Guia para você que financiou ou vai financiar pela CAIXA

Casa PosteO Banco informa que quer fortalecer seu relacionamento com os clientes e interagir na busca de um melhor atendimento.

Veja as dúvidas mais comuns sobre o contrato:

1. Para receber informações da CAIXA, o que devo fazer?

É muito importante manter seu endereço e telefone sempre atualizados. Quando houver alguma mudança, informe imediatamente à CAIXA.

2. Como é formada a minha prestação no Contrato CAIXA financiamento habitacional?

Nos financiamentos habitacionais, a prestação mensal é composta por: Encargo Principal – parcela de amortização e de juros mensais;

• Encargos Acessórios – taxas de administração, seguros de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI).

3. Como são calculados os encargos e seguros?

• A parcela do encargo principal, referente aos juros, é recalculada em função de saldo devedor atualizado, taxa de juros, sistema de amortização e prazo restante do contrato, conforme condições contratadas.

• Os encargos acessórios variam de acordo com o tipo de financiamento. Você pode verificar no seu contrato de financiamento quais são os encargos acessórios que formam a sua prestação;

• O valor do prêmio do seguro MIP é obtido mediante a aplicação das taxas, constantes na Apólice, sobre o valor do financiamento na contratação ao percentual de pactuação de renda dos participantes;

• Para cálculo do valor do prêmio do seguro DFI é aplicada uma taxa sobre o valor de avaliação do imóvel.

4. Quando ocorre o vencimento da prestação?

O primeiro pagamento vence 30 dias após a assinatura do contrato. Você pode escolher a data de vencimento na contratação ou alterá-la durante a vigência do financiamento.

5. Como posso pagar as prestações do meu financiamento?

Débito Automático CAIXA é a forma mais prática de efetuar os pagamentos, pois não é preciso ficar dependente do recebimento de boleto de cobrança. Saiba mais:

• Com o Débito Automático, o valor da prestação é debitado automaticamente na sua conta corrente no dia agendado;

• É possível verificar o agendamento do débito no campo “lançamentos futuros” do extrato da conta quinze dias antes da data do vencimento de cada prestação. Caso não conste este lançamento, entre em contato com a CAIXA;

• É muito importante verificar no extrato da sua conta se o débito da prestação ocorreu, pois o recibo de depósito não é um comprovante de pagamento;

• Caso deseje optar pelo Débito Automático, procure a CAIXA.

Você também pode pagar usando o boleto de cobrança. Com ele, a prestação pode ser paga até a data de vencimento em toda a rede bancária:

• Após o vencimento, o pagamento do boleto pode ser feito em casas lotéricas, correspondentes bancários CAIXA AQUI ou, dependendo do tempo de atraso, somente nas agências da CAIXA;

• Se você não optou pelo débito automático e não recebeu o boleto pelo correio, pode pedir uma segunda via pelo telefone 0800 285 3185 (caso o boleto tenha até 60 dias), em qualquer agência da CAIXA ou clicando aqui.

6. O que acontece se eu atrasar as prestações do meu financiamento?

• O atraso no pagamento das prestações gera multa e juros, referente aos dias em atraso, e permite a CAIXA incluir as informações vinculadas ao seu contrato em cadastros restritivos de crédito como SERASA e outros;

• Caso você não pague as parcelas em atraso, a CAIXA pode leiloar seu imóvel;

• Na alienação fiduciária, você não pode transferir seu imóvel a terceiros sem o consentimento da CAIXA. Isso acontece porque o imóvel fica em nome da CAIXA e só é transferido para você após a quitação do financiamento.

7. Posso utilizar o meu saldo de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)?

Sim. Mas, somente quando você, o contrato e o imóvel estiverem enquadrados nas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) na data da aquisição do imóvel.

Para saber se no seu caso é permitido o uso do FGTS, clique aqui ou faça o download do Manual da Moradia Própria.

8. Posso usar o FGTS para quais fins?

• Amortizar o saldo devedor, ou seja, reduzir o prazo ou o valor do encargo;

• Pagar até 80% do valor da prestação;

• Liquidar o saldo devedor.

