Custo Efetivo Total- CET

O CET é nada mais que a taxa de juros que você irá efetivamente pagar, pois leva em consideração os encargos que estarão embutidos nas prestações. Esses encargos incluem as tarifas,  tributos, seguro e qualquer outro valor que o banco venha a cobrar de você como parte da operação de crédito.

A primeira coisa que  você deve fazer na  hora de financiar um imóvel  é pesquisar, efetivar a comparação e analisar as condições oferecidas para que  você  possa  escolher  a opção que é a mais vantajosa.

Normalmente as pessoas olham apenas para as taxas de juros praticadas por cada instituição, mas o CET –  Custo Efetivo Total  é o mais adequado, pois você terá uma visão mais real de quais são as melhores condições, tendo em vista que incluem tudo.

O que pode ocorrer é que muitas vezes a taxa de juros é inferior, mas as taxas de administração, tarifa de contratação/documentação e seguros envolvidos são mais caros.

Sendo assim, além de comparar os juros praticados no mercado, é importante também comparar o CET de cada banco que você fez a consulta.

Criado pelo Banco Central, por meio da Resolução 3.517 do Conselho Monetário Nacional, alterada pela Resolução 3.909, entrou em vigência em 03/03/2008, visando dar maior transparência às operações de crédito, como empréstimos, financiamentos e leasing.

Os Bancos, previamente à contratação de operações de crédito imobiliário, devem informar o custo total da operação, expresso na forma de taxa percentual anual.

A comparação e pesquisa podem parecer trabalhosas, mas são muito importantes, pois o financiamento habitacional é de longo prazo, e as condições de contratação valerão por todo o prazo do financiamento, assim quanto menor o custo melhor será para você!

Portanto, fique atento ao Custo Efetivo Total, o  CET !!!

Fonte: Caio Vital

Anúncios

Com uso do FGTS, financiar imóvel de até R$ 1,5 milhão ficará mais barato

 

post-mercado

A decisão do governo de elevar o teto de financiamento de imóveis com uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para R$ 1,5 milhão, em vigor a partir desta segunda-feira, 20, deve trazer algum alívio às incorporadoras, construtoras e consumidores, sobretudo os de classe média e alta. Mas, para especialistas, a medida não tem potencial para destravar de vez o mercado imobiliário e reinjetar ânimo na construção civil.

A economia para o consumidor mais endinheirado que está em busca da casa própria chega a R$ 250 mil ao final de um financiamento, segundo uma simulação elaborada pelo consultor Marcelo Prata, fundador do site Canal do Crédito. A parcela inicial, por exemplo, fica R$ 1.185,44 mais barata.

Já a taxa de juros pode ser 1,5 ponto porcentual menor entre o regime anterior e as novas regras. O efeito prático da redução no custo do empréstimo, contudo, deve ser maior. O cálculo utiliza a chamada taxa balcão, para quem não tem nenhum relacionamento com o banco.

A resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na semana passada permite não só o enquadramento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), como já era permitido desde setembro do ano passado, mas inclui também o uso dos recursos do FGTS na compra.

Antes, imóveis a partir de R$ 800 mil ou R$ 950 mil, a depender da região do País, estavam de fora dessa combinação de utilização de dinheiro do Fundo e crédito subsidiado.

“A crise no setor imobiliário é muito mais por falta de confiança dos consumidores e do alto nível de desemprego do que pelos juros em nível elevado. Logo, o incentivo de uso do FGTS tem mais peso”, afirma Prata. Segundo o analista, a prova disso é que não houve recuperação no mercado quando a primeira autorização, que não incluía o FGTS, foi decidida.

A alteração só engloba empreendimentos novos e terá validade até 31 de dezembro deste ano, quando o governo vai reavaliar se mantém o estímulo por mais tempo.

Por excluir o mercado de usados, a medida pode ter efeito reduzido na economia, na avaliação do pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn. “O proprietário de uma unidade usada poderia utilizar a nova regra para partir para um novo”, afirma. “A medida é endereçada às construtoras e só resolve parte do problema, que são os estoques altos”, avalia Prata, do Canal do Crédito.

