“Mercado difícil para quem constrói e vende imóveis…oportunidades para quem quer comprar terrenos e imóveis”

O economista Ricardo Amorim concedeu entrevista para a Revista Setin, tratou sobre o mercado imobiliário e as oportunidades do momento. Vale a pena conferir!

Casa Dolar

O mercado imobiliário está, no geral, pessimista quanto às perspectivas neste ano. Há motivo para isso?

Sem dúvida, há muitos motivos para este pessimismo. A confiança de empresários e consumidores está no nível mais baixo em uma década. Quem está muito preocupado com o futuro, não investe em uma nova fábrica ou troca de casa. Assim, é muito improvável que após as quedas fortes no número de imóveis vendidos no ano passado, tenhamos uma recuperação significativa ou talvez sequer qualquer recuperação neste ano. Além disso, com as incorporadoras de capital aberto com um estoque de lançamentos equivalente em média a quase dois anos de volume de vendas, a atividade de construção e novos lançamentos neste ano também deve ser bastante limitada.

Como qualquer momento de dificuldade, este também traz uma série de oportunidades. Quem procura terrenos para empreendimentos, por exemplo, terá provavelmente as melhores oportunidades de compra em mais de uma década, após um período de fortíssima elevação de preços nos últimos anos.

Da mesma forma, quem quer comprar imóveis, provavelmente encontrará as melhores ofertas e oportunidades em muito tempo à medida que muitas incorporadoras tenham de desovar seus estoques inflados.

Havia uma expectativa de melhora no mercado após a Copa do Mundo, mas ela não se confirmou. Há como fazer um diagnóstico do que aconteceu?

A maioria acreditava que a economia teria um desempenho melhor do que teve no segundo semestre, o que deveria contribuir para a normalização do mercado, mas o que se viu foi o contrário, um aprofundamento da desaceleração econômica. Somou-se a isso uma crise política muito grave que contribuiu para aumentar as incertezas e fortalecer o pessimismo. Neste cenário, a baixa procura por imóveis não é de surpreender.

Por outro lado, ao contrário do que alguns que diziam que o Brasil teria uma bolha imobiliária para estourar e que os preços dos imóveis cairiam 50% após a Copa do Mundo, mesmo com quedas de vendas de imóveis de até 40% em algumas cidades importantes, a Copa passou e os preços dos imóveis, na maioria dos casos continuaram subindo. Aliás, segundo o Índice FIPE-ZAP, independentemente de duas limitações metodológicas, apenas em Brasília os preços não subiram no ano passado. Se somarmos às altas de preços menores no ano passado a renda de aluguel e considerarmos as respectivas alíquotas de imposto de renda, praticamente em todo o Brasil, mesmo em um ano em que a venda imóveis despencou, quem investiu em imóveis ganhou mais dinheiro mesmo no ano passado do que na maioria das outras aplicações financeiras, como Bolsa, Caderneta de Poupança ou Fundos de Renda Fixa.

É provável que a alta de preços se desacelere ainda mais e que pequenas quedas de preços de imóveis sejam bem mais frequentes neste ano – gerando boas oportunidades para novos compradores – mas se os preços não despencam nem em um cenário tão negativo, está comprovado que a teoria que teríamos uma bolha imobiliária em vias de estourar está furada, como venho defendendo desde 2007.

Ricardo Amorim - Blog do Parlare

Houve uma maior procura de investidores estrangeiros nesse mercado no início do ano? Como podemos avaliar esse movimento, ele é positivo para o mercado como um todo?

Não só é positivo, mas creio que ele vá se intensificar. A forte desvalorização do Real nos últimos meses deixou os imóveis no Brasil bastante baratos aos olhos de investidores estrangeiros que, na maioria, analisam os preços em dólares. Mesmo em euros, os imóveis ficaram bem mais baratos no Brasil.

Além disso, eu acredito que há uma bolha acionária que inevitavelmente estourará nos próximos anos nos EUA e quando acontecer, passado o olho do furacão que provocará um aumento na aversão arisco de investidores em todo o mundo, forçará investidores a buscarem novas oportunidades de investimentos no mundo. Uma destas oportunidades, provavelmente estará em mercados imobiliários em países emergentes, incluindo o Brasil.

Quais cenários podemos esperar para o segundo semestre e para 2016?