9. Onde posso tirar dúvidas e obter informações?

A CAIXA oferece diversos canais de comunicação para você entrar em contato sempre que quiser:

• O SAC CAIXA recebe reclamações, sugestões e elogios todos os dias da semana, 24h por dia, pelo número 0800 726 0101. O prazo para resposta é de até cinco dias úteis;

• A Ouvidoria recebe denúncias e reclamações não solucionadas pelo SAC, de segunda à sexta-feira, das 08h às 18h (horário de Brasília), pelo número 0800 725 7474. O prazo para resposta é de até 15 dias;

• O atendimento especializado recebe ligações de clientes com deficiência auditiva ou de fala, pelo número 0800 726 2492;

• Você também pode acessar o sítio da CAIXA no endereço www.caixa.gov.br sempre que precisar de informações adicionais.

Para captura do Guia:

GUIA RÁPIDO DE INFORMAÇÕES IMPORTANTES


Fonte:
Caixa

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Caixa já contratou R$ 1,35 bi de linha de financiamento à casa própria do FGTS

A Caixa Econômica Federal informou que já contratou R$ 1,35 bilhão na linha de financiamento à casa própria pró-cotista, destinada a trabalhadores com conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) há, no mínimo, três anos.

Caixas FGTS

A Caixa tem disponível R$ 4 bilhões para liberar até o fim do ano nessa linha, que recebeu um incremento de recursos de R$ 5 bilhões autorizado pelo conselho curador do FGTS. O outro R$ 1 bilhão será desembolsado pelo Banco do Brasil. O BB mapeou 2,2 milhões de clientes que reúnem condições para pegar financiamentos por essa linha.

Para contratar, é necessário possuir conta ativa do FGTS com, no mínimo, 36 contribuições, consecutivos ou não. Se o cliente não possuir conta ativo, é preciso que o saldo total do FGTS seja igual ou superior a 10% do valor do imóvel (ou do valor de compra e venda, o que foi maior).

O interessado em contratar o financiamento não pode já ser proprietário de imóvel no município onde reside ou trabalho, nem nos municípios vizinhos e integrantes da mesma região metropolitana.

Na Caixa, é possível financiar até 85% do imóvel de até R$ 400 mil pelo prazo de 360 meses. As taxas de juros variam entre 7,85% ao ano e 8,85% ao ano. NO BB, é possível financiar até 90% do imóvel avaliado até o teto de R$ 400 mil, pelo prazo máximo de 360 meses. A taxa de juros é de 9% ao ano.

A linha pró-cotista recebeu, no fim de maio, um incremento de R$ 5 bilhões, autorizado pelo conselho curador do FGTS. A medida incluiu um pacote para de socorro aos financiamentos imobiliários, que ficaram sem recursos depois dos saques recordes da caderneta de poupança.

Na mesma reunião, o conselho reduziu o valor máximo do imóvel que pode ser financiado de R$ 750 mil para R$ 400 mil.

O Banco Central chegou a liberar os bancos para usar R$ 22,5 bilhões dos depósitos que são obrigados a manter no BC desde que fossem usados para operações de financiamento à casa própria.

Fonte:  Estadão ( 24/07/15).

Consórcio imobiliário reduz custo do financiamento

Com menor encargo, modalidade cria o hábito da poupança programada para o comprador

A carta de crédito é um documento representativo do valor disponível para a aquisição do bem.Arte: Júnior Lima

 A compra do imóvel por meio de consórcio é uma das opções de quem não tem pressa para realizar o sonho da casa própria e quer reduzir os encargos financeiros dos financiamentos existentes no mercado.

A opção impõe, também, o hábito da poupança programada para quem não possui disciplina financeira. A vantagem ao ser contemplado com  a carta de crédito é ter o poder de barganha de quem paga pelo imóvel à vista e assim obter maiores descontos.

A compra parcelada feita por um grupo de pessoas pode ser destinada para a construção, reforma ou mesmo a compra de um terreno ou imóvel, novo ou usado, ou  residencial. O grupo se une para pagar o valor do bem desejado em até 16 anos, com possibilidade de reduzir o prazo.

Há cartas de crédito para todas as faixas de renda. Nesta modalidade de aquisição do bem, o comprador paga uma mensalidade mensal e, como nos consórcios dos automóveis, nas assembleias mensais são feitos sorteios para contemplar os cotistas com a carta de crédito. Também é permitido dar lances para ter acesso a outras cartas de crédito, que ficam à disposição de quem optar por fazer a maior oferta.

O consorciado também pode antecipar o pagamento do saldo devedor na ordem inversa, a contar da última, mas  antecipação de pagamentos não dará direito a contemplação da cota.

