Qual a principal vantagem entre os dois sistemas SFH e SFI ?

Os dois principais sistemas de financiamento são: Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e  Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

SFH
O SFH, criado pela Lei 4.380/64, é o sistema de financiamento imobiliário mais utilizado no país. Usa recursos das contas de poupança, ou repassados pelo FGTS, no financiamento da aquisição e construção de imóveis residenciais.

A principal diferença entre o SFH e o SFI está na utilização do FGTS para o financiamento imobiliário que só pode ser feito para contratos dentro do SFH.

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Ele é usado para a compra da casa própria. O valor máximo de avaliação do imóvel é de R$ 750 mil nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal; nos demais estados, esse valor é de R$ 650 mil.

O limite máximo de financiamento é de 80% do valor do imóvel. Caso seja utilizado o Sistema de Amortização Constante (SAC), o limite passa a ser de 90%.

A taxa efetiva de juros máxima permitida no SFH é de 12% ao ano e as parcelas não podem comprometer mais de 30% da renda de quem contrata.

SFI
O SFI, criado pela Lei 9.514/97, trata dos financiamentos imobiliários que ocorrem fora das regras do SFH no país. Utiliza recursos de grandes investidores institucionais, que possuem expressivos ativos, não só no Brasil, como em outros países: fundos de pensão, fundos de renda fixa, companhias seguradoras, bancos de investimento.

De acordo com a Lei 9.514/97, as operações do SFI são efetuadas segundo as “condições de mercado”, isto é, as condições são livremente praticadas no mercado de financiamento imobiliário. Porém, há um limite, pois o Código de Defesa do Consumidor se aplica às instituições financeiras, especialmente, em situações envolvendo contrato aquisição de imóvel com financiamento.

Deve haver equilíbrio na relação existente entre o banco e o consumidor. Não pode haver cláusulas abusivas, venda casada e onerosidade excessiva para o consumidor.

Fonte : Economia do terra (17/07/2015).

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Comprar imóvel ou não comprar, neste momento?

Post momento de Compra

O pacote de incentivo ao setor imobiliárioanunciado pelo governo no fim de maio, reabriu uma oportunidade para quem deseja financiar imóveis de até 400 mil reais, mesmo em um momento no qual o crédito ficou mais caro e escasso.

Uma das medidas anunciadas pelo governo foi a liberação de mais de 4,2 bilhões de reais para a linha de financiamento imobiliário Pró-Cotista FGTS.

Além de cobrar taxas de juros mais acessíveis do que as praticadas no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a linha permite financiar até 90% do valor do imóvel no Banco do Brasil e até 80% na Caixa, seja ele novo ou usado, mas desde que o valor da unidade seja limitado a 400 mil reais.

A Pró-Cotista, que é restrita a trabalhadores que têm conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) há mais de três anos, ficou suspensa no Banco do Brasil entre junho do ano passado até fevereiro deste ano, segundo fontes do mercado. Pouco antes da suspensão, consumidores chegaram a dar entrada para obter o crédito, mas não conseguiram concluir o processo.

Procurado, o banco confirma, em nota, que “deixou de operar (a linha de financiamento) momentaneamente em alguns meses de 2014, quando foi atingido o limite disponibilizado para a linha pelo fundo gestor”. O BB afirma que, desde o início do ano, “a linha sempre esteve aberta”, e agora, com o anúncio de recursos adicionais, “espera continuar operando (a linha)”.

Já a Caixa diz, em nota, que o programa está ativo, com operações regulares, após a liberação dos recursos do fundo para 2015. O banco não diz se a linha chegou a ser suspensa no ano passado.

Para Marcelo Prata, diretor do Canal do Crédito, site que compara financiamentos imobiliários, a medida amplia o acesso à Pró-Cotista tanto na Caixa como no Banco do Brasil, os dois grandes bancos que oferecem a linha atualmente.

“A Caixa irá focar mais na linha para compensar a falta de recursos para financiar imóveis no SFH, enquanto o Banco do Brasil também deve passar a conceder mais empréstimos na linha com o objetivo de ganhar mercado em relação â Caixa”, diz Prata.