Ainda difícil, mas muito possivelmente melhorando. As muitas medidas de ajuste que o governo tem adotado têm de corrigir uma série de desequilíbrios que se formaram principalmente nos últimos quatro anos. Infelizmente, 2015 será mais um ano difícil, com uma pequena queda do PIB. Os ajustes necessários são dolorosos. Como um doente que tem câncer e precisa passar por uma quimioterapia, antes de nos sentirmos melhor, vamos nos sentir ainda pior do que antes por conta dos efeitos colaterais do tratamento.

O ajuste das contas públicas, por exemplo, é inevitável, mas o aumento de impostos e o corte de gastos públicos são inicialmente recessivos, retirando dinheiro da economia em 2015, também limitando o crescimento.

Além disso, um racionamento brando de água e energia elétrica deveria ter começado no ano passado, forçando empresas e pessoas a reduzirem o consumo de água e energia. No entanto, como era um ano eleitoral, não só isto não aconteceu, mas tanto o governo federal quanto os estaduais esconderam a gravidade do problema, fazendo com que empresas e pessoas físicas não se preparassem para lidar com ele. Por isso, o ajuste agora terá de ser muito mais radical, com consequências muito mais drásticas. No caso do setor elétrico, há outra causa ainda mais grave. A crise atual foi causada em grande medida pela desastrada tentativa do governo de reduzir o preço da energia no Brasil, que reduziu sensivelmente a rentabilidade no setor, levando a redução de investimentos em geração e transmissão de energia, que se tivessem ocorrido, teriam nos deixado em uma situação muito mais confortável agora.

No entanto, se arrumarmos a casa em 2015, retomando a confiança de empresários e consumidores, podemos retomar um ciclo de crescimento mais acelerado no final do ano e nos anos seguintes, o que colaboraria para a recuperação da venda de imóveis.

Ricardo Amorim é apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ,presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes internacional e uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil segundo a Forbes Brasil.

Fonte: Revista Setin.

Anúncios

Como lidar com o Lucro Imobiliário?

Tablet Lucro imobiliário

O lucro imobiliário é o conhecido bom problema, mas do qual você não pode se esquecer na hora de fazer os seus negócios. Sempre que você vende um imóvel com lucro, precisa pagar imposto de renda sobre Ganho de Capital ou Lucro Imobiliário, cuja alíquota é de 15%.

A tarifa é cobrada sobre a diferença entre o valor de compra e de venda. Ou seja, se você desembolsou R$ 500 mil para comprar o seu imóvel e vendeu ele por R$ 800 mil, o seu ganho de capital foi de R$ 300 mil – e é aqui que incide o imposto.

O pagamento é feito assim que o imóvel é vendido. Na hora da assinatura da escritura, você tem até o último dia útil do mês seguinte ao da venda para recolher o imposto de renda sobre a transação. Se a venda foi realizada em setembro, o imposto deve ser pago até o fim de outubro.

Para calcular o imposto, você pode usar o Programa de Apuração de Ganhos de Capital (GCap) referente ao ano em que ocorreu a venda. No site, você preenche todos os dados da transação, como os dados do imóvel, o tipo de transação, a data de aquisição e a data da venda, o valor da alienação, se o contribuinte foi pago à vista ou a prazo, se houve benfeitorias e reformas ou se o imóvel foi adquirido em partes ou datas diferentes. O programa já calcula então o valor a ser pago. Na hora de declarar o Imposto de Renda, você deve apenas importar as informações do GCap para o Programa Gerador da Declaração.

Mas existem casos em que o imposto sobre ganho de capital não é cobrado. O mais comum é o chamado benefício de 180 dias. Quem vendeu um imóvel e usou este dinheiro para comprar um outro imóvel residencial em menos de seis meses fica isento da cobrança do imposto. Este benefício pode ser usado uma vez a cada cinco anos.

Então já viu: se você está pensando em revender o seu imóvel, precisa levar tudo isto em conta para poder fazer o melhor planejamento possível e garantir um bom rendimento para o seu investimento.

Fonte : Carolina Rudian Sandier -ESSER INVEST

Tendências para 2015 – Mercado Imobiliário-

Desde 2008, o preço dos imóveis viveram numa crescente valorização. Porém, no ano que passou, o mercado deu uma “freada” e a queda nas vendas foi sentida pelas empreendedoras do mercado imobiliário pelo fato de 2014 ter sido um ano atípico por causas dos eventos esportivos e eleições presidenciais.

