poder comparar corretamente. Isso dá trabalho. E a maioria das pessoas não tem a disciplina necessária para ir atrás dessas informações. Além disso, o cliente deve ficar atento às compras casadas. O cliente deve conhecer o custo total dos financiamentos para não acabar pagando mais caro no banco para o qual vai portar.

A coordenadora da Proteste afirma que, em caso de venda casada — que é proibida —, o consumidor deve reclamar nos órgãos de proteção ao consumidor, no Banco Central e no CMN (Conselho Monetário Nacional), para mostrar que o objetivo da portabilidade não está sendo alcançado.

Fonte : Portal R7 (21/3/2014).

 

Financiamento habitacional vira maior modalidade de crédito ao consumidor

Em agosto, o total de crédito concedido atingiu R$ 315 bi; já o financiamento de veículos perdeu espaço.

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SÃO PAULO – O crédito imobiliário se tornou, no mês de agosto, a principal modalidade liberada às pessoas físicas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, com R$ 314,9 bilhões, segundo estudo da Serasa Experian, com base na análise dos saldos das carteiras de crédito concedido às pessoas físicas, tanto com recursos livres quanto com direcionados, divulgada mensalmente pelo Banco Central.

“Isto é resultado do ritmo de crescimento do crédito imobiliário bem superior aos das demais carteiras, que já vinha numa crescente há anos e ultrapassou o crédito pessoal em agosto. Era só uma questão de tempo”, avalia o economista da casa, Luiz Rabi. A carteira brasileira agora está se aproximando das carteiras internacionais, segundo ele, “pois em outros países, é o crédito habitacional que tem mais espaço para crescer”.

 passo do financiamento

De acordo com Rabi, a tendência de que isso continue pelos próximos anos, em especial em 2014, visto que as outras carteiras são muito cíclicas, e a de crédito imobiliário é mais estrutural, de longo prazo. “E isso só intensifica com a taxa de juros no pico do aperto monetário”, destaca ele, que trabalha com uma Selic estável em 9,75% ao longo de todo o ano de 2014, sendo reduzida somente quando a inflação ceder de forma mais significativa.

“Pelo fato que os juros já vão inaugurar o ano com valor máximo, isso vai segurar as carteiras ligadas ao consumo, ao passo que o crédito imobiliário ”vai embora”, porque não é balizado por isso”, comenta.

gasto de casa

Em dezembro do ano passado, o crédito habitacional, que ocupava a segunda posição, com R$ 255,4 bilhões, representava 23,7% do crédito absorvido pelas pessoas físicas no País, uma diferença de 2,2 pontos percentuais em relação ao crédito pessoal. Em agosto deste ano, o crédito imobiliário atingiu R$ 314,9 bilhões, com 26,5% de participação, destaca a Serasa.

Em contrapartida, a carteira de financiamento de veículos (incluindo-se as operações de leasing) vem perdendo, desde 2011, adesões e, atualmente, ocupa a terceira colocação (R$ 204,3 bilhões, 17,2% do total). “Tudo o que é ligado ao consumo e bens duráveis sofre com o aperto monetário, pois o governo encarece o crédito para diminuir o consumo, que reduz os preços e, consequentemente, a inflação. Esta é uma característica do crédito neste ano que continuará no ano que vem”, afirma Rabi.

Para ele, o que pode ajudar um pouco estas linhas é a queda da inadimplência, “que deve continuar até o fim do ano”. Mas em 2014, destaca, a probabilidade é que ela pare de cair.

Conforme os dados divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo BC, o crédito para habitação avançou 2,7% em agosto na comparação com o mês anterior. Isso é resultado de um aumento de 2,6% nas taxas reguladas e de 4% nas taxas de mercado. Assim, o crédito para financiamento imobiliário acumula alta de 35,1% em 12 meses. Nesse período, as taxas reguladas cresceram 33,7% e as taxas de mercado, 47,8%.