No entanto, ao mesmo tempo em que o conselho curador do FGTS ampliou o orçamento da linha, como parte do pacote imobiliário, ele baixou a régua do valor do imóvel que pode ser financiado na linha para 400 mil reais.

Antes, a Pró-Cotista admitia imóveis de até 750 mil reais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos demais estados, os mesmos limites de enquadramento dos financiamentos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Segundo o conselho do FGTS, a maior liberação de recursos, combinada à restrição no valor dos imóveis aceitos pela Pró-Cotista, tem o objetivo de direcionar o crédito a uma das camadas da sociedade na qual o déficit habitacional é maior, a classe média.

Principais atrativos

A linha Pró-Cotista FGTS cobra taxas de juros menores por conta de um subsídio oferecido aos cotistas do FGTS, que geralmente são trabalhadores formais, com carteira assinada e que realizam obrigatoriamente contribuições mensais ao fundo, equivalentes a 8% do valor do salário.

São enquadrados ainda trabalhadores rurais, temporários e atletas profissionais, que também fazem contribuições ao fundo. Para empregados domésticos, a contribuição ao FGTS é opcional.

Na Caixa, a taxa de juros cobrada na linha para quem não tem relacionamento com o banco, a chamada taxa balcão, é de 8,85% ao ano e, no Banco do Brasil, de 9% ao ano. Em financiamentos no SFH, a taxa balcão cobrada pelos bancos sobe para 9,45% ao ano na Caixa e 9,90% ao ano no BB.

Caso o comprador tenha relacionamento com a Caixa, por exemplo, os juros cobrados na linha Pró-Cotista podem ser menores e chegar a 7,85% ao ano. Essas taxas já eram oferecidas pelos bancos no ano passado, antes dos aumentos da taxa Selic registrados neste ano.

Além de juros mais baixos, o grande atrativo da linha é o porcentual do valor do imóvel que pode ser financiado – tanto para imóveis novos, como usados – que chega a 90% no BB e 80% na Caixa.

Recentemente, a Caixa passou a emprestar no máximo 50% do valor da unidade para aquisição de imóveis usados que estejam enquadrados no SFH. Ou seja, além do programa Minha Casa Minha Vida (que financia imóveis de até 190 mil reais) a linha Pró-Cotista é a única alternativa para quem pretende comprar imóveis usados na Caixa, mas não tem capacidade de arcar com as entradas de 50% do valor do imóvel.

O prazo máximo de financiamento oferecido na linha em ambos os bancos públicos é de até 360 meses.

Requisitos

Para ter acesso à linha de crédito Pró-Cotista FGTS, é necessário ter contribuído ao FGTS por mais de três anos, consecutivos ou não, na mesma empresa ou em empresas diferentes.

Caso se enquadre nessa exigência, a conta vinculada ao fundo deve estar ativa, ou seja, o trabalhador deve estar empregado e realizar atualmente contribuições mensais ao FGTS; ou ter conta inativa, mas com saldo equivalente a 10% do valor do imóvel, caso esteja desempregado ou não contribua atualmente para o FGTS por estar trabalhando sob outro regime de trabalho, por exemplo.

Não há restrição com relação à renda familiar dos compradores, desde que o imóvel financiado não tenha valor maior do que 400 mil reais.

Mas o comprador não pode ter outro financiamento de imóvel e nem ser proprietário de outra unidade residencial urbana, concluída ou em construção, na mesma cidade, em municípios limítrofes ou na região metropolitana da cidade onde vive. Preenchidos os requisitos, o uso do saldo do FGTS no financiamento é opcional.

Oportunidade limitada

Mesmo com recursos adicionais, a possibilidade de financiar imóveis na linha Pró-Cotista FGTS deve ter prazo limitado, de acordo com Marcelo Prata, diretor do Canal do Crédito.

Ele afirma que o aumento do desemprego no país pode elevar o saque de recursos do FGTS. “O aumento dos saques pode fazer com que os recursos do FGTS destinados ao financiamento imobiliário voltem a secar”, diz Prata.