Ted Muito se fala, mas não há consenso entre os especialistas e próprio mercado imobiliário sobre o preço dos imóveis.

Há aqueles que acreditam na valorização dos imóveis, outros que acreditam na estabilização dos preços por conta da grande oferta de produtos e ainda há aqueles pensam na possibilidade do preços caírem.

Vale ressaltar que, com muitos imóveis novos “em oferta” os valores começaram a desacelerar. As construtoras de todo o país estão literalmente liquidando o seus estoques. Está é uma estratégia para tentar alavancar as vendas no último trimestre de 2014.

Para o cliente que quer comprar um imóvel este é o momento de pesquisar e pechinchar, principalmente se tiver em mãos valor em torno de 40% da casa ou apartamento para dar de entrada porque sua margem de negociação acaba por ser bem maior. Entretanto, esta desaceleração não quer dizer “desvalorização” dos imóveis, a tendência de agora em diante, tanto para imóveis novos como para imóveis usados,  é a valorização acontecer de uma maneira mais real e lenta.

Portanto, para você  saber se com o aumento da oferta no mercado imobiliário os preços dos imóveis vão cair em 2015;  a resposta para essa pergunta  recorrente hoje no ramo imobiliário  é que não haverá uma queda vertiginosa de preço dos imóveis, é o que  afirma a maioria do especialistas. Acredita-se na recuperação do mercado com um crescimento menor do que aconteceu na última década e que os imóveis continuarão se valorizando de acordo com a real demanda do mercado, principalmente nas regiões que apresentam boa infraestrutura. Este é o melhor momento para quem quer comprar!

Fonte: Segredos Imobiliários.

 

COMO INVESTIR EM IMÓVEIS PARA TER RENDA MENSAL?

Post blog mercado

A principal novidade no mercado de aluguéis é a locação por temporada, que muitas vezes permite ao proprietário dobrar a renda mensal concorrendo com flats e hotéis.

Existem diversas formas de investir no mercado imobiliário para obter uma renda mensal com aluguéis. As pessoas podem comprar residências, escritórios comerciais, flats ou cotas de fundos imobiliários, negociados em Bolsa, entre outros. Segundo o diretor financeiro da Incorporadora Vitacon, Fabiano Cordaro, a principal novidade do mercado é o aluguel por temporada, que permite que um imóvel residencial possa render até o dobro da renda em relação a um contrato típico de 30 meses colocando apartamento ou casa para concorrer com flats ou hotéis. No video a seguir, Cordaro explica essa nova modalidade de locação.

Fonte: INFOMONEY / VITACON  ( 12/11/ 2014).

Como iniciar seu ‘Império Imobiliário’ com pouco dinheiro

Casa Tec brilhanteRichard Rytenband, economista e especialista em investimentos e métodos quantitativos pela FGV, explica o porquê descarta a possibilidade de bolha e ensina os investidores a entrar no mundo dos imóveis.

Em meio a rumores de que uma bolha imobiliária está se formando no Brasil, Richard Rytenband, economista e especialista em investimentos e métodos quantitativos pela FGV, explicou o porquê descarta essa possibilidade e ensinou como se monta um ‘Império Imobiliário’ com pouco dinheiro, quebrando paradigmas de que é necessário ser rico para investir em imóveis.
Segundo ele, muitas pessoas que afirmam que há bolha não estão preparadas para o debate. “As discussões sobre isso são cada vez mais irracionais”, disse. “Para fazer uma afirmação como essa, a pessoa tem que apresentar dados, séries históricas, estudos da história do nosso mercado imobiliário e da experiência mundial também”, completou.

Rytenband, por meio da resposta de cinco dúvidas comuns entre os investidores, esclareceu que muitas coisas que são dadas como certas, na verdade são mitos. “Essa desinformação atrapalha na hora de investir e faz com que o investidor saia prejudicado, ganhando bem menos do que poderia”, disse.

Os 5 mitos

O primeiro mito que ele esclarece é que um imóvel é um investimento seguro e dificilmente cai de preço. De acordo com o especialista, não é assim que funciona, afinal, um imóvel é um investimento como qualquer outro, ou seja, tem ciclos, altas, baixas, e isso não é motivo para drama, mas sim para entender o processo e tentar se posicionar bem no ciclo.

