O que os investidores brasileiros pensam sobre investir no mercado imobiliário ?

Investimento imobiliário

Os investidores brasileiros parecem não estar muito preocupados com os rumores de que uma possível bolha  estaria se formando no mercado imobiliário  nacional. De acordo com a Pesquisa Global de Opinião dos Investidores – 2014, da Franklin Templeton, 23% dos investidores brasileiros acham que os imóveis serão a melhor aplicação dos próximos 10 anos.

O número ficou em linha com as respostas do ano anterior, e foi o melhor resultado entre as expectativas para os próximos 10 anos.

Em segundo lugar aparece o investimento em ações. Para 15% dos entrevistados, esta será a melhor aplicação dos próximos 10 anos. No entanto, apesar de acharem que as ações podem se valorizar bastante, os investidores acham que correm bastante risco com este tipo de aplicação: 20% dos respondentes afirmaram que ações serão o investimento mais arriscado da próxima década.

Para Marcus Vinicius Gonçalves, Country Head da Franklin Templeton no Brasil, a percepção de risco reflete os investimentos atuais dos brasileiros. “As pessoas estão investindo menos em ações, mesmo achando que a rentabilidade no longo prazo da renda variável tende a ser melhor do que outras aplicações. Isso acontece porque a aplicação também traz uma percepção maior de risco para os investidores”, explica.

Duas aplicações dividem o terceiro lugar na preferência dos investidores em relação à possibilidade de valorização na próxima década: as commodities não-metálicas e os depósitos de renda fixa, com 12% das respostas cada uma.

Melhor investimento deste ano

Em relação às expectativas para 2014, os brasileiros também apostam no investimento em imóveis. Segundo o levantamento, 26% acham que esta classe de ativos trará melhores retornos do que as outras neste ano.

As ações também aparecem logo em seguida, com 15% das respostas, enquanto as commodities não-metálicas foram citadas por 12% dos entrevistados como o melhor investimento de 2014.

Metodologia

A pesquisa ouviu, no Brasil, 509 investidores com mais de R$ 50 mil em recursos disponíveis para realizar aplicações financeiras, e foi realizada entre os dias 2 e 15 de janeiro.

Fonte : INFOMONEY – Diego Lazzaris Borges- (28/03/14).

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É HORA DE COMPRAR?

Depois da alta exorbitante dos últimos anos, preço dos imóveis sobe menos do que a inflação em 2014. Se o momento é ruim para investidores, pode ser favorável para quem sonha com a casa própria.

aperto de mão

Os últimos anos, o mercado imobiliário brasileiro cravou uma série impressionante de recordes. Em 2013, os financiamentos para a compra da casa própria somaram R$ 109,2 bilhões, a maior marca da história. Há pelo menos uma década o número de unidades vendidas no País por meio de crédito habitacional cresce acima de dois dígitos. O cenário favorável puxou a construção civil, que viu suas receitas dobrarem desde 2010. Toda essa pujança provocou uma disparada generalizada de preços. No Rio de Janeiro, um apartamento de três dormitórios na zona sul, de frente para o mar, não custa menos de R$ 5 milhões. Há seis anos, o mesmo imóvel podia ser comprado por R$ 1 milhão. Capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre conheceram o mesmo fenômeno – e fizeram a fortuna de construtoras, incorporadoras e instituições financeiras. Por todas essas razões, os mais recentes indicadores do setor surpreendem. Em fevereiro, a venda de imóveis residenciais novos caiu 49,1% na cidade de São Paulo. Somados, os meses de janeiro e fevereiro representaram o pior bimestre desde 2004. Com a demanda em baixa, os preços desaceleraram. Pela primeira vez em muitos anos, em 2014 o valor dos imóveis nas maiores cidades brasileiras subiu menos do que a inflação. Isso, afinal, é uma boa ou má notícia?

Os especialistas entrevistados por ISTOÉ interpretam a desaceleração de preços como um equilíbrio natural do mercado e negam que um colapso imobiliário esteja prestes a acontecer.“O cenário econômico não apresenta nenhum tipo de bolha”, diz Eduardo Schaeffer, presidente do Zap Imóveis. “É apenas um ajuste do mercado após um período extremamente aquecido”, afirma. “Não dá para ser tão aquecido quanto nos anos anteriores, mas o setor continua crescendo”, garante José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Para Emílio Kallas, vice-presidente de Incorporação do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), a questão central é a preocupação com o que pode acontecer nos próximos meses. “O empresariado está receoso com a economia e espera para lançar os empreendimentos”, diz. “Mas os resultados de 2014 devem ser muito próximos aos de 2013.”

Mesmo com a desaceleração, os preços ainda estão altos. O último índice FipeZap mostra que a média do metro quadrado mais caro do Brasil está no Rio de Janeiro: R$ 10.468. Na orla da zona sul carioca, o valor pode chegar a R$ 40 mil – mais do que a média de Manhattan, em Nova York, que é de R$ 30 mil, segundo dados da imobiliária Douglas Elliman. No ranking dos preços exorbitantes, Brasília aparece em segundo lugar e São Paulo, em terceiro. Os valores nas nuvens impedem que novos negócios sejam fechados. O administrador de empresas Leandro Avellar quer sair da casa dos pais e se casar, mas os preços assustam. “Se não baixarem no segundo semestre, vamos procurar um local mais afastado ou adiar os planos”, diz. Profissional da área de marketing, Conrado Balbinot e sua mulher, Silvana Mello, que trabalha no setor de recursos humanos, tiveram uma experiência que comprova a instabilidade do mercado. Há um ano se interessaram por um apartamento de 70 metros quadrados no Brooklin, bairro nobre de São Paulo, mas desistiram por causa dos R$ 800 mil cobrados pelo dono. Recentemente, o corretor com quem negociavam os procurou, avisando que o imóvel poderia ser adquirido por R$ 594 mil. Nem assim fecharam negócio. “Vamos esperar até que os preços se adequem à realidade”, diz Balbinot.