Para quem se enquadra nas condições da linha Pró-Cotista, Prata recomenda aproveitar a oportunidade. “É o dinheiro mais barato que esse comprador consegue acessar atualmente. No entanto, os recursos são limitados”.

Como as restrições de crédito em outras linhas reduzem a demanda por casas e apartamentos, o momento pode ser favorável para a compra, pois amplia a possibilidade de negociação de descontos nos preços das unidades, diz Prata.

Por outro lado, financiar o imóvel agora não é indicado caso o comprador esteja inseguro em relação à manutenção do seu emprego nos próximos meses.

Nesse caso, quem não tem reservas financeiras para suportar o pagamento das prestações da dívida diante de um eventual desemprego, pode ser melhor adiar a compra e juntar um valor maior para dar como entrada e reduzir o débito.

Fonte :  Exame (11/06/2015).

MINHA CASA MINHA VIDA – DIREITOS E DEVERES

 

Minha casa vida post

Atualmente as Faixas II e III do Programa Minha casa vida  incluem as pessoas com renda familiar de R$ 1.600 a R$ 5.000, sendo que estes valores são ajustados periodicamente pelo governo.

A garantia da dívida é o seu imóvel

No Programa Minha Casa Minha Vida, o seu imóvel é dado como garantia de pagamento ao financiamento feito com o Banco (CAIXA ou BB). Isso significa que você pode morar na casa com a sua família, durante o tempo em que durar o contrato, mas não pode:

  • Vender;
  • Alugar;
  • Deixar de pagar as prestações ou
  • Descumprir as regras até que o contrato dessa casa termine ou você pague toda a dívida.

Você pode perder o imóvel adquirido no Programa Minha Casa Minha Vida

Isso pode acontecer quando você atrasa o pagamento de duas ou mais prestações. Nesse caso, a dívida é cobrada toda de uma vez e você não pode comprar outro imóvel com os descontos e vantagens do Programa Minha Casa Minha Vida. Por isso, quando tiver qualquer problema para pagar as prestações, procure o Banco imediatamente.

Possui cobertura do FGHab

Os financiamentos habitacionais contratados no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV, com recursos do FGTS, são garantidos pelo Fundo Garantidor da Habitação Popular – FGHab, fato que dispensa a contratação de seguro com cobertura de Morte, Invalidez Permanente – MIP e Danos Físicos ao Imóvel – DFI.

O FGHab é um fundo privado constituído com patrimônio próprio dividido em cotas, com prazo indeterminado, regido por Estatuto específico e pelas disposições legais e regulamentares que lhe forem aplicáveis. Cabe à CAIXA administrar, gerir e representar judicialmente o Fundo. 

Esse fundo tem por finalidade conceder as seguintes garantias:

  • Quitação total ou parcial do saldo devedor do financiamento habitacional em caso de Morte e Invalidez Permanente (MIP) do comprador ou dos compradores;
  • Pagamento de despesas para recuperação de Danos Físicos no Imóvel (DFI);
  • Concessão de empréstimo ao comprador ou aos compradores para pagamento de prestações do financiamento habitacional em caso de desemprego e redução temporária da capacidade de pagamento.

O valor do FGHab varia de 2% a 7,14% sobre o valor da prestação (Amortização e Juros) e deve ser pago junto com a prestação habitacional. Esse valor varia conforme o aumento da idade dos financiados, mas não pode ultrapassar 7,14%.

Veja como funciona:

1. O FGHab assume as despesas de recuperação relativas a Danos Físicos no Imóvel (DFI) em consequência de incêndio ou explosão, inundação ou alagamento, destelhamento causado por ventos fortes ou granizos e desmoronamento total ou parcial.

2. O comprador, seu sucessor ou herdeiro pode solicitar a quitação do imóvel nos seguintes casos:

  • Morte do comprador em nome de quem esteja o imóvel;
  • Invalidez permanente que impeça o desempenho de trabalho habitual de forma definitiva, desde que não esteja recebendo auxílio-doença.

