Descubra 3 formas de comprar o seu primeiro imóvel

post-pronto-3A compra da casa própria continua sendo o sonho da maioria dos brasileiros. No entanto, os elevados preços dos imóveis  e o compromisso de um financiamento de até 30 anos acabam desanimando muita gente. No entanto, existem outras formas para a compra da casa própria que pode ser mais acessível para você.

As três principais modalidades de compra de imóveis são financiamento, consórcio ou leilão. Todas têm suas vantagens e desvantagens, e a escolha vai depender do seu perfil como comprador. Por isso, comprar casa, apartamento, sítio ou até um terreno requer atenção redobrada e pesquisa minuciosa para optar pela melhor alternativa, ou seja, a forma que for mais condizente com você e sua família.

1- Financiamento é para quem quer se mudar imediatamente

Financiar um imóvel é seguro, mas sai caro.  Afinal, os bancos no Brasil operam com taxas de juros elevadas, o que faz o valor final a ser pago ser muito superior ao original. Por outro lado, existe uma maior oferta pelas imobiliárias e rapidez para receber o bem. Ou seja, para quem pretende se mudar rapidamente o financiamento pode ser a melhor opção.

Mas mesmo parcelado, o comprador deve desembolsar um bom recurso inicial para obtê-lo, geralmente 30% do valor final. A vantagem é poder usar o saldo disponível do FGTS para abatimento de parte ou toda esta dívida inicial.

2- Leilão de imóveis garante descontos atraentes

Sabemos, que é possível arrematar propriedades com descontos que podem chegar a 40%. Por outro lado, a oferta disponível tende a ser menor, e o interessado deve tomar cuidado com alguns detalhes, como o fato de o imóvel estar ou não ocupado ou contestado judicialmente.  Os descontos são bastante atraentes, mas esta modalidade pode não ser indicada para quem pretende habitar o imóvel em curto prazo.

Para fugir de surpresas indesejadas, é necessário ainda estar acompanhado de uma boa assessoria jurídica, além de buscar empresas renomadas no mercado..

Portanto, primeiro é preciso saber porque o imóvel foi a leilão. Ele pode estar disponível para ser arrematado por interesse do próprio vendedor ou ainda por questões judiciais. Um exemplo comum, nesta época de crise, é a inadimplência dos financiamentos bancários, condomínios, etc.

Antes de dar o lance, o que pode ser feito via internet, descubra a situação da propriedade a ser adquirida, se ela está ou não ocupada, e, principalmente, se está associada a alguma dívida ou contestação de antigos ou do atual proprietários. É importante fazer uma varredura.

Outra dica é visitar pessoalmente o imóvel antes de realizar um lance no leilão online. Em caso de estar ocupado, é importante buscar informações por outros meios, seja com o proprietário atual, ou ainda com vizinhos.

3- Consórcios é adequado para quem pode esperar

Os consórcios também são atrativos, ficando na segunda colocação no quesito preço. Mas o tempo de espera pode ser grande se não tiver o valor necessário para ofertar lance ou ser contemplado no sorteio. E caso tenha, é bom se lembrar que no leilão a compra pode sair até 40% mais barata.

Entre as vantagens do consórcio, no entanto, estão a possibilidade de usar o FGTS e a taxa de administração, inferior ao pago pelos juros do financiamento. Sem contar que não é necessário pagar um valor de entrada.

Portanto, se a procura for por preço, prefira o leilão, depois o consórcio e, por fim o financiamento. Se você estiver inseguro ou indeciso, procure  visitar vários imóveis até encontrar o imóvel  que você quer e a escolha deve ser pelo financiamento. Agora, se você não está com pressa, mas também você não tem dinheiro para os custos iniciais, o consórcio é a melhor saída.

Fonte: Caio Vital

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Leilão de imóveis promete aliar compra da casa própria a preços baixos

A cena de um leiloeiro com um martelo vendendo algo em uma disputa acirrada entre os participantes, no Brasil, não se restringe ao mercado de obras de arte. De tempos em tempo, os bancos realizam leilões de imóveis – casas, apartamentos, terrenos e até prédios inteiros que por algum motivo, como uma dívida, foram tomados pela instituição.

