Preços dos imóveis estão em queda real

Post crise 2016
Num momento de extrema fragilidade, política e econômica, que nosso país atravessa, não podemos negar o quanto todo esse cenário impacta no mercado imobiliário, tanto para  investidores como para pessoas  que querem comprar um imóvel para morar.

Neste caso, são basicamente duas vertentes: investidores que são atraídos pelas altas de juros e por conta disso deixando de lado a possibilidade de comprar imóveis como investimento e las pessoas que querem comprar um imóvel para morar que são movidas por insegurança e pela expectativa em relação ao desfecho do impeachment da presidente Dilma Rosseff.

É claro que, para quem compra o imóvel para investir é melhorar esperar as taxas de juros baixarem. Se a intenção for comprar o imóvel para moradia e você encontrou uma casa ou um apartamento com preço bom, feche o negócio . Atualmente, existe a portabilidade e se os juros caírem, é só transferir o financiamento para um banco que pratique taxas menores ou negociar com o mesmo banco.

Vale lembrar que, apesar da taxas de juros  a longo prazo, os valores baixos dos imóveis acabam compensando esses juros. Isso porque o preço dos imóveis estão em queda real.

Segundo o Índice Fipezap, que mostra a variação nos valores médios do metro quadrado de 20 cidades brasileiras, o preço dos imóveis subiu apenas 0,53% nos últimos 12 meses até março.  O aumento ficou muito abaixo da inflação medida pelo IPCA, que foi de 9,5% no período, de acordo com o Banco Central. Ou seja, descontando a inflação, houve queda real dos preços de 8,10%.

Segundo alguns especialistas, o preço dos imóveis deve voltar a subir em 2018 ou depois, quando o desemprego cair e a renda voltar a subir. Isso se explica ao fato de que mercado imobiliário se comporta diferente do mercado financeiro, ou seja, é lento e demora mais para ser mudado.

Fonte: Caio Vital

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As cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil

SÃO PAULO – O Rio de Janeiro continua sendo a cidade mais cara do Brasil para comprar um imóvel. De acordo com o Índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado em maio deste ano foi de R$ 10.609 – aumento de 0,67% em relação a abril e 13,6% superior à média registrada no mesmo mês de 2013. Confira abaixo quanto custa o metro quadrado em cada um dos municípios:

Cidades m2 Brasil

A cidade carioca é acompanhada por Brasília, onde o metro quadrado foi avaliado em R$ 8.136, e São Paulo, com R$ 8.060. Os preços dos imóveis anunciadas nas três cidades ficaram acima da média nacional, que contabiliza 16 cidades brasileiras. Ela ficou em R$ 7.494 no quinto mês de 2014.

De acordo com o levantamento, o preço do metro quadrado no País desacelerou pelo sexto mês consecutivo e perdeu para a inflação no acumulado do ano, considerando a variação esperada para o IPCA de maio (que é de 0,45%, segundo o boletim Focus do Banco Central). O Índice FipeZap Ampliado, registrou aumento de 11,7% em comparação com o mesmo mês de 2013. No acumulado do ano, de janeiro a maio, a alta foi de 2,98%.

O Índice FipeZap, desenvolvido em conjunto pela Fipe e pelo portal ZAP Imóveis, é calculado pela Fipe e acompanha o preço médio do m² de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios da internet. Vila Velha e Salvador apresentaram os metros quadrados mais baratos.

 Quatro das 16 cidades pesquisadas registraram queda nos preços, enquanto o restante apresentou elevação. Porto Alegre e Brasília tiveram as maiores quedas (-1,33% e -0,42%). Já as cidades de Fortaleza e do Rio de Janeiro lideram com a maior alta dos preços (5,20 e 4,74%) para o mês. Em São Paulo, o crescimento no ano até o momento é de 3,59%, com variação positiva em maio de 0,71%.

Fonte: Infomoney em (04/06/2014 ).

Metade dos lançamentos residenciais ocorrem em São Paulo e Rio

O preço mediano do metro quadrado de um apartamento lançado em 2012 no país ficou em R$ 5.110, segundo o estudo Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro, divulgado pela imobiliária Lopes.

O número representa alta de 10% em relação a 2011, quase cinco pontos percentuais acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no período, que fechou o ano com um crescimento de 5,84%. Com o resultado, o preço médio de uma unidade residencial vertical foi de R$ 375 mil.

Victor Moriyama/Folhapress
Grande São Paulo é líder em lançamentos residenciais no país
Grande São Paulo foi a líder em unidades verticais residenciais lançadas no Brasil no ano passado

Em relação ao número de unidades verticais lançadas, considerando empreendimentos residenciais e comerciais verticais, flats e hotéis, houve queda de 15% em relação a 2011 –para 182.803.

A maior fatia coube à Grande São Paulo, com 66.204 unidades. Na Grande Rio, foi de 29.160. As duas regiões respondem por 52% do total.

Separando por segmento, o mercado residencial respondeu pela maior parte dos lançamentos no Brasil, com 80% das unidades. Imóveis comerciais ficaram com 16%. Hotéis e flats compõem o restante.

O levantamento, segundo a Lopes, abrange 92 municípios e 19 cidades-satélite e representa 86% de todo o VGV (Valor Geral de Vendas), que no ano passado ficou em R$ 80 bilhões.

Entre as cidades, chama a atenção a crescente valorização dos imóveis em municípios ou regiões administrativas que não são capitais.

Considerando as dez cidades mais caras, encontram-se Santos (2ª), Niterói (5ª), Águas Claras (6ª), no Distrito Federal, Campinas (7ª), Petrópolis (8ª) e Guarujá (10ª).

Todas elas melhoraram de posição de 2011 para o ano passado, com exceção de Campinas, que ficou estável. A liderança é ocupada por Brasília, onde o metro quadrado custa R$ 11.030. São Paulo está na terceira posição e o Rio de Janeiro fica no 9º lugar.

Mais do que perda de espaço das principais cidades, os dados indicam uma expansão de sua zona de influência para municípios vizinhos.

No Estado de São Paulo, por exemplo, a Grande São Paulo cada vez mais se une à região de Campinas, formando uma única mancha urbana. Além disso, Santos e Guarujá contam com a expectativa de exploração do pré-sal e de investimentos na região, o que vem atraindo empreendimentos residenciais e comerciais.

Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha uol  em  20/04/2013.