Mesmo após a contemplação, o comprador que não utilizar a carta de crédito, terá a atualização monetária da mesma para evitar perda de poder de compra. A carta também é atualizada pela correção do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) a cada período de 12 meses a contar da data de constituição do grupo.

Desde 2009, a Lei 12.058 autorizou a utilização dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar, liquidar ou pagar prestações dos consórcios de imóveis. A cota do consórcio precisa estar em nome do titular da conta vinculada no FGTS e, para utilizar os recursos, é preciso ser cotista do fundo há mais de três anos.

Os bancos e financeiras oferecem a adesão aos seus consórcios. Uma das vantagens dessa modalidade é o menor custo em relação ao financiamento imobiliário tradicional, mas é preciso estar atento à taxa de administração.

Há opções que giram em torno de 16%, divididas conforme a instituição, além do fundo de reserva, que varia em torno de 3% e o seguro de vida, com taxas fixas durante a vigência do contrato. Muitos bancos oferecem a simulação dos valores conforme a disponibilidade financeira do futuro comprador.

O processo não envolve burocracia, pois na hora de contratar, não é necessário apresentar documento ou comprovante de renda na maioria dos bancos. Mas os consultores em finanças pessoais recomendam que a família não comprometa mais de 30% da renda com os custos de financiamento.

O mesmo deve ser aplicado no caso dos consórcios. Dessa forma, se houver a perda do emprego de um dos membros, a parcela destinada ao consórcio tem menor risco de não ser paga.

Na análise de viabilidade financeira dos clientes, muitos bancos operam com menor índice de comprometimento da renda, nos casos do financiamento imobiliário tradicional, medida adotada para evitar a inadimplência.

Adesões crescem 121% em dez anos

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), mais de 570 mil consorciados foram contemplados nos últimos dez anos. O número de cotistas ativos nos grupos em andamento cresceu 121,1% de 2005, quando somava 317,1 mil, para junho de 2014, quando chegou a 701 mil.

Os dados da Abac apontam que 62,8% dos consumidores utilizaram seus créditos para aquisição de residências, 15,3% de terrenos, 13,5% em reformas, 1,7% em imóveis ainda na planta e 0,7% em segundos imóveis na praia ou no campo. Os outros 6,0% foram direcionados para imóveis comerciais como escritórios, consultórios, lojas e até galpões.

No primeiro semestre do ano, os consórcios acumulavam 667,6 mil contemplados e registravam um milhão de novas adesões. No período, segundo a Abac, o total de créditos somou R$ 36,8 bilhões. Segundo a Abac, o crédito oferecido pelos compradores totalizou R$ 18,4 bilhões, nos seis primeiros meses de 2014.

Justiça acata uso do FGTS para quitação

A utilização do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação do consórcio imobiliário foi acatado pela 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1), ao conceder este direito a um casal do Estado de Goiás, em setembro.

O caso foi ajuizado após o consorciado titular ter o pedido de liberação do FGTS negado pela Caixa Econômica Federal (Caixa), gestora do fundo. Insatisfeita, a parte buscou a Justiça Federal que, em primeira instância, concedeu liminar, confirmada pela sentença, para liberação do saldo. A Caixa, então, recorreu ao TRF1.

A Caixa argumentou que o pedido do casal fere as regras estabelecidas pelo Conselho Curador do FTGS para utilização do saldo a fim de amortizar prestações de financiamento imobiliário, na modalidade consórcio, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado.

O TRF destacou que, de acordo com o Artigo 20 da Lei 8.036/90,  que dispõe sobre o FGTS, as movimentações do fundo para uso no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) podem ser “estendidas aos contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado”.

O relator do processo no TRF1, desembargador federal Jirair Aram Meguerian, entendeu que a utilização do saldo de FGTS é autorizada para pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional.

Serviço

  • A carta de crédito é um documento representativo do valor disponível para a aquisição do bem;
  • Ao ser contemplado, o consorciado tem o poder de barganhar na hora comprar o imóvel à vista e obter descontos;
  • O processo é feito sem burocracia, pois na hora de contratar, não é necessário comprovante de renda;
  • O futuro comprador faz a poupança  programada, que impõe o hábito da disciplina financeira. 

     

    Post originalmente publicado: D24am (10/10/2014).