De todo modo, Zylberstajn acredita que uma parcela da população deve ser beneficiada com a medida. “Desamarra um pouco o FGTS. Quem tem um valor considerável preso no FGTS a uma remuneração baixa agora pode destiná-lo à entrada de um imóvel”, afirma.

Para o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, a elevação do teto servirá mais como um empurrão ao setor, mas não será suficiente para produzir alguma pressão de alta nos preços. “Quem tiver recursos para se antecipar neste momento de baixa pode ter benefícios na negociação”, diz.

Um estudo conduzido pela Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos (Seplan), do Ministério do Planejamento, mostra que a medida vai gerar um impacto de R$ 4,9 bilhões na economia brasileiro neste ano. O reflexo no Produto Interno Bruto (PIB) deve ser de 0,07 ponto porcentual.

Nas contas da Seplan, a iniciativa poderá resultar em um acréscimo anual de R$ 490 milhões nos saques do FGTS. Esses recursos possibilitariam a venda de quatro mil unidades, mostra a projeção. “A medida vai contribuir para retomada do crescimento”, destaca nota do governo.

Amary, do Secovi-SP, é mais otimista e diz que o impacto da medida pode ir além do previsto. “Acredito que a medida deve ser vista num contexto mais amplo. O setor de decoração, por exemplo, deve ser beneficiado com o acréscimo de venda de imóveis novos”, destaca.

O executivo acredita que o atual ciclo negativo do segmento deve estar perto do fim. “Se confirmadas as expectativas de retomada de atividade no fim do ano, o setor deve melhorar as vendas e lançamentos”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:  Estadão Conteúdo publicado em 20/02/2017.

Dicas para quem financiou ou vai financiar pela CAIXA

moc%cc%a7a-do-guia

O Banco informa que quer fortalecer seu relacionamento com os clientes e interagir na busca de um melhor atendimento.

Veja as dúvidas mais comuns sobre o contrato:

1. Para receber informações da CAIXA, o que devo fazer?

É muito importante manter seu endereço e telefone sempre atualizados. Quando houver alguma mudança, informe imediatamente à CAIXA.

2. Como é formada a minha prestação no Contrato CAIXA financiamento habitacional?

Nos financiamentos habitacionais, a prestação mensal é composta por: Encargo Principal – parcela de amortização e de juros mensais;

• Encargos Acessórios – taxas de administração, seguros de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI).

3. Como são calculados os encargos e seguros?

• A parcela do encargo principal, referente aos juros, é recalculada em função de saldo devedor atualizado, taxa de juros, sistema de amortização e prazo restante do contrato, conforme condições contratadas.

• Os encargos acessórios variam de acordo com o tipo de financiamento. Você pode verificar no seu contrato de financiamento quais são os encargos acessórios que formam a sua prestação;

• O valor do prêmio do seguro MIP é obtido mediante a aplicação das taxas, constantes na Apólice, sobre o valor do financiamento na contratação ao percentual de pactuação de renda dos participantes;

• Para cálculo do valor do prêmio do seguro DFI é aplicada uma taxa sobre o valor de avaliação do imóvel.

4. Quando ocorre o vencimento da prestação?

O primeiro pagamento vence 30 dias após a assinatura do contrato. Você pode escolher a data de vencimento na contratação ou alterá-la durante a vigência do financiamento.

5. Como posso pagar as prestações do meu financiamento?

Débito Automático CAIXA é a forma mais prática de efetuar os pagamentos, pois não é preciso ficar dependente do recebimento de boleto de cobrança. Saiba mais:

• Com o Débito Automático, o valor da prestação é debitado automaticamente na sua conta corrente no dia agendado;

• É possível verificar o agendamento do débito no campo “lançamentos futuros” do extrato da conta quinze dias antes da data do vencimento de cada prestação. Caso não conste este lançamento, entre em contato com a CAIXA;

• É muito importante verificar no extrato da sua conta se o débito da prestação ocorreu, pois o recibo de depósito não é um comprovante de pagamento;

• Caso deseje optar pelo Débito Automático, procure a CAIXA.