“As pessoas acreditam que o preço do imóvel só vai subir para sempre, mas não, ele sobe e cai, como qualquer outro ativo cíclico”, afirmou. “Se a pessoa não aceita isso, ela não pode investir em imóveis. Tem momentos bons e ruins para comprar, mas depende da estratégia, porque às vezes não importa se está caindo ou subindo, porque você está ganhando renda e pode aplicá-la em outras coisas”, completou.

O segundo mito que ele aponta é que tem como prever altas e baixas nos imóveis. O ciclo é composto de quatro etapas: boom, contração, recessão e recuperação.

O boom é marcado pelo elevado fluxo de capital, atividade de construção em alta, elevada taxa de ocupação, imóveis com preços elevados e normas de crédito relaxadas. Já nos períodos de contração, é possível observar uma redução na taxa de ocupação, desaceleração na atividade de construção e queda no preço dos imóveis. Depois deste período, vem a recessão, com fluxo de capital negativo, preços em declínio, restrições de crédito, queda na atividade da construção e elevada taxa de desocupação. E, por fim, no período de ocupação, a taxa de desocupação começa a cair e a atividade de construção começa a aumentar, levando o ciclo a um novo boom.

Segundo o economista, tanto fatores macroeconômicos quanto microeconômicos influenciam nos preços dos imóveis. No primeiro caso, os principais são: maior disponibilidade de crédito, aumento da renda e emprego, queda nas taxas de juros com inflação moderada, queda no estoque de terrenos nas áreas mais centrais, aumento do custo da construção e crescimento populacional. Já em relação aos fatores micro, os investidores tem que considerar o que valoriza os bairros (shopping centers, praças e áreas arborizadas, comércio e formação de centros empresariais, boa rede de transportes, grande quantidade de ruas em curva e fácil acesso a avenidas) e o desvaloriza os bairros (ocupações irregulares, comercio ambulante, feira livre, imóveis ou terrenos abandonados, criminalidade e casas noturnas que causam barulho e trânsito).

O terceiro mito é que comprar um imóvel para alugar pode render menos do que a poupança. Isso é totalmente irreal, afinal, não pode-se confundir rendimento nominal com rendimento real.

Uma pessoa compra um imóvel por R$ 300 mil, por exemplo, e o aluga por R$ 1.200 (0,4% ao mês ou 4,9% ao ano) já livre de impostos. Com isso, ele pensa: ‘a poupança, atualmente, rende 6,17% ao ano, enquanto que, com o imóvel, vou ganhar apenas 4,9%. Ou seja, a poupança é melhor’. Concorda? Não. Isso está errado.

Rytenband explicou que o investidor nunca pode confundir rendimento nominal com real. Os 4,9% de rendimento com o aluguel é ajustado pela inflação ano a ano, ou seja, é um rendimento real. Já o rendimento da poupança é nominal. Então, se levarmos em conta que a inflação em 12 meses está em 6,15% e a poupança rende 6,17% ao ano, o rendimento real da poupança é de 0,02% ao ano, que é muito menor que os 4,9% do imóvel.

O quarto mito é em relação a formação de uma bolha imobiliária. Como já comentado anteriormente, falta estudo das séries históricas antes de debater sobre esse assunto.

Segundo estudos do especialista, o que causa uma bolha é o excesso de confiança e alavancagem exagerada. “As pessoas que estão debatendo o mercado imobiliário brasileiro tem que apresentar séries históricas mais antigas do Brasil e do mundo. Como foi o mercado nos anos 50, 60, 70, 80…? E o norte-americano que tem 300 anos de estatística? Esses gráficos irão mostrar os ciclos e provar que tivemos vários momentos piores que esse e que não tiveram bolha nenhuma”, explicou. “Para formar bolha tem que ter uma alavancagem muito grande e em excesso, que é fruto da ganância. Se não tiver isso, não tem bolha e, mesmo sem ela, os preços vão cair”, concluiu.

Por fim, Richard afirmou que não é preciso ser rico para investir no mercado imobiliário. O investidor tem apenas que estudar, entender sobre o mercado e saber aproveitar as boas oportunidades, e não sair comprando qualquer coisa que indicam. Além disso, os fundos imobiliários, que já existem há muito tempo nos mercados externos, chegaram no Brasil “recentemente” também para facilitar ainda mais este acesso a investidores menos qualificados. “Ou seja, a resposta é informação. Sem estudo e leitura não tem como saber dessas coisas”, finalizou.

