Índice FipeZap de janeiro mostra que o preço médio do metro quadrado dos imóveis teve alta inferior à inflação nos últimos 12 meses

test AB
Os preços dos imóveis no Brasil ainda não estão diminuindo, como torcem muitos compradores, mas a alta tem sido tímida e já não supera a inflação.

Nos últimos 12 meses, o preço médio do metro quadrado do país subiu 6,29%, segundo o Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do mercado imobiliário de 20 cidades brasileiras.

A variação é inferior à alta da inflação medida pelo IPCA no mesmo período, de 7,10%, se considerada a projeção de inflação do Boletim Focus do Banco Central para o mês de janeiro, de 1,20%.

Como os preços dos imóveis subiram em uma velocidade menor do que o índice inflacionário, que mede a alta generalizada dos preços, é possível dizer que o mercado imobiliário teve uma queda real nos últimos 12 meses.

Essa variação de 6,29% é a menor registrada desde 2011, início da série histórica do Índice FipeZap Ampliado, que inclui 20 cidades.

No mês de janeiro, o preço médio do metro quadrado apresentou alta de 0,39%. O dado mensal também representa uma queda real diante da inflação esperada para janeiro, de 1,20%.

Dentre as 20 cidades acompanhadas, a maior valorização mensal foi verificada em Fortaleza, onde o metro quadrado subiu 1,43%. A cidade foi a única que registrou alta acima da inflação. Já a maior baixa ocorreu em Porto Alegre, onde os preços variação negativa de 0,68%.

No mês passado, o metro quadrado médio das cidades do FipeZap ficou em 7.492 reais. Rio de Janeiro segue com o preço médio mais caro: 10.617 reais. Em segundo lugar, aparece São Paulo, com média de 8.446 reais.

As cidades com metro quadrado mais barato do índice foram Contagem, com preço médio de 3.380 reais, e Goiânia, com valor médio de 4.022 reais.

Veja na tabela a seguir a variação dos preços dos imóveis à venda nas 20 cidades acompanhadas pelo índice em janeiro. A lista foi ordenada de acordo com a variação anual.

Região Variação anual (últimos 12 meses) Variação mensal janeiro/14 Variação mensal dezembro/14
Goiânia 13,40% 0,44% 0,79%
Vitória 11,30% 0,92% 0,80%
Campinas 9,24% 0,29% 0,24%
Fortaleza 9,09% 1,43% 0,55%
Belo Horizonte 8,62% 0,42% 0,57%
Vila Velha 8,50% 0,76% 0,75%
Niterói 7,76% -0,06% 0,27%
São Bernardo do Campo 7,52% 0,43% 0,35%
Salvador 7,28% 0,86% -0,09%
São Paulo 7,02% 0,46% 0,34%
Santo André 6,92% 0,17% 0,22%
Rio de Janeiro 6,63% 0,33% 0,43%
Recife 6,52% 0,59% 1,50%
Índice FipeZap Composto (7 cidades) 6,51% 0,48% 0,43%
Índice FipeZap Ampliado (20 cidades) 6,29% 0,39% 0,33%
São Caetano do Sul 6,00% 0,45% 0,77%
Contagem 5,44% 0,70% 0,72%
Florianópolis 2,99% 0,77% -0,28%
Santos 2,54% -0,02% 0,36%
Porto Alegre 2,44% -0,68% -0,90%
Curitiba 1,91% -0,05% -0,21%
Brasília 0,37% 0,40% 0,38%

E agora veja o preço médio do metro quadrado anunciado em cada cidade em janeiro de 2015:

Região Preço médio do metro quadrado (R$)
Rio de Janeiro 10.617
São Paulo 8.446
Brasília 8.314
Niterói 7.676
Média Nacional 7.491
Recife 5.910
Belo Horizonte 5.832
São Caetano do Sul 5.602
Fortaleza 5.348
Florianópolis 5.153
Curitiba 5.102
Campinas 5.064
Porto Alegre 4.990
Vitória 4.879
Santo André 4.849
Santos 4.808
São Bernardo do Campo 4.592
Salvador 4.459
Vila Velha 4.098
Goiânia 4.022
Contagem 3.380

O Índice FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para o Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010.