Você também pode pagar usando o boleto de cobrança. Com ele, a prestação pode ser paga até a data de vencimento em toda a rede bancária:

• Após o vencimento, o pagamento do boleto pode ser feito em casas lotéricas, correspondentes bancários CAIXA AQUI ou, dependendo do tempo de atraso, somente nas agências da CAIXA;

• Se você não optou pelo débito automático e não recebeu o boleto pelo correio, pode pedir uma segunda via pelo telefone 0800 285 3185 (caso o boleto tenha até 60 dias), em qualquer agência da CAIXA ou clicando aqui.

6. O que acontece se eu atrasar as prestações do meu financiamento?

• O atraso no pagamento das prestações gera multa e juros, referente aos dias em atraso, e permite a CAIXA incluir as informações vinculadas ao seu contrato em cadastros restritivos de crédito como SERASA e outros;

• Caso você não pague as parcelas em atraso, a CAIXA pode leiloar seu imóvel;

• Na alienação fiduciária, você não pode transferir seu imóvel a terceiros sem o consentimento da CAIXA. Isso acontece porque o imóvel fica em nome da CAIXA e só é transferido para você após a quitação do financiamento.

7. Posso utilizar o meu saldo de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)?

Sim. Mas, somente quando você, o contrato e o imóvel estiverem enquadrados nas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) na data da aquisição do imóvel.

Para saber se no seu caso é permitido o uso do FGTS, clique aqui ou faça o download do Manual da Moradia Própria.

8. Posso usar o FGTS para quais fins?

• Amortizar o saldo devedor, ou seja, reduzir o prazo ou o valor do encargo;

• Pagar até 80% do valor da prestação;

• Liquidar o saldo devedor.

9. Onde posso tirar dúvidas e obter informações?

A CAIXA oferece diversos canais de comunicação para você entrar em contato sempre que quiser:

• O SAC CAIXA recebe reclamações, sugestões e elogios todos os dias da semana, 24h por dia, pelo número 0800 726 0101. O prazo para resposta é de até cinco dias úteis;

• A Ouvidoria recebe denúncias e reclamações não solucionadas pelo SAC, de segunda à sexta-feira, das 08h às 18h (horário de Brasília), pelo número 0800 725 7474. O prazo para resposta é de até 15 dias;

• O atendimento especializado recebe ligações de clientes com deficiência auditiva ou de fala, pelo número 0800 726 2492;

• Você também pode acessar o sítio da CAIXA no endereço www.caixa.gov.br sempre que precisar de informações adicionais.

Para captura do Guia:

GUIA RÁPIDO DE INFORMAÇÕES IMPORTANTES


Fonte:
Caixa

Novas regras facilitam uso do FGTS na compra de imóveis

Post Financiamento Imobiliário 2

A Caixa facilitou ainda mais a compra da casa própria com a simplificação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Uma das novidades é a dispensa de nova avaliação para imóveis populares ( até R$225mil ) além da realizada na análise técnica. A mudança faz parte de um conjunto de medidas adotadas para reaquecer o financiamento imobiliário, como a elevação da fatia financiável a até 80% do valor do imóvel.

A versão atualizada do Manual do FGTS para uso na moradia própria também permitiu utilizar a Convenção do Condomínio para a caracterização do imóvel residencial e o uso do Fundo de Garantia para regularização fundiária na compra do imóvel ao titular da conta. Também facilitou a portabilidade de crédito imobiliário ao dispensar a necessidade de novas avaliações pelo banco que adquirir a operação, mantendo os números do início do contrato.

A vice-presidente interina de Fundo de Governo e Loteria da CAIXA, Deusdina dos Reis Pereira, avalia que as medidas irão acelerar a concessão de crédito imobiliário em um momento que o banco está com mais de R$ 7 bilhões para investimento somente na linha Pró-Cotista do FGTS e estima crescer 13% em financiamento imobiliário em 2016. “Todos serão beneficiados com essas novas medidas, que, certamente, resultarão em um atendimento ainda mais ágil e qualificado ao trabalhador no momento da realização do sonho da casa própria”, afirmou ela.

O superintendente nacional em exercício do FGTS, Henrique José Santana, ressalta que a nova edição do Manual do FGTS foi amplamente discutida com representantes dos trabalhadores e dos agentes financeiros, como a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip) e da Associação Brasileira de Coohabs e Agentes Públicos da Habitação (ABC). As mudanças, segundo Santana, simplificam procedimentos e minimizam dúvidas recorrentes dos trabalhadores e agentes financeiros nas operações com o FGTS.