Atenção:

  • Quando o imóvel a composição de renda foi feita por mais de uma pessoa (financiadas), a quitação pode ser apenas parcial (proporcional);
  • Não há cobertura para os riscos de invalidez permanente decorrente e/ou relacionada à doença manifesta em data anterior à assinatura do contrato de financiamento, de conhecimento do comprador e não declarada na proposta do financiamento ou decorrente de eventos comprovadamente resultantes de acidente pessoal ocorrido em data anterior à data de assinatura do contrato.

3. O comprador pode solicitar ao Banco a concessão de empréstimo por conta do FGHab para pagar prestações nos seguintes casos:

  • Perda de mais de 30% da renda familiar, na data da solicitação do comprador para a concessão do empréstimo por conta do FGHab;
  • Perda do emprego.

O empréstimo por conta do FGHab pode ser usado por quem:

  • Já pagou seis ou mais prestações do contrato;
  • Está em dia com todas as prestações nos meses anteriores à solicitação;

A solicitação do “empréstimo” é feita por escrito ao Banco, comprovando o desemprego ou a perda de renda;

Fique atento: o requerimento deve ser refeito a cada três prestações cobertas pelo FGHAB.

Lembre-se:

  • Cada vez que você utiliza o FGHab por perda de renda ou desemprego, deve pagar 5% do valor do encargo mensal;
  • O FGHab, em caso de desemprego ou perda de renda familiar, pode ser utilizado pelo prazo máximo de 36 meses. Esse prazo será calculado de acordo com a renda familiar bruta;
  • As prestações pagas pelo fundo deverão ser pagas por você com juros e correção monetária no final do período de utilização ou após 12 meses contados da última prestação assumida pelo FGHab (o que ocorrer primeiro). Em caso de impossibilidade de pagamento imediato, o Banco pode parcelar ou inserir o valor da dívida no final do contrato (a data final do contrato será adiada).

Como acionar a cobertura do FGHAB:

Em caso de MIP, DFI ou Perda de Renda, o Banco deve ser informado para acionar o pedido de cobertura junto à Administradora do FGHab.

 

Atraso no pagamento das prestações

Caso haja atraso no pagamento das prestações, os valores serão acrescidos de multa de 2% ao mês e de juros de 0,033% por dia de atraso.

Recálculo e atualização

O contrato prevê a atualização mensal do saldo devedor pelo mesmo índice de atualização monetária das contas vinculadas do FGTS e o recálculo anual do Encargo mensal de amortização nos dois primeiros anos, com a possibilidade de recálculo trimestral.

É importante informar que os reajustes do contrato não dependem do reajuste dos rendimentos dos devedores.

Problemas na construção

Quando o imóvel é escolhido diretamente pelo comprador, a responsabilidade pelos vícios construtivos é da construtora e não do Banco. Caso você entre em contato com a construtora e não obtenha resposta, procure o Banco.

Em casos assim, você também pode procurar o PROCON, seu advogado ou a Defensoria Pública da União ou dos Estados.

Fonte: CAIXA e Estatuto do FGHAB.

10 PASSOS PARA COMPRAR A CASA PRÓPRIA COM MAIS TRANQUILIDADE

Comprar a casa própria é o sonho de consumo de muitos brasileiros. Mas, para realizá-lo, é necessário aprender a poupar e fazer um bom planejamento antes de entrar num financiamento que pode durar 30 anos e comprometer até 30% da renda durante esse período.

Afinal, para dar entrada na maioria dos financiamentos é preciso ter 20% do valor do imóvel em mãos. Isso significa R$ 50 mil para um financiamento de R$ 250 mil, R$ 100 mil num financiamento de R$ 500 mil e R$ 150 mil para um financiamento de R$ 750 mil, o teto do valor aceito para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