Entre as cidades incluídas mais recentemente, que compõem o Índice FipeZap Ampliado, os municípios do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm séries históricas iniciadas em julho de 2012. O índice FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro de 2013.

O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site de classificados Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades por mês.

Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios on line. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Exame – Priscila Yazbek (04/02/2015).

Anúncios

Dicas para comprar imóveis como investimento

chave do ape p

O setor imobiliário costuma atrair investidores com um perfil mais tradicional, em busca de rentabilidade e segurança

Um estudo divulgado em julho pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal Zap, aponta que 30% das pessoas que já compraram algum imóvel, realizaram a transação como um investimento.

O setor imobiliário costuma atrair investidores com um perfil mais tradicional, em busca de rentabilidade e segurança. “Por constituírem uma reserva de valor que tem se mantido acima da inflação, imóveis ainda podem ser considerados um negócio vantajoso”, explica Matheus Hofmann, diretor da Hofmann Imobiliária. Veja as dicas de especialistas para interessados em começar a investir no setor.

1. Procure um corretor

Para quem busca imóvel como uma maneira de conseguir uma renda extra, é importante buscar um corretor para saber quais são os imóveis que conciliem valorização, liquidez e valor rentável de locação. Por terem conhecimento do perfil e potencial de cada região, a ajuda de um profissional local pode ser determinante para encontrar uma propriedade que se enquadre no perfil do investidor.

2. Conheça o histórico da construtora

Para evitar futuras dores de cabeça, ao escolher um imóvel não basta checar apenas o apartamento em que se tem interesse. “É fundamental conhecer o histórico da construtora. Pesquise os últimos empreendimentos, verifique se eles foram entregues no prazo, os materiais aplicados na construção”, orienta Murilo Souza, gerente de vendas da Alliance Empreendimentos.

3. Imóveis na planta são um bom investimento

“Imóveis ainda na planta, quase sempre, apresentam mais opções de escolha e um preço melhor do que imóveis já concluídos”, explica João Pina Ferreira, diretor da JCP Construções e Incorporações S/A, responsável pela construção do empreendimento de luxo Solar Tambaú, em João Pessoa. À medida que a obra ganha forma, ela tende a ser cada vez mais procurada.

4. Apartamentos pequenos têm  mais demanda

Segundo Matheus Hofmann, quem procura investir em residenciais, normalmente opta por apartamentos de um ou dois quartos. Imóveis pequenos, especialmente se bem localizados, costumam ser locados mais rapidamente.

5. Conheça a vizinhança

Fatores como a infraestrutura do bairro são fundamentais para a valorização do imóvel.  Murilo Souza salienta que é sempre bom morar perto de serviços como academias, escolas, padarias, mas para garantir a tranquilidade, o ideal é que eles fiquem a duas ou três quadras de distância.

6. Localização é fundamental

Ao comprar um endereço comercial, a localização ideal é a que não precise de explicações de como chegar. Conheça o perfil da região e veja qual é o ponto forte do comércio: móveis, roupas, escolas, escritórios.

7.  Áreas comuns valorizam o imóvel

Comprar um apartamento que a construtora entregue as áreas comuns do prédio já decoradas e mobiliadas é outro fator que contribui para a valorização do imóvel. “Normalmente, demora-se até dois anos para os condomínios se organizarem e decidirem o que vai ser feito na área. Para investidores que querem alugar ou revender,  é interessante que esses espaços já estejam prontos”,  aconselha Murilo Souza.

8. Busque novos mercados

Nos últimos anos o mercado imobiliário ganhou força em várias regiões do país, especialmente Norte e Nordeste. “A valorização deve ser mais acentuada onde houver investimentos em infraestrutura e empreendimentos”, orienta Matheus. Além do crescimento econômico, os preços dos imóveis são atrativos.

9. Terreno também é opção

Além da compra de casas ou apartamentos, os terrenos seguem como uma das melhores opções de investimento, principalmente os localizados em condomínios. No Nordeste, empresas como o Alphaville têm expandido a sua atuação e oferecem lotes acima de 400 metros quadrados e em áreas estratégicas, como o Alphaville Paraíba. Em Salvador, por exemplo, um dos empreendimentos da empresa apresentou valorização de 600% em seis anos.