Fonte: Portal Brasil e Caixa Economica Federal ( 19/04/2016)

Rumo à sua casa própria – passo a passo

    Veja que cuidados tomar na hora de fazer o financiamento: Post para o Blog

1º PASSO – PLANEJAMENTO E FINANÇAS

Comece definindo quanto consegue pagar. Mesmo que ainda não tenha escolhido o imóvel, é possível  enviar uma proposta de carta de crédito para agilizar o processo com o banco. Nessa fase você pode acessar os simuladores para ver o valor máximo que consegue pagar.

2° PASSO – ANALISAR A SITUAÇÃO DO IMÓVEL

Na sequência o caminho é definir o imóvel através de um profissional credenciado, ou seja, um corretor de sua confiança e de preferência que ele possua presença online, isso irá proporcionar maior praticidade nessa hora. Ele ficará responsável em verificar a documentação, se o imóvel está quitado, certidões negativas, matrícula atualizada, negativa do condomínio, de IPTU.

3º PASSO – FIQUE ATENTO AO CET 

O CET nada mais é do que o Custo Efetivo Total do Financiamento, ou seja , vai mostrar além dos juros, taxas extras e seguros que compõem as prestações. O CET varia de banco para banco, por esse motivo deve ser pesquisado.

4º PASSO – CONSIGA O CRÉDITO

É importante fazer várias simulações e ver  as taxas de juros e condições de cada banco para depois decidir qual é a melhor escolha. Depois disso é hora de reunir os documentos para conseguir o crédito. Leve junto ao banco a promessa de compra e venda.

5º PASSO – ANÁLISE TÉCNICA  

Em seguida, os engenheiros do banco fazem uma vistoria técnica no imóvel. Se for comprado na planta, será preciso obter o habite-se feito pela prefeitura.

6º PASSO – DESPESAS EXTRAS 

Se o banco aprovar o crédito será emitido o contrato de financiamento. Você terá que pagar o ITBI, o imposto de Transmissão de Bens e imóveis. Também é preciso verificar a situação do vendedor, se ele não está impedido juridicamente de fazer o negócio.

7º PASSO –  DESCONTO NO CARTÓRIO

A documentação deve ser levada no cartório de registro de imóveis. Os emolumentos estão em cerca de 100 e 2 mil reais. A boa notícia é que no registro do primeiro imóvel  você pagará só a metade da taxa, se for pelo SFH (Sistema Financeiro Habitacional)

8º PASSO – LIBERAÇÃO DO CRÉDITO

A fase final é enviar uma via do contrato registrado ao banco. A instituição bancária tem 5 dias para liberar o valor ao receber o contrato registrado. Depois é só pegar as chaves do imóvel.

Financiamento imobiliário Pró- Cotista

Pró cotista O ano de 2015 vem sendo desafiador para o mercado imobiliário. Depois dos anúncios de aumento das taxas de juros nos dois principais bancos públicos, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (responsáveis por 70% dos financiamentos), o setor passou a ter impactos negativos do crédito mais caro.

Para aliviar um pouco esses efeitos foi lançado um novo pacote pelo governo federal onde os  bancos tiveram a liberação de 22,5 bilhões de reais para seren no financiamento imobiliário.

Um dos pontos de destaque do programa foi financiamento imobiliário Pró-Cotista do FGTS. Com 4,2 bilhões de reais liberados, o modelo tem uma política de juros mais agressiva, não há limite de renda familiar e permite financiar uma total maior dos imóveis com valor até 400 mil reais.

As mudanças nos juros são significativas. Na CEF, por exemplo, a taxa de juros do Pró-Cotista fica entre 7,8% a 8,5% ao ano, valor bem mais baixo do que o financiamento tradicional (que ia de 9% a 9,45% com as mudanças anunciadas no fim do ano passado).

Sob as novas regras, o correntista pode financiar até 90% do valor do seu imóvel pelo Pró-Cotista no Banco do Brasil e até 80% na Caixa Econômica.

Quem pode utliizar pró-cotista ?