10 passos comprar sua casa
Simulação 1
  • 1ª prestação: R$ 2.135,05
  • Valor do Imóvel: R$ 250 mil
  • Entrada: R$ 50.000,00
  • Custo efetivo total (ano): 10,34%
  • Renda necessária: R$ 7.116,83
  • Prazo (meses): 360
Fonte: Canal do Crédito
Simulação 2
  • 1ª prestação: R$ 4.228,51
  • Valor do imóvel: R$ 500 mil
  • Entrada: R$ 100 mil
  • Custo efetivo total (ano): 10,17%
  • Renda necessária: R$ 14.095,02
  • Prazo (meses): 360
Fonte: Canal do Crédito
Simulação 3
  • 1ª prestação: R$ 6.345,09
  • Valor do imóvel: R$ 750 mil
  • Entrada: R$ 150 mil
  • Custo efetivo total (ano): 10,16%
  • Renda necessária: R$ 21.150,30
  • Prazo (meses): 360
Fonte: Canal do Crédito
Correção
  • 20% de um financiamento de R$ 500 mil corresponde a R$ 100 mil, não R$ 150 mil

“O ideal, o lindo, o maravilhoso, é juntar dinheiro para comprar à vista”, diz o educador financeiro Marcos Silvestre. Afinal, quem tem os recursos na mão consegue bons descontos. Porém, como essa é uma realidade para poucos, optar pelo financiamento imobiliário é um bom negócio, segundo o educador.

“Quem tem acesso ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), consegue taxas de juros de cerca de 8% ao ano. Se descontar a inflação, na prática, o comprador vai pagar 2% de juros ao ano para comprar a casa própria. E, se puder usar o FGTS, melhor ainda.”

Mesmo quem não tem acesso ao SFH e recorre à carteira hipotecária consegue um negócio vantajoso, segundo o educador. “Os juros dessa carteira costumam girar por volta de 9% a 10% ao ano. Deduzindo a inflação, os juros ficariam em cerca de 3% a 4% ao ano, na prática”, diz.

Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, afirma que, mesmo sendo uma taxa de juros reduzida em relação a outras linhas de crédito, esse é um financiamento que irá durar um período muito longo e consumir parte importante da renda.

Por isso o ideal é juntar o máximo de dinheiro para dar entrada e assim diminuir o prazo do financiamento e, consequentemente, os juros.

Veja, a seguir, 10 dicas dos dois especialistas para se planejar financeiramente para a compra da casa própria:

1) Poupe até obter 20% do valor do imóvel.

O primeiro passo é juntar dinheiro para dar a entrada no financiamento, já que a maioria das linhas de crédito permite financiar até 80% do valor do imóvel. O dinheiro deve ser guardado numa aplicação de pouco risco, como poupança ou fundos de renda fixa.

2) Poupe 30% da sua renda.

Dessa maneira, o futuro comprador já se acostuma a viver sem essa parcela de seu orçamento, que estará comprometida por até 30 anos, dependendo do prazo do financiamento.

3) Quanto mais poupar, menos vai pagar de juros.

Com uma boa entrada, o valor financiado será menor, reduzindo o pagamento de juros.

4) Cuidado se estiver em início de carreira.

Marcelo Prata, do Canal do Crédito, diz que há momentos em que é melhor aguardar um pouco para comprar a casa própria. Um exemplo é o profissional em fase de ascensão, sujeito a viagens e mudanças de cidade ou até mesmo de país. “Nesse caso, comprar um imóvel pode limitar a capacidade profissional.”

5) Quem casa quer casa?

Começar uma vida nova no casamento e assumir um financiamento alto por um longo período são duas situações muito estressantes, diz Marcelo Prata. Outro fator a ponderar é se o casal pretende ter filhos. Comprar um imóvel pequeno pode significar ter de se mudar em pouco tempo

6) Se mora com os pais, aproveite a folga financeira para poupar.

Ainda que os pais não queiram, o jovem deve se planejar para dar entrada em um imóvel em três ou quatro anos. Marcos Silvestre recomenda que o jovem se ofereça para pagar algumas contas da casa dos pais, para ir se acostumando aos novos custos que terá quanto morar na casa própria.

7) Considere que a casa traz despesas adicionais.

O financiamento do imóvel pode comprometer até 30% da renda. Porém, com uma casa chegam também as contas de água, luz, telefone, IPTU, seguro, condomínio, os gastos com alimentação. São muitas despesas para as quais o futuro proprietário precisa estar preparado financeiramente.

8) Poupe dinheiro para as despesas de escritura e documentação.