Fonte: Infomoney  por  Arthur Ordones (05/06/2014).

Vizinhança afeta rotina e valor do imóvel; confira o que eleva e derruba os preços

Para não ser surpreendido por sirenes, freadas e arrancadas constantes de ônibus ou ruídos da vizinhança na primeira noite na casa nova, dominar o entorno é crucial.

Apostar (e investigar) na localização é uma forma de garantir o sossego e um bom negócio no caso de revender.

Conversar com quem mora na região pode ajudar a identificar os problemas e as transformações pelas quais o local vem passando.Terrenos próximos a estações de metrô, escolas, hospitais e mercados são mais visados. Ruído, trânsito e segurança são questões a serem observadas.

No centro de São Paulo, por exemplo, moradores dizem que a situação na região da cracolândia, problemática há anos, piorou com o surgimento de barracos. Eles se mobilizam para que a prefeitura e o governo estadual resolvam o problema.

“Na hora da compra, é preciso pesquisar a unidade e todo o entorno”, diz Flávio Prando, vice-presidente do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

TRANQUILIDADE

A proximidade com universidades, parques, áreas verdes e shoppings pesa a favor.

Captura de tela 2014-01-05 às 16.39.31

“O ideal é estar perto de tudo, mas não tão próximo que tire a tranquilidade. É bom estar a uma quadra do metrô, de mercados e farmácias”, diz Mirella Parpinelle, diretora da imobiliária Lopes.

O radar das construtoras também está ligado para esses fatores. “Se tenho um bom produto, mas em um espaço ruim, ele não valorizará tanto”, diz Carlos Eduardo Fernandes, superintendente da Brookfield Incorporações.

Para ele, o imóvel deve estar a uma distancia de 1 km de serviços e transportes.

Para comprar um imóvel usado, a dica é conversar com moradores, zeladores e síndicos não só sobre a redondeza, mas sobre investimentos recentes no condomínio.

Segundo Marco Dal Maso, diretor da Aabic (Associação das Administradoras de Bens, Imóveis e Condomínios de São Paulo), a medida evita gastos com conservação e manutenção.

NA PLANTA

No caso de imóvel na planta, conhecer o histórico da construtora é fundamental.

O gerente de custos Luiz Claudio Contezini, 47, espera desde 2010 pelo apartamento no Cambuci (zona sul). Entre os problemas, o desabamento de uma parte do terreno exigiu a revisão da obra.

“A área verde que seria a vista da minha varanda se tornou um paredão para evitar novo desabamento.”

É importante conferir se a incorporadora cumpriu as exigências legais para iniciar a obra, diz o advogado Marcelo Tapai. Ele orienta guardar todo o material sobre o prédio (memorial descritivo da obra, folders e panfletos).

Fonte:  Folha de  São Paulo (05/01/2014).

Preço de imóveis já sobe 14% este ano

Segundo índice FipeZap, emprego em alta faz setor desafiar desaceleração econômica.

cidade-jardim-1

O desempenho do mercado imobiliário está surpreendendo este ano. Pelo segundo mês consecutivo, o preço do metro quadrado dos imóveis prontos, a maioria usados e anunciados na internet, subiu, em média, 1,3% em novembro em 16 cidades, segundo o Índice FipeZap. Em 12 meses até novembro, os preços aumentaram 13,8%. Descontada a inflação esperada de 5,9% para o período, segundo o Boletim Focus do Banco Central, o aumento real foi de 7,9%.

“O ano de 2013 está sendo um bom ano para o mercado imobiliário”, afirma o coordenador do indicador, Eduardo Zylberstajn. O economista diz que a sua expectativa inicial era de enfraquecimento dos preços e das vendas de imóveis. Isso porque ele achava que o desempenho do mercado de trabalho, o fator que mais pesa na compra de um imóvel ao lado da oferta de crédito, perdesse fôlego. Mas não foi isso que aconteceu.

A taxa de desemprego da cidade do Rio de Janeiro, que tem o metro quadrado mais caro do País (R$ 9.812), registrou em outubro o menor índice entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE: 4,6%, enquanto a taxa média nacional foi de 5,2%.

Zylberstajn pondera que a situação hoje dos preços dos imóveis é diferente do “boom” ocorrido em 2010 e 2011, quando o metro quadrado subia mais de 2,5% a cada mês. Mas ele ressalta que os últimos meses tiveram variações mensais significativas, na casa de 1%.