Neste sábado, 14, é a vez do Bradesco realizar a venda de 97 imóveis, em um leilão em São Paulo (SP). Os interessados podem participar tanto de maneira presencial como enviando lances pela internet. O atrativo, dizem especialistas, é o preço, que costuma sair mais barato do que em uma venda comum. Se o pagamento for feito à vista ainda há um desconto de 10% sobre o valor total, no caso deste leilão do Bradesco, que será organizado pelo Zukerman Leilões.

Os imóveis comprados via leilão podem também ser financiados. Para isto, quando for dar o lance é preciso já ter a carta de crédito do banco informando o valor que você está autorizado a financiar.

Na hora da compra, além da recomendação básica de estabelecer um teto para o lance que irá dar, é importante já deixar reservado o dinheiro referente à comissão do leiloeiro, de 5% sobre o valor do negócio.

Se o imóvel for parcelado, as condições de compra (exceto para os lotes 12, 19, 63, 69, 70 e 90) são um sinal mínimo de 25%, comissão de 5% ao leiloeiro e o saldo restante em até 12 parcelas mensais, iguais, consecutivas e sem acréscimos.

No parcelamento, se o imóvel tiver até R$ 100 mil, o saldo mínimo também é de 25%, mais 5% do comissão, e o saldo restante parcelado em 24 vezes, , acrescido de taxa de juros efetiva de 12% ao ano, calculada pelo Sistema de Amortização Tabela Price e correção anual pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M).

Se o valor superar R$ 100 mil, o sinal sobe para 30% mais 5% de comissão e o saldo dividido em 36 ou 48 vezes, com juro pela Tabela Price de 12% ao ano e correção do IGP-M. Em nenhum dos parcelamentos é possível usar o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As demais condições de financiamento são descritas

aqui.

Leilão de imóveis

O outro lado da moeda. Se ao invés de comprar você está na ponta daqueles que estão perdendo o imóvel para o banco, o Ibedec orienta como os mutuários podem evitar a tomada de bens por inadimplência:

1) Queda da renda. Se o mutuário perder ou trocar o emprego e com isso sua renda cair deve buscar em juízo a revisão da prestação. No SFH a prestação é limitada ao máximo de 30% da renda familiar e o mutuário tem que comprovar sua nova renda com a cópia do contra-cheques ou holerite.

2) Atraso. O mutuário que tem parcelas em atraso pode sacar o FGTS para quitar a dívida. Os requisitos são: estar contribuindo há mais de 3 anos; não ter feito saque nos últimos 2 anos; e ser este o único imóvel.

3) Cobrança ilegal. Os financiamentos do SFH mais antigos, onde o mutuário paga a parcela todo mês e o saldo devedor continua aumentando, estão tendo a incorporação de juros sobre juros ao saldo devedor (anatocismo), o que é ilegal. O caminho é a revisão judicial do débito para expurgar este abuso e permitir a redução da dívida.

4) Justiça. Quando o mutuário tem o imóvel levado à leilão pode recorrer ao Judiciário demonstrando que o financiamento contém capitalização de juros e pedindo a revisão do débito. Deve oferecer a depósito as prestações em atraso ou montante equivalente à 30% de sua renda, para evitar a perda do imóvel.

Para saber mais. Para quem se interessou pelo assunto,  há um livro sobre riscos e vantagens dos leilões de imóveis: “Como ficar rico comprando imóveis em leilão” (Matrix Editora), do leiloeiro Leonardo Schulmann.

O livro aborda, entre outros assuntos, as principais modalidades de leilão, onde encontrar editais, recompensas e os direitos e deveres do arrematante.

Agenda do leilão Bradesco

Horário: 10h

Local: Hotel Maksoud Plaza – Alameda Campinas, 150

Leiloeiro: Mauro Zukerman

Telefone: (11) 2184-0900

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 Fonte: Estado de São Paulo (11/12/2013).