 Além dos papéis do banco, o comprador também terá de pagar o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), cuja alíquota varia segundo o município; custos do cartório e do próprio financiamento, como avaliação do imóvel; análise jurídica da documentação, entre outros. Esses gastos costumam representar 4% do valor do imóvel, segundo Marcelo Prata.

9) Avalie o custo de vida da região que vai morar.

A vizinhança influencia diretamente em seu orçamento. Viver na periferia ou numa região sofisticada resulta numa grande diferença de gastos com alimentação, vestuário e transporte. Considere esse custo.

10) Financiar costuma ser mais caro que alugar.

Quem aluga deve se preparar para pagar mais pela casa própria. Marcos Silvestre diz que a prestação típica de um financiamento de um imóvel costuma ser de 1% do valor da propriedade enquanto o aluguel custa, em média, 0,5% do valor do imóvel. “Ou seja, quem paga aluguel não vai trocar seis por meia dúzia no financiamento, mas seis por uma dúzia”, diz.

Fonte: Uol economia,Sophia Camargo ( 07/07/2014).

Financiamento imobiliário: como funciona

Family finaciamento imobiliárioComprar um imóvel é muitas vezes, o maior investimento que uma pessoa faz. Junto com essa decisão surgem as dúvidas e a maioria delas são sobre financiamento imobiliário.

Um grande número de bancos oferece financiamento da casa própria e as principais diferenças entre eles estão nas condições de pagamento e nas taxas cobradas. Também é possível simular o crédito imobiliário na maioria dessas instituições financeiras e escolher a condição de pagamento que mais se adequa ao seu perfil.

O financiamento pode ser realizado usando o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) ou o o financiamento direto com a construtora.

Conheça melhor os tipos de financiamento imobiliário:

– Financiamento imobiliário usando o FGTS

É possível utilizar o fundo de garantia, desde que o imóvel seja para moradia própria. O limite de crédito máximo estipulado  para utilização nesse caso varia de tempos em tempos.

Para a liberação desse crédito a renda familiar á analisada e o valor liberado depende da região do país  .

O saque desse benefício pode ser utilizado para amortização, realizar a quitação antecipada ou para a antecipação de parcelas.

– Financiamento imobiliário pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)

Nessa modalidade não existe renda mínima necessária. Se o valor do imóvel estiver dentro dos limites do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), as taxas de juros não podem ser maiores que 12% ao ano, mas existem limites no valor final do financiamento.

– Financiamento imobiliário direto com a construtora

Essa é uma boa escolha para quem busca flexibilidade na negociação da forma de pagamento. Não existe imposição de taxa de juros, restrição de valor financiado ou renda mínima necessária.

Durante o pagamento o imóvel fica hipotecado, por isso, assim que quitar as parcelas é necessário solicitar que a construtora tire o imóvel da hipoteca.

Neste tipo de financiamento o próprio imóvel é dado como garantia, pois as construtoras financiam o valor diretamente com os bancos e as fazem a correção pela variação do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) a partir da data de assinatura do contrato. Os prazos para pagamento também são menores (normalmente até 60 meses).

Documentos necessários

RG, original e cópia;

CPF, original e cópia;

Comprovante de renda, original e cópia;

Comprovante de estado civil, original e cópia.

Portabilidade do financiamento imobiliário

Com a portabilidade, qualquer pessoa pode transferir seu financiamento de um banco para outro. A principal vantagem é a possibilidade de diminuir a dívida, no momento em que encontrar taxas de juros mais baixas.

Quando encontrar um banco que oferça taxas mais atrativas e aceite receber o financiamento, é preciso enviar uma proposta para o banco onde o financiamento foi inciado e este terá no máximo cinco dias para fazer uma contraproposta. Se essa contraproposta ainda não for o que você busca, o banco para onde você pretende transferir o financiamento deve quitar a dívida que o cliente tem com a outra instituição e assumir o crédito.

Fonte: Portal Imobiliário 123  (07/05/2014).

Por onde começar: veja 5 dicas para quem deseja comprar o primeiro imóvel

casal chave 00002SÃO PAULO – Comprar o primeiro imóvel é um dos principais itens da lista de desejos dos brasileiros, o que tem levado a um aumento do número de financiamentos expressivos nos últimos anos. Ao contrário de outras linhas de crédito, o imobiliário mantém uma expectativa de crescimento considerável para os próximos anos.