– Você precisa ter conta vinculada ao FGTS por mais de três anos (na mesma empresa ou não)

– Você não pode ter outro financiamento habitacional e não pode ser proprietário de imóvel na cidade em que mora ou vizinhas.

– Além disso, o seu saldo deve ser na sua conta vinculada com o FGTS de, no mínimo, 10% do valor do imóvel.

Venda de consórcio de imóveis cresce 25% no ano

consórcio
A alta dos juros, o crédito imobiliário escasso e as novas restrições da Caixa Econômica Federal para compra de imóveis usados têm feito quem sonha com a casa própria apostar mais no planejamento de médio e longo prazo e eleva a procura pelos consórcios. De janeiro a maio deste ano, a venda de novas cotas de consórcios de imóveis no País cresceu 25,4%, ao passar de 67,4 mil unidades nos cinco primeiros meses de 2014 para 84,5 mil neste ano, segundo dados passados com exclusividade ao iG pela Associação Brasileira de Administrados de Consórcios (Abac).

O presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi, acredita que essa grande procura pela carta de crédito de um imóvel demonstra que o brasileiro está mais atento ao planejamento financeiro. “Com todas as dificuldades atuais, as pessoas estão fazendo as contas e olhando mais para o orçamento. Isso aumenta a disciplina e o consórcio ganha espaço porque tem muitas vantagens. Mas esse é um produto para médio e longo prazo e o consumidor precisa ler o contrato e entender o que está comprando, saber sobre as contemplações por sorteio, por lance”, enfatiza Rossi.

Para Rossi, as mudanças nas regras do financiamento imobiliário feitas pela Caixa (que tem 70% do mercado de crédito imobiliário no Brasil) e os juros altos (que serão carregados ao longos dos financiamentos bancários e semestrais de imóveis comprados na planta) têm feito o consumidor pensar mais no custo de oportunidade. “A pessoa que vai casar daqui a três meses e entra num consórcio com a expectativa de ser contemplado nesse prazo pode se frustrar, mas isso também pode ocorrer. O que quero dizer com isso é que consórcio é planejamento financeiro. O bem será comprado, mas o tempo é variável. Tem de entender o orçamento doméstico para fazer uma compra planejada, sem sobressaltos, com as parcelas que cabem no orçamento.”

Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, aponta que a conjuntura atual possibilita o crescimente da procura por consórcio. “As restrições impostas pela Caixa de alguma forma contagiaram o mercado. Os bancos de forma geral estão financiando menos, aumentando as exigências para fugir da inadimplência, que tem crescido.

Rossi também destaca vantagens na compra e pagamento de consórcio:

1) Compra de imóvel com consórcio é como pagamento à vista
“Com o alto estoque hoje no mercado imobiliário, por exemplo, é possível negociar porque a carta de crédito contemplada é como dinheiro na mão. Dá para negociar, pedir descontos.”

2) Contemplação pode ser complementada com recursos do FGTS
Ao ser contemplado, por lance ou sorteio, o consorciado consegue utilizar o saldo do FGTS para comprar um imóvel maior ou melhor localizado. É uma oportunidade de incrementar a residência ou investir em um imóvel comercial para alugar.

3) Impostos e escritura podem ser pagos com carta de crédito
As custas de registros cartoriais – imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que é variável, mas em São Paulo é de 3% do imóvel – ou seguro do imóvel podem ser pagas pela carta de crédito, limitada em até 10% do valor do bem. Por exemplo, na compra de um imóvel de R$ 400 mil, o proprietário pode custear R$ 40 mil.

4) Correção monetária
“A cota de consórcio contemplada tem o valor separado do bolo do grupo, porque fica salvo e sendo corrigido, geralmente pela Selic (atualmente em 13,75% ao ano), que hoje está com uma excelente rentabilidade. O contemplado precisa estudar bem o contrato antes de fechar a aquisição do consórcio, ver as regras direitinho, quais taxas corrigem o investimento ao longo dos anos”.

Fonte:  Ig (02/07/2015).

Falta de crédito deve elevar procura por consórcio imobiliário

post consórcio crédito

Diante das últimas restrições ao crédito imobiliário, os bancos trabalham para ampliar a participação do consórcio na aquisição da casa própria. Atualmente, de cada 100 bens entregues, apenas 15 foram por meio de consórcios. Há dez anos, o número era de apenas dois.