Mercado imobiliário registra aquecimento em Ribeirão Preto

Cartórios de Ribeirão lavraram mais escrituras de maior valor.

cidade ribeirão

A comercialização de imóveis mais valorizados ajudou a aquecer o mercado imobiliário de Ribeirão Preto neste ano.

Dados coletados pelo Instituto de Economia da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão (Acirp) nos dois cartórios de registro de imóveis da cidade mostram que o valor total da escritura de compra e venda lavradas de janeiro a agosto cresceu 53% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, as operações de compra e venda de imóveis registradas nos cartórios neste ano, somaram R$ 2,8 bilhões, ante R$ 1,8 bilhão em 2012.

Prova de que imóveis mais valorizados foram negociados é que o volume de escrituras lavradas cresceu em uma proporção bem menor, de 18,5% no período.

“Estava procurando um imóvel para comprar desde o início do ano. Acabei fazendo um financiamento com um valor 10% maior do que tinha planejado porque o apartamento que encontrei tinha um valor um pouco mais alto. Mas valeu a pena”, diz a consultora de vendas Lívia Marcolinno.

Financiamentos

De acordo com Antonio Carlos Peixoto, diretor comercial de uma imobiliária de Ribeirão Preto, a facilidade de pagamento e nos financiamentos incentivou a venda de imóveis mais valorizados.
Segundo o Banco Central, de janeiro a maio deste ano, o financiamento imobiliário em Ribeirão cresceu 31%.

Para Peixoto, o aumento nos valores registrados nos cartórios da cidade também mostra que os compradores estão mais conscientes e fazendo registros com valores corrigidos dos imóveis, para evitar problemas com recolhimento de impostos no futuro.

“E o mercado imobiliário em Ribeirão também apresenta números positivos de negócios, pois mantém um crescimento estável”, diz.

Infográficos / A Cidade

Entrega de unidades incentiva negócios

Além da estabilidade nos negócios do setor imobiliário, muitos empreendimentos lançados em 2009 e 2010, época em que Ribeirão passou pelo ‘boom’ de mercado, começaram a ser entregues.

Essa movimentação, segundo Antonio Marcos de Melo, delegado regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) em Ribeirão, contribuiu para o aumento expressivo de escrituras lavradas.

“Muitos imóveis que estão sendo entregues agora tiveram escrituras passadas somente neste ano, isso gera esse aumento nos números dos cartórios”, diz.

zona sul

O autônomo Carlos Plínio, 45 anos, comprou um apartamento na Zona Leste de Ribeirão Preto, recebeu o imóvel no início deste ano e lavrou a escritura logo em seguida.

“Não fiz antes porque não tinha como. Agora como já estou no imóvel fiz a documentação toda certinha”, diz.

Reflexo

Ainda segundo Melo, com as boas condições para a compra de imóveis nos últimos anos, as negociações foram impulsionadas no mercado imobiliário, o que reflete até hoje nos processo de atualização de escrituras.

“Há quatro anos, houve um grande aumento nas vendas de imóveis, principalmente por conta dos lançamentos. E hoje ainda existe uma boa movimentação no mercado”, diz o delegado regional do Creci.

Consórcio Imobiliário ? Conheça as vantagens e as desvantagens

Para quem não tem pressa, o consórcio fica bem mais em conta que o financiamento.

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O consórcio imobiliário é indicado para quem vai comprar a casa própria, mas pode esperar para fechar o negócio. Para especialistas, o consórcio funciona como um disciplinador financeiro para quem não consegue juntar dinheiro por conta própria. Comprando o consórcio, o cliente é obrigado a depositar o dinheiro todo mês.

Carta de crédito é paga diretamente para quem está vendendo o imóvel

Quando a carta de crédito é liberada para o consorciado, o valor é depositado em conta à parte e é pago diretamente a quem está vendendo o imóvel. Caso o comprador do consórcio queira pegar diretamente o dinheiro, é preciso antes quitar todas as parcelas e esperar ainda 180 dias.