Líder. Em novembro, Florianópolis liderou o ranking das maiores altas de preços, com elevação de 2,3%. Em termos absolutos, o valor médio do metro quadrado do imóvel pronto estava em R$ 5.080. Na vice-liderança das cidades com maiores altas está Belo Horizonte (2,2%), seguida por Curitiba e Vitória (2,1%) e Fortaleza (1,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os mercados mais importantes do País, as variações foram de 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Florianópolis

 

Em nenhuma das 16 cidades pesquisadas os preços caíram de outubro para novembro. As menores variações mensais foram registradas em Salvador (0,1%), São Bernardo do Campo (0,7%) e Brasília (0,8%).
Além do vigor do mercado de trabalho, Zylberstajn acha que os preços continuam em alta porque a oferta de novos imóveis não acompanhou o ritmo da demanda, impulsionada pela maior disponibilidade de crédito por parte dos bancos.

Para o ano que vem, o economista diz que o desempenho do mercado imobiliário e dos preços ainda são uma incógnita. “O ano 2014 é eleitoral e, por isso, será atípico”, observa. Mesmo assim, o coordenador do Índice FipeZap acredita que a formação de novas famílias que vão adquirir um imóvel pela primeira vez deve continuar.

Fonte: Estado de São Paulo (04/12/2013).

Veja dez dicas de como escolher imóvel para investir

Antes de comprar um imóvel, é preciso pesquisar para não fazer um mau negócio.

“Se bem comprado, o imóvel vai se valorizar com o passar dos anos. Mas, se o consumidor comprar errado, poderá ter trabalho em vender”, diz Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site que compara de custos de financiamentos.

Consultores ouvidos pela Folha elaboraram dez dicas básicas para auxiliar os interessados em um imóvel para investir -seja comercial, seja residencial (veja quadro). Pesquisar a vocação da região antes de comprar é essencial.

No caso de imóveis comerciais, há, por exemplo, endereços conhecidos por determinado tipo de comércio -como de eletrônicos, equipamentos musicais e roupas.

Nessas situações, para ter procura de inquilinos, o padrão do imóvel precisa ser similar ao das demais lojas.

Editoria de Arte/Folhapress

“Para encontrar o imóvel ideal, não basta apenas olhar sites de corretoras. É preciso visitar vários pessoalmente”, afirma Prata.

Além disso, para investir em unidades corporativas, é preciso acompanhar a movimentação das empresas pela cidade, que se deslocam ao longo do tempo para buscar oportunidades, afirma Fátima Rodrigues, diretora da imobiliária Coelho da Fonseca.

“O investidor que estiver a par dessas mudanças poderá chegar na frente e encontrar imóveis que serão muito procurados”, diz Rodrigues.

Alguns diferenciais nos condomínios comerciais, como possuir uma praça interna, uma lanchonete ou um café, também chamam a atenção do futuro comprador ou inquilino, diz Mirella Parpinelle, diretora da Lopes.

RESIDENCIAIS

No caso de imóveis residenciais, também é preciso ver se há procura na região por aluguel ou compra -conforme o interesse do investidor- de unidades similares a que se pretende adquirir.

Perto de universidades, por exemplo, a demanda costuma ser maior por apartamentos compactos, de um ou dois dormitórios.

Outro aspecto a ser avaliado pelo investidor é a infraestrutura da região.

Proximidade a pontos de ônibus ou estações de metrô agrega valor ao imóvel. Hospitais, escolas e restaurantes são bem-vindos, principalmente no caso dos residenciais. Mas não tão perto.

“É bom ter a pelo menos uma quadra de distância, por causa do barulho e dos transtornos que causam ao trânsito”, diz Parpinelle.

Para residências, também é interessante que o condomínio ofereça algumas comodidades. Academia e espaço gourmet impulsionam o preço. “Isso também desempata o jogo tanto para alugar mais rápido quanto para vender mais rápido”, afirma.

CUIDADOS

Vale checar ainda se a área sofre com problemas estruturais, como enchentes, ou de segurança (assaltos, por exemplo), que contribuem para a depreciação do imóvel.

Para o investidor iniciante, ter a assessoria de um corretor ou imobiliária com conhecimento da região pode ajudar, nem que seja somente para pesquisa.