Fonte: Redação www.administradores.com ( 21/10/2014).

Brasil terá novos índices sobre o mercado imobiliário

Parceria entre a Fipe e os cartórios de São Paulo vai utilizar informações digitalizadas de todos os imóveis registrados no Estado.

imóveis

SÃO PAULO – O mercado brasileiro de imóveis vai ganhar novos índices. Uma parceria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), firmada na semana passada, vai usar a base de dados de todos os cartórios do Estado de São Paulo para levantar informações como a quantidade de transações realizadas e o preço de registro dos imóveis.

Ainda há poucas estatísticas sobre o segmento de imóveis no Brasil e as opções que existem só apareceram recentemente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o S&P/CaseShiller pesquisa o valor dos imóveis desde a década de 1980. A escassez de dados nacionais explica a cautela dos especialistas diante das especulações sobre a possibilidade de uma bolha imobiliária no País.

A promessa é que os índices forneçam dados mais precisos sobre a situação do mercado imobiliário. “Acho que o dado mais crítico e que temos pouca informação nesse momento é o relativo às transações do mercado imobiliário”, afirma Eduardo Zylberstajn, organizador do trabalho.

Informações sobre terras rurais e terrenos, explica Zylberstajn, também poderão ser divulgadas. Segundo ele, os dados ainda estão sendo levantados junto ao cartórios do Estado de São Paulo, mas a expectativa é divulgar os primeiros resultados ainda neste ano.

 popup

Registros online. A construção dos novos índices será possível com a digitalização dos registros imobiliários de todo o Estado de São Paulo, oficializada há duas semanas com o lançamento do portal Registradores (www.registradores.org.br). “Nós criamos uma central de serviços eletrônicos como um meio para que a pessoa possa chegar a todos os cartórios do Estado de São Paulo”, afirma o presidente da Arisp, Flauzilino Araújo dos Santos.

A partir de agora, é possível fazer o registro eletrônico do imóvel (encaminhamento de títulos para registro), solicitar certidões e buscar e visualizar a matrícula de um imóvel sem se deslocar até um cartório. Os preços cobrados são maiores que os praticados pelas unidades físicas, mas segundo Flauzilino, a maior diferença chega a R$ 6. Também é possível pedir a entrega via Correios, com custo adicional de entrega. Algumas documentações, diz, podem ser emitidas em até 15 minutos.

Para acessar os serviços do portal, é preciso fazer um cadastro e comprar créditos, por meio boleto bancário ou transferências entre contas (somente do banco Bradesco). Os valores só estarão disponíveis após a compensação bancária. O encaminhamento de títulos eletrônicos para registro só podem ser realizados no horário de funcionamento dos cartórios no Estado de São Paulo (9h às 16h). Os demais serviços são disponibilizados 24 horas.

O site cumpre uma exigência da lei 11.977, que criou o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, e determina que até 2014 todo o registro brasileiro de imóveis deve estar disponível pela internet.

Preços. Os preços de registro dos imóveis também serão levantados pela parceria Fipe e Arisp, embora o valor do metro quadrado nessa análise possa não refletir totalmente a realidade. Isso ocorre porque captar o valor de mercado dos imóveis é um dos maiores desafios desse setor.

Dois índices atuais, o FipeZap e o Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), do Banco Central, têm uma amostra mais precisa da tendência de variação do metro quadrado do que nos preços de mercado propriamente ditos. O primeiro pesquisa o valor anunciado do metro quadrado em 19 cidades e pode conter um viés de alta.

O segundo passa pela situação inversa. Como levanta o preço dos imóveis dados em garantia de empréstimos em 11 cidades, pode indicar valores um pouco abaixo da média, uma vez que os bancos são os responsáveis pela avaliação.

“O ideal é analisar todas as fontes possíveis, os anúncios, as matrículas e as avaliações. Nenhuma fonte é perfeita, mas todas são válidas e têm a sua contribuição para uma leitura mais precisa do mercado”, diz Zylberstajn.

Fonte:  Site Estado de São Paulo em 06/06/2013.