Para o consumidor que foi sorteado, mas não vai usar o crédito imobiliário de imediato, não há problema. Continua pagando as parcelas, e o valor da carta de crédito é depositado em uma conta bancária da administradora.

O valor vai ser atualizado, na maior parte das vezes, mensalmente por um dos índices da construção civil (INCC ou CUB). Eventualmente, também pode ser corrigido pelo IPCA ou IGP-M e também poderá depender do que consta no contrato.

Não é investimento

Apesar de ser uma forma de poupar, este recurso não deve ser confundido com uma aplicação financeira, já que ele não gera renda nem multiplica a riqueza pessoal. Deve estar associado à realização de um objetivo material, que é o consumo de um bem.

Por outro lado, o consórcio não cobra juros – apesar das taxas de administração, além de seguro e fundo de reserva, em alguns casos. Enquanto os juros para financiar um imóvel ficam em torno de 10% ao ano – podendo chegar ao dobro do valor do imóvel ao fim do pagamento –, o consórcio costuma cobrar taxas entre 10% e 20% do valor total do bem.

Entre janeiro e junho deste ano, a quantidade de consorciados cresceu 9,6% no País em relação ao primeiro semestre do ano anterior, com 5,5 milhões de participantes, segundo dados da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios).  

                           

                             Conheça as principais vantagens e as desvantagens                   

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                                                         Vantagens

                                       – Tempo menor do que financiamento.

                                       – Sorteio ou lance apressam acesso.

                                       

                                                       Desvantagens

                                    –  Paga taxa de administração e fundo de reserva.

                                    – Tem de poupar para dar lance.

 Dica importante:– A administradora do consórcio tem de ser regulada pelo BANCO CENTRAL – A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio oferece serviço de consulta ao consumidor sobre consórcios na internet ou pelo telefone (11) 3231-5022

Novo índice aponta moderação na valorização de imóveis

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BRASÍLIA – Em busca de uma resposta mais precisa para a dúvida sobre se o Brasil vive ou não uma bolha imobiliária, o Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira, pela primeira vez, um novo índice que apontou moderação na valorização dos imóveis no Brasil. De acordo com o BC, os dados do novo indicador reforçam a avaliação de que não há bolha no mercado imobiliário brasileiro.

O fenômeno conhecido como bolha acontece quando os preços dos ativos crescem e depois perdem valor de maneira radical, provocando uma desorganização do sistema. O risco de estouro de uma bolha no Brasil é uma preocupação que assombra a economia brasileira, principalmente a partir de 2010, quando o mercado imobiliário começou a crescer com maior força no País. Essa polêmica tem dividido a opinião de economistas brasileiros e estrangeiros que acompanham o mercado brasileiro e tema de inúmeros debates. Muitos deles acreditam até mesmo que essa bolha poderia estourar, quando o BC subir novamente a taxa de juros.

Chamado de Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), o novo indicador do BC mostrou que alta dos preços desacelerou de 20% em 2010 para uma taxa anual de 3% em janeiro de 2013. Na avaliação do diretor do BC Anthero Meirelles, o patamar atual dos preços se encontra bastante “equilibrado”. Segundo ele, o índice vai ajudar o BC a fazer uma análise sobre a variação na estrutura de preços dos imóveis no Brasil e auxiliar na definição de políticas prudenciais.

Moderação

O que vimos com esse índice é que houve de fato uma moderação na valorização de imóveis, afastando completamente qualquer risco de problemas”, afirmou Meirelles. “Não houve bolha. Nada disso aconteceu. Os ativos continuam valorizando-se. Houve um reequilíbrio”, acrescentou. Não está definido se a divulgação do índice será mensal ou trimestral.

O IVG-R considera o valor dos imóveis dados em garantia dos empréstimos em determinado mês, pelo valor de avaliação, numa amostra de cerca de 160 mil residências. A coleta é feita de imóveis localizados nas onze regiões metropolitanas consideradas no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.

Fonte : Estadão  em  03/04/2013