Para aumentar a adesão dos clientes à modalidade, os gerentes estão sendo treinados para ofertar o produto como mais atrativo do que os financiamentos, que passaram a ser cada vez mais seletivos e caros por causa da falta de recursos. As instituições financeiras afirmam que as construtoras e incorporadoras já as procuraram para garantir a abertura de novos grupos de consórcios de imóveis.

No consórcio, os próprios participantes se financiam. O banco reúne grupos de interessados que pagam mensalidades acrescidas de taxas de administração, seguro e uma quantia para o fundo reserva de precaução a calotes. Mesmo assim, o valor é menor do que os juros cobrados em qualquer tipo de financiamento imobiliário. Como o dinheiro vem do próprio grupo, não há cobrança de juros, o que é vendido geralmente como a principal atratividade desse modelo de poupança forçada.

Para Maurício Maciel, diretor de consórcios da Caixa Seguradora, as mudanças adotadas pelos bancos, incluindo elevação de juros e, principalmente a redução de 50% do porcentual máximo financiado de imóveis usados, permitirá que o consórcio possa capturar essa fatia do mercado que ficou perdida. No ano passado, 58% dos 375 mil imóveis financiados com recursos da poupança eram usados. Pelos cálculos da Caixa Seguradora, se as novas regras fossem aplicadas nos dados de 2014, praticamente 150 mil moradias não se enquadrariam nas regras para serem financiados. “O consórcio é uma boa alternativa para desatar esse nó da economia. Ainda temos espaço para crescer quatro vezes mais do que nossa carteira”, garante Maciel. A Caixa Seguradora tem R$ 13,2 bilhões em consórcios.

Com crédito abundante, o financiamento sempre foi visto como mais vantajoso porque permite ao consumidor ocupar o imóvel e se livrar dos gastos do aluguel. No consórcio, a cada mês, um ou mais cotistas são sorteados para receber uma carta de crédito com o valor total do imóvel. Eles continuam pagando as parcelas para financiar a compra dos demais. O tempo de pagamento dura em média 15 anos nos maiores bancos.

Por essa característica, o consórcio sempre foi visto como opção para jovens que ainda moram com os pais ou para quem busca um segundo imóvel para investir, público que não se preocuparia tanto com o tempo de espera. Três quartos dos clientes que fazem consórcio já tem um imóvel.

“É chegada a hora de, em vez de antecipar, se preparar e postergar o sonho de consumo”, afirma Octavio de Lazari Junior, diretor gerente do Bradesco, líder no mercado de consórcio, com quase R$ 19 bilhões. “O consórcio é um importante instrumento para fazer com que a população brasileira comece a poupar com vistas a conseguir um objetivo em dois, três, quatro anos.”

O consumidor tem a possibilidade, porém, de antecipar a contemplação por meio de um lance (quitação de parte do valor do imóvel). O lance mais alto leva a carta – nos primeiros meses pode chegar a 90% da carta de crédito. É possível usar o FGTS para fazer esse lance, além dos recursos que poupou com a intenção de dar uma entrada no financiamento.

Há grupos que permitem o chamado “lance embutido”, forma de o consorciado usar a própria carta de crédito para apresentar sua proposta.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo  (18/05/2015).

OS BANCOS COM AS MENORES TAXAS DE FINANCIAMENTO IMÓBILIÁRIO

Post banco

Ao pesquisar o custo do financiamento para compra do imóvel entre diversas instituições financeiras, o consumidor pode economizar até 119 mil reais. É o que conclui o levantamento da associação de consumidores Protesteque aponta quais bancos oferecem as maiores e menores taxas no crédito imobiliário.

Foram simuladas três situações para um perfil de comprador de 35 anos e um prazo de financiamento de 30 anos.

No primeiro cenário, o tomador tem uma renda familiar mensal de 10 mil reais e quer comprar uma unidade de 400 mil reais. No segundo cenário, a renda familiar é de 22 mil reais por mês e o preço do imóvel é de 800 mil reais  e, no terceiro cenário, a renda familiar mensal é de 4,5 mil reais e a unidade custa 150 mil reais.

O objetivo é mostrar qual é o melhor financiamento em cada cenário considerando as condições oferecidas em sete bancos: Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco,Santander, HSBC e Banrisul.