Contudo, a tentativa de frear a inadimplência e a alta procura por esta linha de crédito tem levado o mercado a tomar medidas mais restritivas para conceder o crédito. Este fator e a grande quantidade de oferta de imóveis exigem a preparação do consumidor antes de sair em busca do imóvel.

O primeiro critérios, na avaliação do consultor de negócios de Finanças na TransUnion e especialista em finanças e crédito, Claudio Conceição, é que seja feito um levantamento detalhado do tipo de imóvel pretende adquirir, a faixa de preço e localização. Depois disso, pelo menos três agentes financiadores devem ser procurados para a definição daquela em que sentir mais confiança.

Para Conceição, o mercado não deve sofrer grandes alterações na forma de concessões de crédito no curto prazo e as normas estabelecidas pelo Banco Central, em setembro de 2013, é a principal novidade do setor a ser considerada para a busca do imóvel. As regras do BC alteraram os limites do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).

Foram elevados, na ocasião, os valores máximos de avaliação na modalidade de financiamento em que podem ser utilizados recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e as taxas são reguladas. Em São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal o valor máximo dos imóveis que podem ser adquiridos com esse tipo de financiamento é de R$ 750 mil. Nos demais Estados, R$ 650 mil.

Confira a seguir cinco dicas do especialista ao iniciar sua busca pelo primeiro imóvel:

Procure um bom imóvel: Para quem tem interesse em financiar um imóvel, o primeiro passo, como em qualquer compra, é procurar um bom produto e uma boa condição de negócio. No caso, o produto é o imóvel que será adquirido e que deverá ser visitado e avaliado quanto às suas condições e sua origem – busque informações sobre o proprietário ou a construtora. A condição do negócio, além do preço e da entrega do imóvel para o comprador, está relacionada também ao financiamento. Portanto, procurar mais de um agente financeiro, simular o financiamento e esclarecer dúvidas é muito importante.

Condições para se obter crédito e cuidados necessários: Cada instituição financeira fará a sua avaliação de crédito. Não podemos prever ou estabelecer de forma geral como cada uma dessas instituições faz sua avaliação e quando aprovará ou negará a concessão do financiamento, mas sempre é observado se o comprador tem capacidade de arcar com as prestações. Para o processo de financiamento, o interessado deverá apresentar todos os documentos solicitados pelo banco. O cuidado que todas as pessoas devem ter nesse processo é de não comprometerem em realizar a aquisição do imóvel, fechar contrato ou até fazer pagamentos que, no caso de não conseguirem obter o financiamento, impliquem em discussão com vendedor do imóvel e eventual prejuízo.

Fatores que diferenciam os agentes financeiros: As diferenças no crédito imobiliário entre os bancos estão nas taxas de juros, nas tarifas cobradas, nos preços dos seguros, na agilidade de avaliar o crédito, nos aspectos jurídicos e no fechamento do contrato de financiamento. Para saber de fato como são essas diferenças, o aconselhável é visitar os bancos e realizar simulações nos seus sites, além de procurar atestar a idoneidade e solidez do agente financeiro.

Construtora versus banco: Como têm como objetivo vender o imóvel, as construtoras podem ser mais flexíveis, solicitar menos documentos e financiar valores mais altos. Já os bancos seguem normas e práticas que implicam em esmiuçar todos os riscos do negócio. Embora possam pedir mais documentos ou ser mais restritivos, os bancos, com essa atuação, podem trazer segurança para quem está comprando o imóvel.

O tamanho da entrada: Como em qualquer tipo de financiamento ou empréstimo, é muito bom ter cautela, observar o orçamento familiar e avaliar o impacto das prestações no orçamento. Ao se comprar um imóvel, a entrada tem que ser aquela que cabe no bolso. Se a pessoa tem bastante dinheiro disponível, e falta pouco para comprar o imóvel, é válido dar uma entrada maior, mas sem esgotar suas reservas financeiras.

Fonte:   Infomoney (29/01/2014).