Se os preços estão menos agressivos, é hora de ir às compras? Os especialistas afirmam que, em 2014, não deve ser um bom negócio adquirir imóveis para investimento, mas pode ser o momento ideal para quem procura um lugar para morar. “Hoje é melhor do que no ano que vem e pior do que no ano passado”, afirma Kallas, do Secovi-SP. Claudio Tavares, pesquisador e professor do Núcleo da Real Estate da Poli-USP, sugere que a variação da renda seja levada em conta na decisão de comprar. “Se os imóveis estiverem subindo mais do que a sua renda, é a hora certa de comprar”, afirma Tavares.

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Fonte: Revista ISTOÉ (29/04/2014).

Quer investir em imóveis?

Confira 5 pontos aos quais é importante ficar atento na hora de investir no mercado imobiliário.

Saiba como investir em imóveis
A localização, o tipo de planta e as instalações são bastante relevantes na compra de imóvel para investimento

O mercado imobiliário brasileiro mantém sua fase de crescimento, ainda que tenha reduzido o ritmo de expansão, e oferece uma série de oportunidades para quem deseja investir. “O imóvel é uma propriedade, um bem de raiz que não está sujeito a confiscos devido às turbulências do mercado financeiro. Pode sofrer problemas de liquidez, mas não em sua essência como patrimônio seguro”, afirmam Gilberto Benevides e Wang Chi Hsin, autores do livro “Investir em imóveis – Entenda os segredos práticos do mercado”. Veja a seguir a opinião dos especialistas sobre os principais aspectos que se deve prestar de atenção no momento de investir.

1. Analise os prós e contras dos imóveis novos e usados. Um empreendimento novo, além de permitir mais opções para escolha das instalações e da localização do apartamento na planta do edifício, costuma sempre agregar novas tecnologias e especificações que adicionam valor ao produto. “E comprar um imóvel usado exige mais poupança, seja para pagamento à vista, em curto prazo ou por meio de um financiamento bancário. Normalmente esse tipo de unidade requer alguma reforma, o que demanda uma certa experiência nesse quesito para obter um bom custo-benefício”, diz Wang Chi Hsin. Ele ainda ressalta que é preciso ter cuidado, pois apartamentos usados já têm despesas de condomínio, imposto predial, manutenção e limpeza, por exemplo, que poderão ser repassadas somente após a venda para terceiros. Para tomar a decisão certa, é fundamental ponderar em qual momento de vida você se encontra, qual quantia de dinheiro pode dispor e durante quanto tempo.

2. Busque localizações consolidadas, imóveis de bom padrão e de empresas que tenham experiência e qualidade. “As oportunidades de lançamentos novos permitem a escolha do imóvel, sua localização na torre [no caso dos apartamentos], face de insolação, avaliação das opções de lazer etc. E lembre-se de que os imóveis menores tendem a ter melhor porcentagem de renda no momento da locação”, avalia Chi Hsin.

3. Pesquise sobre o comportamento dos bairros da sua cidade. As regiões mais valorizadas são as que apresentam melhor infraestrutura, contando com transporte de qualidade, boa rede de comércio local (padarias, farmácias, supermercados etc.) e também shoppings centers, por exemplo. “Em São Paulo, bairros como Jardins, Itaim, Higienópolis, Perdizes, Vila Madalena, Vila Mariana, Brooklin, Campo Belo e Moema são regiões já consagradas. Outro dos pontos que vejo com potencial de valorização é a área compreendida entre a Ponte Morumbi e a Ponte João Dias, que deve receber vários empreendimentos novos, além de melhorias significativas no transporte, com novas pontes, estações de metrô e avenidas”, lista Gilberto Benevides.

4. Avalie bem as oportunidades. Quando se trata de comprar um imóvel como investimento, os dois especialistas recomendam optar por apartamentos ou então casas em condomínios fechados. “Os apartamentos mais procurados são os modelos com dois dormitórios. Porém, unidades com localizações privilegiadas também contam com uma alta demanda de versões com um dormitório ou studio. Hoje, há mais pessoas morando sozinhas ou casais sem filhos que preferem apartamentos menores em locais mais nobres”, observa Benevides. E ele acredita que empreendimentos com excesso de unidades são pouco interessantes para investimento, já que há uma grande possibilidade de sempre existir uma concorrência na revenda ou locação dentro do próprio condomínio.

Aperto de mão
5. Saiba esperar os rendimentos. 
“Ter um imóvel pode proporcionar renda e rentabilidade. Mas o prazo médio é muito variável. Em geral, um imóvel adquirido na planta terá uma boa valorização após dois ou três anos, quando estiver pronto. Dependerá da localização, da evolução da sua infraestrutura, do momento econômico do País e da demanda”, pontua Benevides.

Fonte: Revista WebCasas