A posição de cada instituição no ranking foi definida a partir do Custo Efetivo Total (CET) oferecido em cada empréstimo. O CET é a taxa que mostra não só os juros, como todos os encargos incluídos no financiamento do imóvel, e é a melhor forma de comparar as taxas oferecidas pelos bancos.

O Citi ficou de fora do levantamento da Proteste porque não permite realizar a simulação do crédito imobiliário pela internet.

Como o Banco do Brasil permite realizar simulações em prazos de 30 anos apenas no primeiro cenário, ele não foi incluído nas simulações dos demais cenários, para os quais o banco oferece apenas financiamentos de até 25 anos.

Em financiamentos com prazos menores, os juros e tarifas com seguro são menores, o que acaba reduzindo o CET oferecido pelo banco aos clientes. Por conta disso, o Banco do Brasil foi retirado dos dois rankings.

Veja a seguir as instituições financeiras que oferecem os financiamentos imobiliários mais baratos de acordo com levantamento realizado pela Proteste:

Primeiro cenário

Renda familiar mensal de 10 mil reais para a compra de um imóvel de R$ 400 mil e financiamento de 80% do valor da unidade.

Bancos e condições CET (ao ano) Juros (ao ano) + TR 1ª prestação Última parcela
1º lugar: Caixa (Relacionamento + Conta salário) 9,31% 8,69% R$ 3.240,37 R$ 919,69
2º lugar: Caixa (Relacionamento) 9,60% 9,00% R$ 3.314,40 R$ 919,89
3º lugar: Caixa (Taxa balcão) 9,76% 9,14% R$ 3.351,33 R$ 920,00
4º lugar: HSBC 10,13% 9,50% R$ 3.431,04 R$ 961,16
5º lugar: Bradesco 10,52% 9,60% R$ 3.465,30 R$ 920,71
6º lugar: Santander (Conta salário) 10,54% 9,80% R$ 3.539,90 R$ 920,84
7º lugar: Itaú 10,60% 9,70% R$ 3.502,94 R$ 960,42
8º lugar: Banrisul 10,45% 9,50% (nominal) R$ 3.520,39 R$ 958,09

Segundo cenário

Renda familiar mensal de 22 mil reais para a compra de um imóvel de 800 mil reais e financiamento de 70% do valor da unidade.

Bancos e condições CET (ao ano) Juros (ao ano) + TR 1ª prestação Última parcela
1º lugar: HSBC 10,07% 9,50% R$ 5.995,78 R$ 1.672,59
2º lugar: Santander (Conta salário) 10,56% 9,90% R$ 6.228,89 R$ 1.592,84
3º lugar: Itaú 10,57% 9,70% R$ 6.120,41 R$ 1.670,99
4º lugar: Caixa (Relacionamento + Conta salário) 10,97% 10,50% R$ 6.405,73 R$ 1.566,94
5º lugar: Bradesco 11,13% 10,30% R$ 6.353,98 R$ 1.593,32
6º lugar: Caixa (Relacionamento) 11,17% 10,69% R$ 6.490,81 R$ 1.567,18
7º lugar: Caixa (Taxa balcão) 11,47% 10,99% R$ 6.618,21 R$ 1.567,53
8º lugar: Banrisul 11,63% 10,60% R$ 6.664,52 R$ 1.668,56

Terceiro cenário

Renda familiar mensal de 4,5 mil reais para compra de um imóvel de 150 mil reais e financiamento de 80% do valor da unidade.

Bancos e condições CET (ao ano) Juros (ao ano) + TR 1ª prestação Última parcela
1º lugar: Caixa (Programa Minha Casa Minha Vida) 7,88% 6,86% R$ 1.045,72 R$ 361,39
2º lugar: Banco do Brasil (Programa Minha Casa Minha Vida) 8,37% 6,86% R$ 1.110,89 R$ 385,38
3º lugar: Banrisul 9,99% 8,80% (nominal) R$ 1.265,77 R$ 374,71
4º lugar: HSBC 10,50% 9,50% R$ 1.302,26 R$ 377,42
5º lugar: Itaú 10,83% 9,70% R$ 1.329,22 R$ 375,78
6º lugar: Bradesco 10,96% 9,60% R$ 1.315,11 R$ 360,89
7º lugar: Santander (Conta salário) 10,99% 9,80% R$ 1.343,09 R$ 360,94