Editoria de Arte/Folhapress

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

A regra básica para se investir em imóveis

homem  cidade
A regra básica do investimento em imóveis consiste em saber diferenciar um imóvel comprado para uso pessoal, daquele que está sendo adquirido com o objetivo de investimento. Os critérios de avaliação são completamente diferentes.
Quando realizamos o sonho da casa própria, ou compramos um imóvel para utilizá-lo como escritório ou consultório, nos preocupamos basicamente com o nosso bem-estar, tornando-nos propensos a pagar um pouco mais por uma bela vista, uma boa vizinhança ou outras bem feitorias que na maioria das vezes pouco importam quando compramos um imóvel para investimento. Um imóvel para investimento não precisa ser bonito, ele tem apenas que ter potencial para dar lucro. O grande segredo do investimento imobiliário consiste em considerar o imóvel apenas como um negócio. Da mesma maneira que você não estabelece qualquer vínculo emocional com um lote de ações ao negociá-las na bolsa de valores, você também deve buscar exclusivamente o lucro ao negociar um imóvel.
O objetivo básico do investimento imobiliário é lucrar
Um imóvel para investimento tem que ser analisado apenas pelos seus números. Não interessa a sua opinião pessoal sobre a localização, o estado ou o histórico do imóvel. O que realmente interessa é a opinião do mercado imobiliário sobre o seu imóvel. Se o mercado imobiliário está aquecido e se há grande demanda por imóveis na região onde seu imóvel se encontra, fatalmente o seu ativo tornar-se-á uma fonte de renda.Assim, após se conscientizar que o objetivo principal do investimento imobiliário consiste mais em obter lucro e menos em adquirir um bem, você deve estar pronto para responder duas questões que também serão determinantes para o sucesso de seu investimento: quando e onde investir em imóveis?
Qual o melhor momento para comprar um imóvel?

Um dos principais fatores de sucesso ao investir em imóveis é reconhecer o momento certo de comprar. É preciso prestar atenção às boas oportunidades do mercado para conseguirmos comprar um imóvel abaixo de seu valor de mercado.A melhor forma de saber se um imóvel está sendo oferecido a um bom preço é observar o valor médio de outros imóveis na região. O valor médio do metro quadrado de um imóvel na região que você está pesquisando deve estar sendo negociado a um valor superior ao que foi oferecido para você. Outro fator de grande importância é observar o potencial de valorização da região.

Qual a melhor localização para comprar um imóvel?

A localização do imóvel pode ser a chave do sucesso de seu investimento. Determinadas regiões possuem um potencial de valorização maior do que outras. A infraestrutura disponibilizada e futuros investimentos na região devem sempre ser considerados no momento da escolha de onde investir.

Além disso, a finalidade do imóvel deve ser compatível com a sua localização. Um imóvel comercial deve, preferencialmente, estar localizado em uma área comercial, e um imóvel residencial deve estar localizado em uma região mais residencial.

Quase 40% dos compradores de imóveis em SP são investidores

Vale do Anhangabaú

Quatro em cada dez pessoas que compram imóveis na cidade de São Paulo têm como foco investimento, segundo pesquisa da Lopes Inteligência de Mercado.

Para 55%, moradia própria foi a principal finalidade. Já em 4% dos casos foi para uso de outra pessoa e em 3% o objetivo era que o imóvel servisse unicamente como local de trabalho.

Uma explicação para o grande número de investidores é que a taxa básica de juros, a Selic, caiu de 10,5% ao ano no início de 2012 para 7,25% no fim desse mesmo ano, atingindo seu mais baixo nível na história. Hoje, após cinco elevações, está em 9,5%, o que pode diminuir o apetite dos investidores.

Como a taxa serve de referência de juros para o mercado, uma baixa afeta o desempenho das aplicações financeiras, como em renda fixa, fazendo com o que os imóveis ganhem atratividade como forma de investimento. A alta tem o efeito contrário.

Outro motivo é que as incorporadoras lançam cada vez mais imóveis compactos.

Com área menor, costumam ter preço final inferior, mesmo com um valor elevado do metro quadrado, e são mais facilmente locáveis que os imóveis com muitos quartos, o que atrai investidores.

Em alguns casos, segundo dados  de  pesquisa também, 80% dos imóveis de um dormitório são vendidos a investidores. A pesquisa foi realizada com 3.338 compradores em 2012. (DANIEL VASQUES)