Fonte: Proteste, com dados obtidos através de simulação realizada no site dos bancos 

A maior economia, de 119.362,61 mil reais, pode ser obtida no segundo cenário – renda familiar mensal de 22 mil reais e financiamento de 70% do valor de um imóvel de 800 mil reais -, se o financiamento for feito com o HSBC, que tem o menor CET (10,07%), em vez do Banrisul, cujo CET é o mais elevado (11,63%).

O comprador que tem como objetivo adquirir um imóvel de 400 mil reais e tem renda familiar mensal de 10 mil reais irá encontrar o financiamento com o menor custo na Caixa, tanto se ele receber o salário pelo banco, como se tiver um relacionamento prévio com a instituição financeira ou se ainda não for cliente.

Se o objetivo é comprar um imóvel de 150 mil reais e a renda familiar for de 4,5 mil reais por mês, a Caixa e o Banco do Brasil oferecem os menores custos no financiamento da unidade, pois ambos concedem incentivos previstos no programa Minha Casa, Minha Vida.

O Banco do Brasil oferece CET de 10,14% e 9,98% ao ano no primeiro e no segundo cenário, respectivamente, caso o tomador do crédito receba o salário pelo banco, pague as parcelas do débito em dia; e financie a unidade em 25 anos.

Para clientes que pagarem as prestações em dia, o CET oferecido pelo banco no primeiro cenário é de 10,24% ao ano e, no segundo cenário, de 10,08%. Para quem ainda não tem conta no banco, a taxa cobrada é de 10,34% ao ano no primeiro cenário e 10,18% no segundo cenário, também no caso em que a dívida seja parcelada em 25 anos.

Quanto maior o tempo de relacionamento com o banco, menor pode ser a taxa de juros cobrada no crédito imobiliário. Ter uma conta salário também pode render descontos em taxas.

O comprador também pode obter boas condições de financiamento ao contrair o crédito em um banco que ele não tem relacionamento e pagar a chamada taxa balcão.

Fonte: EXAME ( 10/04/2015).

Caixa projeta aumento no total de crédito imobiliário em 2015

casa prontaO vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, informou em evento do setor imobiliário, em Brasília, que o total de crédito imobiliário no Brasil chegará a cerca de R$ 200 bilhões até o final de 2014. Esse valor vale para todas as instituições de crédito e representará aumento de 10% em relação ao fechamento de 2013. Para 2015, a expectativa é nova elevação de 10% nas operações de crédito imobiliário. A inadimplência no crédito imobiliário em 2014 deverá ser de 1,5%, permanecendo estável em relação aos últimos anos, informou.

Para Duarte, o crédito imobiliário equivalerá a 9% do Produto Interno Bruto (PIB) até o final de 2014. “Esse mercado cresceu nove vezes desde 2008. Antes financiávamos R$ 5 bilhões ao ano. Agora são R$ 5 bilhões em 15 dias”.

Segundo Duarte, “ainda há muito espaço” para crescimento do mercado imobiliário, com demanda aquecida por parte da sociedade. Ele revelou, em seu discurso na abertura do 9º Salão ADEMI Wimóveis, que há “enorme procura” pelas simulações de financiamento imobiliário no site da Caixa na internet. “As simulações únicas (por CPF informado) totalizam 7 milhões ao mês no Brasil. No Distrito Federal, esse número é de 138 mil simulações únicas mensais (dados de outubro)”, informou.

O dirigente do banco ainda comentou que o perfil dos compradores de imóveis no Brasil está mudando. “No Distrito Federal, por exemplo, 57% dos interessados em comprar imóveis têm até 35 anos de idade. Há alguns anos esse teto era 45 anos. Esse dado do DF é bem semelhante ao perfil nacional”, disse. Outra informação relevante é que 15% das operações de simulação são para imóveis de R$ 80 mil; 5% abaixo de R$ 400 mil. “São indicadores que mostram que o mercado é promissor”, afirmou.

Fonte : Redação – Agência IN em ( 28/11/2014).